Ciclista de Strava: um aplicativo que mudou o jeito de pedalar

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Ciclista de Strava: um aplicativo que mudou o jeito de pedalar

Aplicativo grátis se transformou rapidamente em uma rede social para quem pedala; ciclistas podem registrar treinos, comparar performances e superar seus próprios recordes

Texto de Marcos Adami – Bikemagazine
Publicado com autorização da revista Bike Action

Fotos de divulgação

Telas do Strava

Uso do aplicativo cresceu muito nos últimos anos

Se você pedala e é fã de novas tecnologias, provavelmente já deve ter ouvido falar do Strava, um site que vem mudando o jeito dos ciclistas se relacionarem com o esporte. Mais que um aplicativo, a empresa norte-americana, com sede em São Francisco, na Califórnia, se tornou uma espécie de rede social para quem gosta de correr e pedalar.

Com usuários espalhados em mais de 200 países, o Strava cresce rapidamente no Brasil e, desde 2009, quando foi lançado, mais que triplicou o número de usuários. No pelotão profissional brasileiro, estima-se que seja utilizado por pelo menos 30% dos ciclistas.  Esse número cresce a cada dia de maneira exponencial e chega a lembrar os primeiros anos do Facebook no Brasil.

O programa, que serve basicamente para monitorar as pedaladas, oferece dezenas de funcionalidades que ajudam o ciclista a analisar o seu rendimento. Um dos atrativos do Strava é a possibilidade de qualquer um criar seus próprios trajetos (chamados de segmento), perseguir recordes de outros ciclistas, superar recordes pessoais e comparar seu desempenho com amigos ou mesmo com estrelas do ciclismo mundial.

Strava - 2014

Aplicativo é usado principalmente por ciclistas, mountain bikers e triatletas

O impacto do Strava pode ser observado em muitos usuários do aplicativo. Já existem ciclistas que se dedicam quase que exclusivamente a pedalar de forma obsessiva em busca de prêmios e reconhecimento no mundo virtual que o Strava inaugurou. Em novembro do ano passado, na ocasião da visita de Alberto Contador ao Rio de Janeiro, muitos ciclistas que fizeram a subida do Cristo junto com o espanhol bateram seus recordes pessoais naquele trecho. Nos Estados Unidos já teve até caso de ciclista que morreu em busca de um recorde numa descida de serra perigosa na Califórnia.

Rede social de atletas

Pedalada no mapa com várias informações

Pedalada no mapa com várias informações

A versão básica do aplicativo é grátis para smartphones com sistema iOS e Android. Para começar a usar o Strava, basta acessar o site (www.strava.com) se cadastrar e baixar o aplicativo no celular. Para registrar uma pedalada, caminhada ou corrida, é só abrir o aplicativo no celular, apertar o botão “gravar” e sair pedalando.

Com ajuda do sinal do GPS o celular vai coletar os dados do exercício como velocidade, altimetria do terreno, tempo percorrido ao mesmo tempo em que armazena dados do trajeto. O registro do exercício termina quando o ciclista aperta o botão “concluir” no celular. Depois é salvar o exercício (chamado de “atividade” pelo Strava), fazer o upload no site do Strava e quem quiser pode compartilhar nas redes sociais. É possível também fazer o download dos tracks no formato GPX. Tudo muito simples e descomplicado.

O site por sua vez funciona como uma rede de aficionados por esporte (principalmente ciclistas, corredores e triatletas, mas também esquiadores, snowboarders, caminhantes etc) que podem ver as atividades de outros amigos do Strava,

Todos podem conferir os exercícios de todos e é possível, inclusive, deixar comentários e dar kudos, o equivalente ao botão “curtir” do Facebook. Existe uma política de privacidade que permite fazer treinos sigilosos e também ocultar no mapa o próprio endereço por questões de segurança.

