
Um papo com o brasileiro que pedalou
35 mil km em 46 países durante 3 anosO paulista Arthur Simões
realizou o sonho de muitos cicloturistas. No dia 23 de maio de 2009 ele colocou
o ponto final na aventura de dar a volta ao mundo que começou no dia
3 de abril de 2006. Foram mais de 35 mil quilômetros rodados e 46 países
visitados em pouco mais de três anos.
Sua aventura começou
e terminou no Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera, em São
Paulo, local que marcou o início da jornada ao redor do mundo no dia
03 de abril de 2006.

Para finalizar,
os 2 mil km da aventura que ganhou o nome de “Pedal na Estrada”,
Arthur desembarcou em Salvador, no dia 28 de abril, e seguiu pedalando pelo
litoral brasileiro, até a chegada triunfal na capital paulista.
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O
ciclista
Arthur Simões
Cardoso – brasileiro, 27 anos, natural da cidade de São José
dos Campos/SP passou a adolescência em Jacareí, no interior
do estado de São Paulo. Graduado em Direito pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie, liderou o grupo de Projetos Sociais, levando educação
e conhecimentos jurídicos para a população dos bairros
mais afastados e menos beneficiados da cidade de São Paulo. Foi
também praticante e professor de ioga. A paixão pelo ciclismo
tomou proporções maiores, que o fez ganhar a mundo, transformar
o ciclismo em profissão e agora no Pedal na Estrada.
Para a aventura,
o biker teve o patrocínio do laboratório Bristol-Myers Squibb,
o apoio das bicicletas Fuji, Dennova, Base 64 e Lobo Biker. Os parceiros
institucionais foram Cidade Escola Aprendiz, Instituto Brasil Solidário,
Portal do Voluntário e Instituto Presbiteriano Mackenzie.
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Confira
a entrevista concedida à jornalista Rosangela Andrade
Por que
a volta ao mundo?
E por que não o mundo?
Por que não ir mais longe?
Queria mostrar
que o mundo está aí para ser conhecido, todos os continentes,
além de mostrar que é possível fazer isso sobre uma bicicleta.

Argentina
Como se
comunicou com a família?
A comunicação
com minha família não eram constantes e varia de país para
país. Geralmente eu falo com eles por e-mail, algo como um ou dois e-mails
por semana, ou mais se a situação for crítica.
Por mais de um ano de viagem
eu não tinha telefone algum, assim toda vez que eu queria falar com eles
tinha que encontrar um telefone. Minha situação apenas mudou na
Malásia quando me deram um telefone celular e então eu passei
a ter um número telefônico em alguns países e a comunicação
ficou mais fácil, pois minha família já podia me ligar
e eu não precisava ficar procurando uma casa de telefone (já que
nos países mais pobres quase nunca existe telefone público).
Na Europa eu também
estava sem telefone, pois trocava de país quase que a cada semana e não
me vale trocar de número de telefone tão constantemente, assim
a comunicação voltou a ser basicamente por e-mail.

Deserto do Atacama - Chile
Em momentos
de solidão o que faz? Continua praticando o Yoga?
Eu apenas aceito que estou
sozinho e aproveito o momento. Não sempre temos a oportunidade de estarmos
sozinho e quando a temos é melhor aproveitar. Estar sozinho pode ser
bom também, tão bom quanto estar acompanhado, mas apenas diferente.
Eu busco encarar por esta perspectiva.
Quando sozinho curtir a
solidão e quando com mais gente, aproveitar a companhia. Algo como viver
cada momento, um de cada vez, em seu momento.
O yoga acabou ficando
um pouco de lado nesta viagem. Não perdi o que eu já havia aprendido,
porém não consegui manter a disciplina que eu tinha quando estava
no Brasil, já que quase sempre tinha muito que fazer em cada país
e quando eu tinha um tempo livre, queria apenas dormir e descansar.

