Pedalada noturna

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Pedalada noturna

Escolha os equipamentos certos e aprenda algumas dicas de segurança

Texto de Marcos Adami – Fotos de divulgação
Publicado com autorização da revista Bike Action

Depois de um dia duro de trabalho, para muitos, a noite é o único momento que se pode sair para pedalar. Pedaladas noturnas são uma excelente alternativa para quem não tem essa oportunidade durante o dia ou quer fugir do trânsito nas grandes cidades. A temperatura é agradável, o trânsito de veículos é menor, não há o perigo dos raios nocivos do sol e ainda sobra mais tempo de curtir os amigos e a bike.

Grupos noturnos existem em quase toda grande cidade brasileira e a maioria tem dias fixos na semana para os encontros. Em São Paulo, por exemplo, há pedaladas noturnas diariamente em alguma região. Em cidades do interior, os bikers têm fácil acesso às estradas de terra.

É o caso do engenheiro automotivo João Vicente Vassallo. Carioca radicado em Campinas, no interior paulista, Vassallo pedala pelo menos uma vez por mês com os amigos mais chegados nas trilhas dos distritos de Sousas e Joaquim Egídio ou nas cidades vizinhas de Morungaba e Pedreira. “Gosto da sensação de paz e do contato com a natureza, sem sequer cruzar com carros. Prefiro as noites de lua cheia, quando dá até para pedalar com o farol apagado, só com o luar”, diz.

OS PERIGOS

Pedalar à noite exige cuidados especiais. O ciclista fica menos visível para os carros e a escuridão encobre os perigos da rua.

De acordo com um estudo conduzido nos EUA por Kenneth D. Cross e Gary Fisher, em 1977, os três tipos de acidentes mais comuns à noite são: o ciclista não vê um obstáculo (buraco, pedestre, pedra etc) e colide contra ele ou contra outro ciclista (normalmente ambos estão sem iluminação). E no terceiro, e pior caso, se envolve em um acidente com um veículo a motor.

O estudo indica ainda que 70% das ocorrências noturnas entre carros e bicicletas são colisões frontais ou atropelamentos em cruzamentos, num ângulo de 90º. Em apenas 21% dos acidentes noturnos entre bikes e carros o ciclista é atingido na traseira.

Segundo Kenneth e Fischer, o uso de farol na bicicleta seria o único meio de evitar acidentes noturnos em 80% dos casos de acidentes entre bicicletas e carros causados pela escuridão.

OS CUIDADOS

O ciclista deve fazer de tudo para ver e ficar mais visível no trânsito. Em alguns países o uso do farol dianteiro é obrigatório nas pedaladas noturnas. Nos Estados Unidos, os institutos de segurança no trânsito estimam que cerca de 75% dos ciclistas noturnos não utilizam um sistema adequado de iluminação.

O Código de Trânsito Brasileiro obriga a bike a possuir refletores na dianteira, traseira e nas laterais. Bikers prudentes devem investir em equipamentos e alguns cuidados para aumentar a própria segurança.

Usar apenas os refletores do tipo “olho de gato” deixam o biker vulnerável a acidentes. Por razões ópticas, a luz emitida pelos refletores abrange um ângulo de apenas 40º graus (20º para cada lado). Fora desse espectro o ciclista estará totalmente invisível para os motoristas. Usar um sinalizador de luz vermelha na traseira vai aumentar bastante a segurança do ciclista. Especialistas garantem que pisca-pisca rápido é mais seguro que sinalizadores com luz contínua ou que piscam lentamente.

Na dianteira, qualquer farol é melhor do que nenhum e o ideal é que o ciclista adote também o uso de uma luz branca na dianteira para que seja visto por automóveis e pedestres.

Via de regra, a 25 km/h um ciclista precisa de um farol com uma lâmpada halógena de 12 Watts de potência no mínimo (a 12 km/h uma lâmpada de 3W é o bastante). Nossos olhos se adaptam à escuridão e, em estradas muito escuras temos a capacidade de ver bem mais longe, mesmo com a iluminação de um farol halógeno de 3W. Entretanto, nas pedaladas urbanas, a iluminação pública e os faróis dos automóveis inibem a adaptação dos olhos e o ideal é usar um farol mais potente.

