200 km de pedal pelo interior de São Paulo

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200 km de pedal pelo interior de São Paulo

Dicas de 200 km de pedal por São Carlos, Analândia, Itirapina e Brotas

Por Raphael Cezario e Cae Rodrigues

A cerca de 200 km da capital paulista, a região central do Estado de São Paulo revela enormes cachoeiras, lindas paisagens e ótimos lugares para comer, dormir e pedalar.

O cicloturismo tornou-se uma ótima alternativa para descobrir novos lugares e movimentar o turismo, seja ele de aventura ou de contemplação. Com uma estrutura de rodovias seguras e boas alternativas de hospedagem e alimentação, o coração do estado de São Paulo se destaca por suas belezas naturais.

Um percurso de 207 km de pedal, num período de três ou quatro dias, oferece a possibilidade de desfrutar o que há de melhor em natureza nessa região.

O ponto de partida e chegada é São Carlos, conhecida como a capital da tecnologia. O tour passa por Analândia, Itirapina e Brotas, localizadas a aproximadamente duas horas e meia da capital paulista. Esses municípios marcam o centro geográfico do Estado de São Paulo e são considerados Áreas de Proteção Ambiental (APA).

São Carlos tem aproximadamente 215 mil habitantes e uma área total de 1.132 km², mas a ocupação urbana consome apenas 67,25 km² do território total. A cidade foi escolhida como ponto de partida pelo fácil acesso e pelas estradas bem conservadas.

ANALÂNDIA

Saindo do posto Castelo, na Rodovia Washington Luís, uma estrada de terra com 7 km de subida branda leva os aventureiros à Analândia, passando pela Cachoeira da Bocaina e pelos morros do Camelo e do Cuscuzeiro – visual inesquecível.

A cidade de aproximadamente quatro mil habitantes tem como atração principal o Morro do Cuscuzeiro, famoso pico brasileiro de escalada, e já oferece boa estrutura para camping e atividades de ecoaventura. Ainda em Analândia, o restaurante Prathus e a Pizzaria do calçadão oferecem refeições de qualidade, saborosas e preços acessíveis.

ITIRAPINA

Seguindo pela SP-225, num trecho com cerca de 24 km de asfalto, chega-se ao município de Itirapina.

A cidade está sobre a região das Cuestas Basálticas, nome dado à formação geológica da região. A cachoeira do Saltão está a 23 km do centro urbano e leva esse nome por ter 80 metros de queda.

Quem vai até lá entende porque o Saltão não poderia ser chamado de outra coisa. Belo salto! No local, há camping e chalés para acomodação, com piscina e churrasqueira e nos finais de semana são servidas refeições.

BROTAS

Seguindo a diante, rumo à Brotas, um caminho misto de asfalto e terra passa por várias fazendas e cachoeiras que fazem jus a uma parada para descanso. O destaque fica por conta da cachoeira Cassorova, de 60 metros de altura divididos por um rochoso patamar.

Antes de chegar ao centro urbano da cidade, o bairro periférico chamado Patrimônio é uma ótima pedida para almoçar e relaxar nas ruas bucólicas próximas à represa. Ali, vale conferir o restaurante do Mauri que não deixa o cliente passar fome com seu enorme banquete de “comidinha caseira”.

Já na cidade, são muitas as opções de hospedagem, mas a dica principal é o camping Jacaré, o mais famoso da cidade, com cabanas aconchegantes, gramados sombreados pelas árvores, piscina, quadra e até mesmo uma agência dentro das instalações, oferecendo inúmeros e diversificados passeios. Por isso, quem acha que Brotas é só esporte de aventura está enganado.

A cidade conta com o Centro de Estudos do Universo (C.E.U.). O lugar oferece literalmente uma viagem pelo cosmos e pela história geológica do planeta, tem uma estrutura impressionante, com uma caverna artificial e claro, telescópios para observação do céu e um planetário que permite alcançar estrelas e planetas. Para comer, vale a pena saborear os sanduíches do Tigrão, o “melhor lanche da cidade”, segundo os próprios funcionários.

De volta à SP – 225, no sentido Itirapina, é possível visitar, a Fazenda Hotel “Areia que Canta”, no Km 124,5. Além de escorregadores naturais no rio Tamanduá, um restaurante delicioso e uma excelente estrutura para hospedagem, o local exibe um lindo poço cristalino com brotamentos do Aquífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce do mundo.

É imperdoável passar por ali e não conferir esse espetáculo da natureza. Grande parte desse lençol está situada embaixo de terras tupiniquins e se estende por países vizinhos, como Uruguai, Argentina e Paraguai.

O hotel leva este nome pelo impressionante som que se pode ouvir ao esfregar a areia do fundo da nascente entres as mãos.

Para finalizar esse passeio, retornar à São Carlos pela rodovia Ayrton Senna é realmente um privilégio. O visual de florestas de pinheiros é o acesso à represa do Broa, que recebe cerca de três mil turistas, por final de semana, em busca de descanso, lazer e recreação com pescarias, passeios de barco, esportes náuticos, vôlei de praia, mergulho e camping.

A praia do interior é aqui. São 30 km até São Carlos, quase totalmente planos, exceto pela “eterna” subida de 3 km na saída da represa.