Salar de Uyuni - Bolívia
Conte-nos
sobre de alguns de seus aprendizados, coisas que marcaram a sua vida neste tempo.
Por um bom tempo, por mais
de dois anos, foi bem difícil ver o que eu havia aprendido, mas agora
já beirando os três anos de viagem e chegando próximo do
fim de minha aventura, eu começo a ver o que eu adquiri neste tempo.
Talvez o maior aprendizado,
foi descobrir que eu não tenho controle de nada, de nada mesmo. Isso
mostra como a vida é grande e como tudo pode acontecer e mudar planos
e projetos em questão de segundos.
Creio que ter visto
a morte de perto também ajudou a mudou a perspectiva sobre a vida, a
morte não parece mais tão distante, tornou-se algo concreto que
pode chegar a qualquer momento, por isso é melhor viver aquilo que se
deseja antes que seja tarde demais.

Peru
Falando
sobre política, religião e guerras, o que sentiu pessoalmente
vendo tudo isso de perto?
A política é
um jogo. Os políticos são os jogadores e jogam com a população.
No final das contas, a política não é feita para as pessoas,
mas sim para as grandes corporações espalhadas pelo mundo. Apenas
as migalhas ficam para a população. As guerras são conseqüência
das jogadas mal feitas dentro do mundo da política. Hoje tudo gira em
torno da economia, inclusive as guerras. Mais uma vez quem sofre são
aqueles que não têm nada a ver com os motivos da guerra.
Todas as religiões
costumam tratar do mesmo assunto, pois lida com a natureza do ser humano, que
é semelhante em todo o mundo. O que muda são apenas as histórias
e as regras, e quando as pessoas olharam apenas para as regras (que por sua
vez não é a religião) e as comparam, acreditam que as religiões
sejam diferentes - e que a religião dela é a melhor e mais correta.
No final das contas, concluí
que o mundo é composto de seres humanos que são semelhantes por
natureza, independentemente de política, raça, religião
ou qualquer outra coisa, isso é o mais importante.
A história
mostra isso e a mitologia também, o que explica o porquê de mitos
semelhantes em diferentes partes do mundo em épocas remotas.

Linha de Nasca - Peru
Como foi
a sua entrada nos países? Teve barreiras?
Eu nunca vi barreiras intransponíveis
em meu caminho. Em alguns países apenas se chega na fronteira e eles
carimbam seu passaporte sem problema algum, outro já gostam de papeis,
muitos papeis, e toda esta burocracia pede um pouco mais de tempo e dinheiro,
mas não impede alguém de entrar no país (pelo menos brasileiro).
Arrisco a dizer que a maior
complicação que se pode ter é ter um carimbo de Israel
em seu passaporte, o que te impedirá de entrar em qualquer país
muçulmano, já que a maioria deles não reconhece o Estado
de Israel.
Assim, ao entrar
em Israel eu tive que ter muito cuidado para não ter meu passaporte carimbado,
caso contrário teria que dizer adeus aos meus próximos países,
no caso, Síria e Líbano.