SISTEMAS E TECNOLOGIAS

Os primeiros faróis a carbureto usavam como combustível o gás acetileno, produzido da reação da água com o carbureto de cálcio. Depois vieram os eficientes faróis a dínamo. Ligados diretamente no pneu traseiro, o dínamo alimentava lâmpadas de filamento comum com corrente contínua ligadas a lâmpadas incandescentes de até 6 Watts. Esses são produzidos até hoje, mas têm o inconveniente de “pesarem” na pedalada e a intensidade da luz depende diretamente da velocidade da bike.

Atualmente os melhores sistemas de iluminação utilizam pilhas alcalinas ou baterias recarregáveis que alimentam lâmpadas halógenas, xenônicas ou os modernos LEDs, que são a última palavra em iluminação.

“Numa lâmpada incandescente comum, apenas 3% da energia consumida vira luz, o resto vira calor.

No caso dos LEDs, 30% da energia se transforma em luz, por isso são bem mais eficientes”, explica João Vassallo. Um farol com lâmpada LED ilumina o equivalente a quase dez vezes um farol com lâmpada halógena.

Watt é a unidade que mede a potência (Watt = volts x amperes) e não a intensidade da luz emitida. Por isso a comparação em Watts só pode ser feita entre faróis com lâmpadas da mesma tecnologia. A intensidade da luz é medida em lumens e é a relação lúmen por Watt (l/W) que vai determinar a eficiência de um farol. A intensidade da luz de um farol depende de fatores como a cor da luz, a sensibilidade dos olhos para aquela cor, o conjunto ótico e as lentes do farol.

TIPOS DE LÂMPADAS

São pelo menos quatro os tipos de lâmpadas mais usadas em faróis:

INCADESCENTE

As lâmpadas mais simples são as com filamento de tungstênio. Faróis com esse tipo de lâmpada são baratos, mas consomem muita energia e iluminam pouco.

HALÓGENA

As lâmpadas halógenas, usada na maioria dos faróis dos automóveis atuais, produzem uma luz mais intensa que as comuns. Muitos faróis para bikes utilizam esse sistema. O preço é acessível, consomem menos energia que uma lâmpada comum e a iluminação é satisfatória.

XENON

As lâmpadas do tipo HID (High Intense Discharge), também chamadas de Xenon, emitem uma luz branco-azulada e são até cinco vezes mais fortes que as halógenas. A luz emitida é realmente muito forte, por isso é perfeita para competidores. Mas elas têm alguns inconvenientes: custam caro, consomem muita energia (portanto exigem grandes baterias), as lâmpadas têm vida curta e um pequeno retardo na hora de acender.

LED

A última palavra em iluminação são as lâmpadas do tipo LED (Light Emitting Diode) que garantem a melhor relação lm/W na atualidade. Com uma elevada vida útil, baixo preço e consumo de energia, e alta capacidade de iluminação, os faróis do tipo LED avançam rapidamente no mercado automotivo com as chamadas super-LEDs, já presentes nos faróis e nas luzes traseiras de muitos carros europeus. Para se ter uma idéia, um farol de LED com 1W de potência já é o suficiente para pedalar tranqüilamente e com segurança. Na traseira, um sinalizador com 0.5W já dá conta do recado.

BATERIAS

“A potência de um sistema de iluminação está limitado à quantidade de energia que você consegue levar”, ensina João Vassallo. Ou seja, faróis que consomem muita energia vão precisar de uma grande bateria. Por isso é interessante optar por um farol de boa iluminação que consuma pouco. Novamente, os faróis a LED levam vantagem.

As baterias evoluíram muito nos últimos anos, ficaram mais leves e duram mais tempo. Atualmente, as baterias e pilhas recarregáveis de íon de lítio (usadas em câmaras fotográficas digitais e notebooks) são mais eficientes, têm vida útil maior e não sofrem do efeito memória das antigas níquel-cádmio e NiHM.