INTERIOR DE SÃO PAULO PDF Imprimir E-mail


Dicas de 200 km de pedal por São
Carlos, Analândia, Itirapina e Brotas
A cerca de 200 km da capital paulista, a região central do Estado de São Paulo revela enormes cachoeiras, lindas paisagens e ótimos lugares para comer, dormir e pedalar.

O cicloturismo tornou-se uma ótima alternativa para descobrir novos lugares e movimentar o turismo, seja ele de aventura ou de contemplação. Com uma estrutura de rodovias seguras e boas alternativas de hospedagem e alimentação, o coração do estado de São Paulo se destaca por suas belezas naturais.

Um percurso de 207 km de pedal, num período de três ou quatro dias, oferece a possibilidade de desfrutar o que há de melhor em natureza nessa região.

O ponto de partida e chegada é São Carlos, conhecida como a capital da tecnologia. O tour passa por Analândia, Itirapina e Brotas, localizadas a aproximadamente duas horas e meia da capital paulista. Esses municípios marcam o centro geográfico do Estado de São Paulo e são considerados Áreas de Proteção Ambiental (APA).

São Carlos tem aproximadamente 215 mil habitantes e uma área total de 1.132 km², mas a ocupação urbana consome apenas 67,25 km² do território total. A cidade foi escolhida como ponto de partida pelo fácil acesso e pelas estradas bem conservadas.

ANALÂNDIA

Saindo do posto Castelo, na Rodovia Washington Luís, uma estrada de terra com 7 km de subida branda leva os aventureiros à Analândia, passando pela Cachoeira da Bocaina e pelos morros do Camelo e do Cuscuzeiro – visual inesquecível.

A cidade de aproximadamente quatro mil habitantes tem como atração principal o Morro do Cuscuzeiro, famoso pico brasileiro de escalada, e já oferece boa estrutura para camping e atividades de ecoaventura. Ainda em Analândia, o restaurante Prathus e a Pizzaria do calçadão oferecem refeições de qualidade, saborosas e preços acessíveis.

ITIRAPINA

Seguindo pela SP-225, num trecho com cerca de 24 km de asfalto, chega-se ao município de Itirapina.

A cidade está sobre a região das Cuestas Basálticas, nome dado à formação geológica da região. A cachoeira do Saltão está a 23 km do centro urbano e leva esse nome por ter 80 metros de queda.

Quem vai até lá entende porque o Saltão não poderia ser chamado de outra coisa. Belo salto! No local, há camping e chalés para acomodação, com piscina e churrasqueira e nos finais de semana são servidas refeições.

BROTAS

Seguindo a diante, rumo à Brotas, um caminho misto de asfalto e terra passa por várias fazendas e cachoeiras que fazem jus a uma parada para descanso. O destaque fica por conta da cachoeira Cassorova, de 60 metros de altura divididos por um rochoso patamar.

Antes de chegar ao centro urbano da cidade, o bairro periférico chamado Patrimônio é uma ótima pedida para almoçar e relaxar nas ruas bucólicas próximas à represa. Ali, vale conferir o restaurante do Mauri que não deixa o cliente passar fome com seu enorme banquete de “comidinha caseira”.

Já na cidade, são muitas as opções de hospedagem, mas a dica principal é o camping Jacaré, o mais famoso da cidade, com cabanas aconchegantes, gramados sombreados pelas árvores, piscina, quadra e até mesmo uma agência dentro das instalações, oferecendo inúmeros e diversificados passeios. Por isso, quem acha que Brotas é só esporte de aventura está enganado.

A cidade conta com o Centro de Estudos do Universo (C.E.U.). O lugar oferece literalmente uma viagem pelo cosmos e pela história geológica do planeta, tem uma estrutura impressionante, com uma caverna artificial e claro, telescópios para observação do céu e um planetário que permite alcançar estrelas e planetas. Para comer, vale a pena saborear os sanduíches do Tigrão, o “melhor lanche da cidade”, segundo os próprios funcionários.

De volta à SP – 225, no sentido Itirapina, é possível visitar, a Fazenda Hotel “Areia que Canta”, no Km 124,5. Além de escorregadores naturais no rio Tamanduá, um restaurante delicioso e uma excelente estrutura para hospedagem, o local exibe um lindo poço cristalino com brotamentos do Aquífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce do mundo.

É imperdoável passar por ali e não conferir esse espetáculo da natureza. Grande parte desse lençol está situada embaixo de terras tupiniquins e se estende por países vizinhos, como Uruguai, Argentina e Paraguai.

O hotel leva este nome pelo impressionante som que se pode ouvir ao esfregar a areia do fundo da nascente entres as mãos.

Para finalizar esse passeio, retornar à São Carlos pela rodovia Ayrton Senna é realmente um privilégio. O visual de florestas de pinheiros é o acesso à represa do Broa, que recebe cerca de três mil turistas, por final de semana, em busca de descanso, lazer e recreação com pescarias, passeios de barco, esportes náuticos, vôlei de praia, mergulho e camping.

A praia do interior é aqui. São 30 km até São Carlos, quase totalmente planos, exceto pela “eterna” subida de 3 km na saída da represa.