O Banheiro do Papa

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O Banheiro do Papa

Filme uruguaio mostra a importância da bicicleta na fronteira com o Brasil

Texto: Divulgação da Mostra de Cinema de São Paulo | Fotos: Divulgação

Corre o ano de 1988, e o papa João Paulo II visitará Melo, cidade uruguaia na fronteira com o Brasil. Calcula-se que 50 mil pessoas verão o papa.

Naquela região pobre e esquecida do Uruguai, a única opção economicamente viável para sobreviver é transportar na garupa da bike, produtos comprados no Brasil para serem revendidos em Melo. Com suas surradas bicicletas da década de 60 e 70, os “quileiros”, como são chamados os pequenos contrabandistas na região, driblam a aduana, sofrem, mas também se divertem com disputas entre eles.

Os habitantes mais humildes acreditam que, se venderem comida, bebida, bandeirinhas de papel, souvenires, medalhas comemorativas e outras bugigangas a esta multidão que supostamente viajaria de todos os cantos para ver o Papa, ficarão ricos.

Mas o “quileiro” Beto tem outros planos. Ele decide construir um banheiro em frente a sua casa para atender aos “necessitados”. A idéia, no entanto, lhe traz muita dor de cabeça.

Ele testa a paciência de sua esposa, Carmen, e desaponta sua filha adolescente, Silvia, pois a situação interfere em seu sonho de ser radialista. Beto aumenta também a freqüência de suas longas e arriscadas viagens através da fronteira e desiste de seu grande sonho, que é comprar uma moto.

Determinado a fazer tudo a tempo do divino evento, Beto venderá até sua mais amada bicicleta para assegurar a peça principal que garantirá sua futura riqueza: a privada. O filme conquistou o prêmio Horizontes no festival de San Sebastián de 2007 e foi eleito como Melhor Filme pelo Júri da 31ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo, em 2007.

É um filme para quem gosta da sétima arte.

Trailer do filme

Site oficial do filme: www.obanheirodopapa.com.br