Nova Zelândia
Qual a
reação das pessoas ao saber que estava dando a volta ao mundo
de bike? E que era brasileiro?
As
reações eram diversas. A maioria das pessoas ficava impressionada,
queria saber mais, chamava os amigos e queria fazer alguma coisa para me ajudar
ou agradar, como uma forma de entrar nesta história. Alguns apenas me
davam os parabéns. Outros nem ligavam. E ainda havia alguns que ficavam
bravos, pensando que eu estava mentindo, pois achavam que isto era simplesmente
impossível, como aconteceu na Turquia.
Austrália
->
Em relação
a ser brasileiro, isso sempre foi uma vantagem. Com exceção de
pouquíssimos países, o Brasil costuma ser visto como um lugar
feliz, onde todos jogam futebol, onde todos tomam café, onde todas as
mulheres andam pelas ruas com roupas de carnaval e onde o sexo é livre.
Um estereótipo curioso,
mas que geralmente costuma agradar as pessoas.
Que perguntas
ou curiosidades as pessoas tem do Brasil?
"Você é
brasileiro? mas você é branco!", "Brasil, sabe, uma vez
eu vi um filme, chamava... Cidade de Deus, aquilo é verdade?"
Até explicar para
o sujeito que no Brasil não há apenas negros, mas que temos italianos,
japoneses, sírios, libaneses, alemães etc.. toma um tempo.
Comentar
sobre a violência brasileira também gerava boas conversas. Fora
isso as pessoas costumavam ficar com os clássicos clichês brasileiros.
Encontrou
pessoas que te ajudaram? Qual foi o tipo de ajuda?
Muita gente me
ajudou e se não fosse por essas pessoas a viagem seria muito mais difícil.
Gente me deu comida, água, casa, banho, cuidou de mim quando eu estava
doente, me traduziu quando eu não entendia nada e quando ninguém
me entendia, me alertou sobre os perigos, enfim, muita gente fez com que eu
chegasse onde cheguei.
<--
Índia
Confesso que sem essas pessoas,
sem esse altruísmo humano, eu não iria muito longe. O mundo é
formado basicamente por gente boa, disposta a ajudar, não o contrário.
E a sua
saúde, sofreu algum tipo de doença, enfermidade? Qual?
Apesar de eu saber que ficar
doente seria inevitável, eu acabei adoecendo mais do que eu imaginava,
quase sempre pelo mesmo motivo: comida + sujeira.
A falta de higiene dos países
mais pobres pode ser um problema. E para essa sujeira não adianta lavar
a mão ou limpar tudo com álcool e fogo (só se colocar fogo
em tudo), pois não é a sua mão que te infecta, mas sim
a mão dos outros. Na realidade, em certos países, toda a população
está infectada com bactérias e fugir delas é quase impossível.
Dentre as infecções
que eu sofri, as piores foram proporcionadas por um pequeno ser chamado "ameba",
um protozoário que me causou muito problema e por vezes quase não
me deixou pedalar. A cura é fácil, mas a dor de cabeça
e de barriga é grande.

Índia
Arthur,
conte-nos sobre o acidente? Sentiu vontade de desistir, medo, o que pensou no
momento?
O acidente foi uma porcaria,
mas como imprevistos acontecem, foi mais uma coisa que aconteceu. O mais engraçado
foi que aconteceu justamente na Turquia, quando eu realmente não esperava.
Se houvesse ocorrido na Índia, Líbano ou Síria, eu não
me espantaria, pois nesses países eles dirigem como loucos, mas os motoristas
e as estradas turcas não eram assim tão ruins.
Enfim, foi numa
estrada turca, num dia quente, com o sol queimando a minha cara que um caminhão
invadiu o acostamento e sem me avisar apenas me pegou por trás e me fez
voar diretamente no asfalto.

Acidente na Turquia
Confesso que na hora não
entendi nada. O impacto foi tão forte que eu só pude sentir algo
me empurrando com uma força que até então eu não
conhecia. Pisquei os olhos e quando abri já estava no chão todo
destruído. Mal conseguia me movimentar, estava todo contundido e com
minhas pernas pingando sangue. Olhei à minha volta e comecei a entender
o que havia acontecido.
Vi minha bicicleta
toda destruída, minhas bolsas espalhadas pelo local, sangue no chão
e um imenso caminhão parado atrás de mim. Não sabia que
eu ficava bravo por aquilo ter acontecido ou eu agradecia ao destino por estar
vivo. Acabei agradecendo à vida, mas os dias seguintes não foram
fáceis.