DICAS PRÁTICAS

  • Uma boa dica é conduzir a bike imaginando que você está invisível aos carros. Portanto transite com atenção redobrada e em velocidade baixa, especialmente nos cruzamentos e em lugares com grande concentração de pedestres;
  • Use roupas claras. Usar roupas escuras à noite para pedalar é camuflar-se na escuridão. A ordem é ficar o mais visível possível;
  • Vale a pena colocar também adesivos refletivos extras na bike e no capacete. Em caso de queda seguida de desmaio, os refletores tornam o ciclista bem mais visível no chão. As fitas da marca 3M Scotchlite são consideradas as com melhor reflexão de luz. Aplique em locais estratégicos da bike como nos stays traseiros, pedais, garfo, capacete etc. Além de custar pouco e não pesar nada, aumentam consideravelmente a visibilidade da bike;
  • No mercado existem faixas refletivas para serem presas nos braços e pernas por meio de velcro. São baratas e aumentam a visibilidade do biker no trânsito. Outra opção é o uso de coletes refletivos;
  • Procure transitar por ruas de menor movimento de veículos;
  • Nos finais de semana, especialmente nas noites de sexta-feira e sábado, tome cuidado especial com motoristas alcoolizados próximos a bares e casas noturnas;
  • Óculos com lentes amarelas ajudam na visão noturna e diminuem o ofuscamento dos faróis em sentido contrário;
  • Faróis presos no capacete (os chamados headlamps) são uma boa opção para o mountain bike, pois o ciclista pode guiar facilmente o foco de luz para onde deseja;
  • Em pedaladas longas, seja no asfalto ou na terra, leve sempre um jogo de pilhas de reserva e até mesmo um pequeno farol reserva;
  • Pedalar em grupos aumenta a segurança, tanto contra acidentes quanto contra roubos e assaltos;
  • Ao pedalar em grupo, evite ocupar uma faixa inteira do trânsito, pois isso pode irritar os motoristas. Pedalar em fila indiana e à direita da via é o que manda a lei.

GRUPOS NOTURNOS E ONDE PEDALAR

Listamos abaixo apenas alguns grupos que pedalam à noite em algumas cidades do Brasil. Para conhecer grupos em sua cidade, o ideal é freqüentar as lojas de bike da cidade e perguntar diretamente. Outra idéia é fazer uma busca no Google e em sites de relacionamento, como o Orkut.

GRANDE SÃO PAULO

Na capital paulista há praticamente passeios noturnos todos os dias da semana.

Um dos pioneiros em passeios ciclísticos urbanos noturnos no Brasil é o clube Sampabikers (www.sampabikers.com.br). Todas as quartas o grupo sai às 21 horas na Camelo Pizzaria Itaim (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 151). Os grupos são divididos em três níveis, de acordo com o nível de condicionamento físico do ciclista. Para participar, o biker deve adquirir a camisa de ciclismo do clube por R$ 50. A entidade realiza desde 1996 o MTB 12 Horas. A próxima edição será no dia 15 de novembro, em Itupeva.

As lojas Total Bike promove todas as quintas passeios que saem às 21 horas das unidades Santo Amaro e Paraíso. São passeios que variam de 35 a 40 km, com velocidade média em torno dos 16 km/h. Não é cobrada nenhuma taxa. Mais informações no site www.totalbike.com.br.

Outro grupo paulistano organizado é o Clube Amigos da Bike (CAB), que promove o CAB SP todas as quartas às 21 horas com encontro no Parque das Bicicletas, no cruzamento da Avenida Ibirapuera com a Avenida Indianápolis. A pedalada dura cerca de 2 horas (30-35 km). Às segundas, o passeio CAB Light sai na mesma hora e no mesmo local, com duração de 1 hora e voltado aos iniciantes. Todas as quintas o passeio CAB ABC sai do Ginásio Poliesportivo (Avenida Kennedy, 1.155 – Anchieta – Bolsão de Estacionamento B) às 21 horas e percorre cerca de 30-35 km pelas ruas de São Bernardo do Campo. Mais informações no www.cab.com.br.

Nos meses de férias escolares, em Itapecirica da Serra, na Grande São Paulo, o grupo da equipe Green Bikers Team (www.greenbikers.com.br) sai todas as sextas às 19h30 na loja Lima Bikes (Av. Soldado Gilberto Agostinho, 7 – próximo à passarela do Valo Velho na estrada de Itapecerica a Santo Amaro) para uma pedalada mista por trilhas, asfalto e pelo centro turístico da cidade.

SÃO ROQUE

A 60 km de São Paulo, em São Roque, a loja Pedal Leve (www.pedalleve.com.br) promove todas as quintas, com saída às 20 horas, um passeio de aproximadamente 30 km, com trechos urbanos e de trilhas.

