Caminho Frei Galvão

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Caminho Frei Galvão

Internautas contam como é pedalar nesse roteiro de peregrinação em SP

Texto de Renato Frosch e Emilson Pareschi – rfrosch@pop.com.br

O Caminho do Frei Galvão é considerado uma das rotas de peregrinação mais difíceis do Brasil, talvez o mais difícil tecnicamente para quem se propõe a pedalar no roteiro que vai de São Bento do Sapucaí a Guaratinguetá, na Serra da Mantiqueira.

Acompanhe a narrativa da viagem realizada em fevereiro de 2009 pela dupla de ciclistas Emilson Pareschi e Renato Frosch.

O grupo em que costumo pedalar possui alguma experiência em cicloturismo, com viagens realizadas no Caminho de Santiago, no Caminho da Fé e Caminho do Sol, região das Missões no Rio Grande do Sul, Chapada Diamantina, Estrada Real, Serra do Rio do Rastro e, baseado neste histórico, sinto-me confortável em afirmar que o Caminho do Frei Galvão não é uma boa opção para uma viagem sobre duas rodas.

Os visuais diários da Serra da Mantiqueira, com inúmeras situações de cruzamento com riachos, cachoeiras, fazendas e vilas, são muito bonitos. A sinalização, representada por setas azuis, está muito bem conservada e a estrutura para hospedagens está bem organizada.

Por outro lado, as grandes diferenças altimétricas e, fundamentalmente, os tipos de estradas do caminho (trilhas em single track intransitáveis, cursos d’água e rotas de romeiros) configuram o percurso deste Caminho em uma pedalada pouco efetiva.

Segue roteiro realizado:

DIA 1 – São Bento do Sapucaí – Luminosa – 24km – 710m  de subida acumulada;
DIA 2 – Luminosa – Piranguçu – 22km – 510m de subida acumulada;
DIA 3 – Piranguçu – Wenceslau Braz – 37km – 550m de subida acumulada;
DIA 4 – Wenceslau Braz – Guaratinguetá – 52km – 1.210mde subida acumulada.

Para quem gostar de uma opção quanto pior melhor, é uma boa alternativa. No mais, o ideal é percorrer a pé mesmo.