Atravessando o Mekong - Laos
Fui para o hospital e depois
quase não andei por quase uma semana. Mas isso não foi tudo, o
impacto não havia apenas me quebrado, mas havia quebrado destruídos
alguns de meus equipamentos também. A bicicleta quase virou história,
quase, eu consegui recuperá-la, mas não tive a mesma sorte com
meu lap-top e com minha filmadora. O prejuízo ficou por minha conta mesmo.
O caminhoneiro ficou com
um processo que ficou nas mãos do destino. Restou-me a possibilidade
de levantar e seguir em frente, com mais uma experiência na bagagem.
Qual foi
a sua maior dificuldade? Local para dormir? Comida? Sentiu fome ou sede?
A
maior dificuldade é ficar sozinho durante tanto tempo. O ser humano é
um animal social e ficar sem uma relação mais profunda por tanto
tempo gera um problema.
Os outros problemas
eram menores e mais fáceis de superar também. Local para dormir
sempre se consegue, com ou sem dinheiro, depende do que se deseja. Na pior das
hipóteses, eu apenas montava minha barraca e já tinha um lugar
para dormir. Ficar sem banho por alguns dias também podia ser um problema,
especialmente durante o verão, mas isso também era contornável.
Tailândia
->
Comida por vezes se tornava
um problema, já que na maior parte do mundo supermercado é algo
que não existe e encontrar o que se quer é quase impossível.
Como o país pobre quase não tem energia elétrica, tudo
aquilo que precisa ser resfriado também não existe.
Sim, eu senti fome e sede,
mas não sofri muito por isso. Acabava comendo o que encontrava e bebendo
o que aparecia, o que explica o porquê eu fiquei doente algumas vezes.
Você
faria tudo isso novamente?
Depende. Agora, depois de
ter feito isso, creio que não faria isso pela segunda vez, pelo menos
não de bicicleta. Mas se eu estivesse de volta há três anos,
quando eu decidi fazer isso, eu faria a mesma decisão com certeza, sem
pensar.
Daria a volta ao mundo de
bicicleta mesmo sabendo de todas as dificuldades.
Encontrou
com outros ciclistas ou pessoas que queriam dar a volta ao mundo também?
Ciclistas são
fáceis de encontrar, não em todos os cantos do mundo, mas existe
bastante gente viajando de bicicleta. A diferença é que quase
nunca eles estão sozinhos, assim como quase nunca eles viajam por muito
tempo ou por muitos países.

Mianmar
A maior parte dos ciclistas
que eu encontrei viajam em grupos e por um período não muito longo.
De toda forma, eu também encontrei gente fazendo o que eu estou fazendo,
mas foram poucos. Querer dar a volta ao mundo já é diferente,
muita gente quer fazer isso, mas pouca gente faz.
O que contribuiu
para o sucesso da sua jornada?
Há uma série
de fatores sem os quais eu não poderia fazer o que eu fiz. Começo
pela sorte, pois eu me considero uma pessoa de sorte e isso me ajudou estar
no lugar certo, na hora certa, por diversas vezes. Por vezes sentia que havia
uma "mão invisível" me ajudando, tamanha era a minha
sorte.