MORUNGABA

Todas as terças a loja Ciclo Aventura (Rua Araújo Campos, 1.598 – centro) promove o “Passeio Notúrnico”. A saída é às 19 horas e os bikers percorrem de 30 a 40 km pelas estradas de terra da região. Uma vez por ano a loja realiza o “Notúrnico Longo”. São 68 km de ida e volta até Monte Alegre do Sul, sem repetir o caminho. O próximo será no dia 1º de novembro, com saída às 16 horas e retorno por volta da meia-noite. Mais informações no site www.endurancebike.com.br.

BLUMENAU

Desde 2003, o grupo catarinense Bike 100 Limites se reúne todas as quintas às 19h30 em frente ao Castelinho da Havan para uma pedalada entre 35 e 45 km. Nos finais de semana, há pedaladas turísticas. O grupo tem uniforme e site: www.bike100limites.com.

SÃO JOÃO DA BOA VISTA

Na pequena cidade paulista cercada por montanhas, a 220 km da capital, todas as quartas o Clube Mantiqueira Bikers promove um passeio com saída às 19 horas da Cássio Bikes, a Bike Shop da lenda do ciclismo Cássio Paiva. Mais informações no site www.mantiqueirabikers.com.

ITU

Na cidade de Marcio Ravelli, todas as quintas o grupo Cicloiturismo organiza um passeio pelo centro histórico. O ponto de encontro é as 19h30 na Martini Bike Shop. Informações no site www.cicloiturismo.com.br.

RIO DE JANEIRO

Na Cidade Maravilhosa, a loja Kraft Bikes promove passeios eventuais, com saída de Laranjeiras ou do Leblon. Os roteiros são variados e incluem a Vista Chinesa e até uma subida noturna ao Cristo Redentor. Mais informações no site www.kraftbikes.com.br.

RECIFE

O passeio noturno “Pedala Recife, promovido pelo grupo Corujaqueira (www.corujaqueira.com.br) sai todas as terças às 20h30 do Parque da Jaqueira e percorre cerca de 40 km pela região metropolitana da capital pernambucana e nas noites de verão chega a reunir cerca de 600 bikers.

BRASÍLIA

A capital da república tem o maior número de grupos organizados de ciclistas do Brasil, são ONGs, associações e clubes de ciclistas para todos os gostos. O grupo Pedal Noturno DF (www.pedalnoturnodf.com.br) promove passeios diários, com saída às 20h30 em frente ao Parque da Cidade, em frente ao restaurante Gibão.

CAMPINAS

Na maior cidade do interior paulista existem algumas boas opções para quem curte uma noitada no pedal.

A VM3 Assessoria Esportiva (www.vm3-blog.blogspot.com) comanda toda terça-feira a partir das 19 horas um passeio que percorre a área urbana de Campinas. A concentração de saída é em frente à loja ProSport, na Avenida Orosimbo Maia, e para participar é necessário adquirir por R$ 20 a camisa do grupo.

O Campinas Bike Clube organiza duas pedaladas noturnas semanais e uma na tarde do sábado, sempre com concentração no Portão 7 da Lagoa do Taquaral, ao lado do Ginásio de Esportes. O “Pedal Noturno Light” sai todas as terças-feiras às 20h, dura cerca de 1 hora e é ideal para iniciantes. O passeio “Quinta do Pedal” sai todas as quintas às 19h30 e é voltado aos já iniciados. Os roteiros são decididos na hora. Aos sábados, o passeio da “Calourada” sai às 15 horas e funciona como integração para os novos membros do clube. Mais informações no site www.campinasbikeclube.org.br.

Ainda em Campinas, toda última quinta-feira do mês, o pelotão de ciclistas da cidade se reúne no início da noite na Lagoa do Taquaral para um treino forte, com direito a fugas, neutralizações, sprint final e tudo o mais. Recomendado para ciclistas experientes.

PARA PEDALADAS NOTURNAS MAIS SEGURAS

Todos os recursos são válidos para se tornar mais visível nas pedaladas noturnas. Além da tradicional luz pisca-pisca na traseira, um farol ou uma luz branca piscante na parte dianteira da bike vai conferir muito mais segurança. O mercado oferece também opções de camisas, bermudas, sapatilhas, capacetes, jaquetas corta-vento, selins e até pneus com detalhes refletivos.