Taxi - Nepal
Mas não foi só
isso, amigos e a família também tiveram um papel fundamental em
minha conquista, apesar de quase sempre bastante longe. Força de vontade
foi um requisito, pois já fazia parte da minha viagem desde o princípio,
creio que sem isso eu nem teria conseguido sair do Brasil.
Ao
visitar povoados e ONGs o que percebeu sobre as necessidades das pessoas nos
diversos países? As dificuldades se diferem ou são as mesmas?
Em quais continentes sentiu mais necessidade de proteção e ajuda?
As visitas às
comunidades e à ONGs foram uma constante nesta viagem e me mostraram
muito sobre a gente de cada local, especialmente sobre as dificuldades passadas
por essas pessoas. Isso por vezes foi bastante difícil para mim, já
que por vezes me encontrava completamente imerso naquela cultura e sem nada
para me apoiar numa possível emergência.
<- Jordânia
O emocional fica bastante
delicado quando se está numa situação assim, e vir toda
aquela gente sofrendo sem poder fazer muito e sabendo que nada irá mudar
tão cedo para eles, me fazia sentir mal. Com o tempo aprendi a ver a
vida de outra forma, mais próximo do jeito que essa gente vê, e
consegui suportar melhor esse peso.
Conheci muita gente doente,
gente que havia perdido tudo devido à desastre naturais, gente que já
nem esperança tinha mais. Porém aprendi que a vida nestes países
não está difícil agora, ela é difícil desde
sempre, assim que toda essa gente não espera muito da vida, como nós
fazemos, eles apenas vivem e morrem na hora que tiver que ser. A vida ganha
uma cara diferente, a morte chega mais perto e o destino parece ser mesmo inevitável.
As
dificuldades mudam de país para país, mas quase sempre estão
relacionados ao comportamento das próprias pessoas do local e da postura
do governo do país. As piores situações que eu encontrei
estavam na África. Os africanos costumam ser gente amiga e pacífica,
porém as condições de vida desses países costumam
ser precárias.
Cabeça
do Nemrut - Turquia ->
O que mais
te magoou nesta viagem?
Foi ver pessoas
pagando por erros que nunca cometeram. Como no Irã e em Mianmar, onde
encontrei gente maravilhosa, que sofria com o próprio governo, sem a
possibilidade de fazer muita coisa.
Cite um
fato que o fez pensar na sua vida, ou de como está conduzindo ela.
Os dois acidentes de carro
que sofri nesta viagem me fizeram parar e pensar um pouco no perigo que eu estava
exposto na estrada. O segundo acidente foi o pior, mesmo assim não parei.
Algumas vezes eu refletia
sobre os perigos que estava enfrentando (quase que todos os dias) em zonas de
risco, estradas perigosas, mas ao mesmo tempo eu sabia que tudo terminaria bem
e que, eu estava disposto a terminar o que eu havia começado, com risco
ou sem risco.
Muita gente me perguntou
se eu me questionava sobre o que eu estava fazendo, se eu havia me arrependido
do que estava fazendo. Eu sempre disse a verdade: não. Eu sempre tive
certeza de que eu tinha que estar onde estava naquele momento. Vivia um momento
de cada vez e assim não tinha como fazer algo errado, pois tudo apenas
era como tinha que ser.
Cite fatos
que o emocionaram.
Creio que a imagem
mais forte que me impactou aconteceu quando eu estava na Indonésia, na
cidade de Jakarta. Já não estava muito à vontade naquele
país, já que a pobreza era grande, a miséria generalizada
e as pessoas, nem sempre de boa índole.

Paquistão
Confesso que quando eu cheguei
a Jakarta, já com dois meses de Indonésia, estava um pouco cansado
daquele país e especialmente por ver cenas as quais me jogavam na cara
que a vida do ser humano não tinha valor algum. Foi assim já cansado
e querendo deixar o país o mais breve possível que eu pedalando
pelas ruas da periferia de Jakarta vi uma senhora chorando e berrando por ajuda,
enquanto carregava um corpo nu e raquítico de uma criança já
inanimada em seus braços. Imaginei que a criança deveria ser seu
filho.
Ela correu para
o meio de uma avenida movimentada, onde os carros estavam parados devido ao
congestionamento das seis horas da tarde. As pessoas nem deram atenção
para ela e nem a escutaram gritar. O policial que estava na rua a observou por
poucos segundos e continuou a movimentar o trânsito. Eu fiquei estático
diante da cena. Tinha minha câmera fotográfica na mão, mas
não consegui tirar a foto.

Persépolis
- Irã
Quando tentei ajudar a mulher
ela já estava longe, me deixando a sensação de impotência
diante da situação e tristeza por descobrir o mundo que quase
sempre se prefere não ver.
Saiba mais sobre
a viagem no site: www.pedalnaestrada.com.br

Egito
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