Confira alguns produtos:

Red Lite Topeak

O sinalizador traseiro da Topeak é bastante leve (22,5g) e os 3 LEDs garantem uma intensa luz vermelha. Pode ser levado no bolso e instalado rapidamente no guidão, no canote ou em qualquer tubo da bike ou nas bolsas de selim da marca. Vem com duas baterias que permitem até 60 horas de uso. Tem duas funções: pisca-pisca ou luz fixa.

Kit Topeak High Lite Combo HPX

O sistema de iluminação da Topeak vem com o farol dianteiro White Lite HP com LED de luz branca de 1W de potência. A bateria dura 10 horas e pode ser retirado do suporte do guidão e usado como uma lanterna de mão. Opcionalmente, pode-se usar a bateria recarregável de lítio (não incluída) CR123A da Topeak. Na traseira, o kit traz o Red Lite UFO, com 10 LEDs (seis vermelhos e quatro amarelos) que garantem luz em 360º e até 60 horas de duração da bateria. Ambos podem ser usados nas funções de pisca-pisca ou luz fixa. O kit pesa 120 gramas.

Knog Frog

Com design bastante inovador, os sinalizadores da marca australiana Knog são bastante compactas, leves e podem ser fixadas ou retiradas da bicicleta em poucos segundos. São quatro modelos disponíveis no Brasil.

O modelo Frog, de apenas 12 gramas, é menor do que uma caixa de fósforos, mas tem uma invejável luz (branca ou vermelha) produzida por um LED que garante visibilidade de até 600 metros para o biker. Tem função de luz contínua ou pisca-pisca. A luz é tão forte que serve como farol reserva. Pode ser preso no canote, no guidão, nos stays ou até mesmo no capacete. A bateria dura até 160 horas na função pisca. Tem 12 opções de cores.

Knog Bullfrog

Já o modelo Bullfrog é uma luz de segurança que tem alcance de até 600 metros e autonomia para até 220 horas na função pisca. Funciona com três pilhas AAA (incluídas) e possui quatro funções de iluminação: fixa, pulsante padrão, pulsante alternada e pulsante rápida. Disponível com luz vermelha ou branca, com foco direcionável. Pesa 78 gramas.

Camisa Scott Ultra Expert

Perfeita para pedaladas noturnas, pois possui tecido refletivo na altura dos bolsos traseiros. Disponíveis nas cores azul, cinza e vermelho.

Jaqueta Scott Top Streamline

Ideal para noites frias e chuvosas, o agasalho da Scott é bastante leve (290g), feita de tecido poliéster impermeável, mas que permite a transpiração. Na prática, funciona como um corta-vento e capa de chuva, com zíperes impermeáveis. Tem aplicação de fitas refletivas na região dos ombros e das mangas. Disponível nas cores laranja e vermelho.

Pneus com faixas refletivas

Difíceis de encontrar, os pneus com faixas refletivas nas laterais são ideais para quem roda à noite. Normalmente são do tipo misto, para asfalto e off road. O modelo Overdrive da Maxxis é disponível nas medidas 700 x 38 e 26 x 1.75 e tem fita refletiva nas laterais e cinta de Kevlar. Custa R$ 63 na www.bikeoline.com.br. O modelo V-34 da Rubena tem fitas laterais 3M Scotchlite, sistema antifuro e desenho para terreno misto.

Colete refletivo Kalenji

Os coletes aumentam muito a visibilidade do ciclista no trânsito. São obrigatórios nas provas do tipo Audax. O modelo Kalenji é vendido na cor verde-limão fosforescente de alta visibilidade e tem faixas refletivas na frente e nas costas. Outra opção econômica é comprar um colete refletivo do tipo “X”, encontrado nas lojas especializadas em equipamento de segurança individual (EPIs) nas cores verde ou laranja fosforescente.

Selins

Três modelos da linha Life da marca italiana Fi’zi:k (Rondini, Vitesse e Pavé) trazem o sinalizador traseiro Blin:k incluído, que vai fixado sob o selim. Para os demais modelos, o pisca Blin:k pode ser adquirido separadamente.

Fitas refletivas para braço ou tornozelo

Maneira econômica para uma segurança adicional nas pedaladas.

Mochila de hidratação Curtlo Cyclone

Feita de tecido Velox Cordura, tem reservatório para 2 litros (incluído) e faixas refletivas na parte da frente.