O serviço serve também aos usuários de aparelhos com tecnologias Garmin Connect, Soleus Sync e Timex Run Trainer 2.0. Com o passar do tempo, é normal os ciclistas migrarem para aparelhos Garmin, que além de mais precisos são mais compactos e apropriados para suportar as intempéries de uma pedalada na estrada ou na trilha.

Bob Nogueira - Ciclista de Strava

O ciclista Bob Nogueira se preparou para a Brasil Ride com ajuda do Strava Foto: Fabio Piva

“Eu comecei usando iPhone, mas o ideal mesmo é um aparelho Garmin, pois a bateria dura mais e tem mais precisão”, conta Bob Nogueira, ciclista e gerente de marketing da importadora Intac, de São Paulo. Bob usa o serviço desde julho de 2013 e fez toda a preparação para a ultramaratona Brasil Ride usando o Strava para comparar dados de suas pedaladas diárias em São Paulo.

“O Strava é um grande treinador. Ele me incentiva a evoluir e a buscar minhas metas. Criei um percurso grande de 25km na USP, fora os 8km de deslocamento até minha casa, e usei os dados do Strava para saber minhas referências e comparar minha pulsação e tempos em determinados trechos. Na Brasil Ride, após cada etapa, era uma corrida para ver quem descarregava primeiro a atividade”, conta.

“Essa tecnologia não dispensa uma conversa com o treinador. Treinar não é só olhar números, é preciso um feedback do ciclista”, alerta a ciclista e treinadora Adriana Nascimento, que é assinante do serviço Premium e monitora sua evolução com o aplicativo.

Comparação

Página do usuário no site do Strava

Página do usuário no site do Strava

A grande atração do Strava está em sua capacidade de analisar e comparar dados entre os usuários. O programa detalha o desempenho de ciclistas num mesmo trecho, chamado de “segmento”. Um ciclista pode se comparar com um amigo de Strava ou com uma estrela do circuito profissional. Basta pedalar para que o programa encontre os segmentos no percurso percorrido e classifique o atleta num ranking exibido na página “Leaderboard”.

Um dos números que motivam a pedalada é o Personal Record (PR), que mostra o melhor tempo em um determinado segmento. Outro índice importante é o CR (Course Record), que estimula o ciclista a tentar superar uma marca em determinado trecho.

Mas a grande atração do Strava são os KOM (King of Mountain, Rei da Montanha em português). O KOM (ou QOM para o público feminino) funciona na prática como um troféu pelo menor tempo obtido em um determinado segmento.

Um segmento pode ser uma subida, uma descida, uma reta de chegada, ou um longo falso-plano. Assim que um segmento tem um novo campeão, o Strava envia automaticamente um aviso ao ciclista que perdeu o KOM naquele trecho. A ideia é gerar uma disputa saudável e estimular a melhora de performance do usuário.

O mais interessante é que qualquer um pode criar um segmento no site do Strava. Toda vez que passar algum usuário do Strava naquele local, o site automaticamente vai inserir aquele atleta no ranking.

Quem quiser desembolsar US$ 59 pode assinar o serviço Premium, que oferece ainda mais recursos para o ciclista que quer ir a fundo na análise de suas pedaladas. O serviço pago dá direito a estabelecer metas pessoais, ter acesso a vídeos de treinamento, análises diversas, download de percursos de outros ciclistas e até interatividade em tempo real com outros usuários. Outra facilidade do serviço pago é que o usuário pode se comparar com outros de sua própria faixa etária, gênero e peso e assim ter uma leitura mais fiel de sua performance.

A versão 4.0 do aplicativo, lançada em março de 2014, permite compartilhar fotos diretamente do Instagram para a página pessoal do ciclista no Strava.

Negócios

Aplicativo Strava no iPhone

Tela do iPhone com o App

Apesar do rápido crescimento em número de usuários, o Strava não revela o número exato de assinantes do serviço. Mas, segundo estimativas, deve fechar 2014 com 10 milhões de membros e almeja chegar a 300 milhões de usuários, 120 milhões de ciclistas, corredores e triatletas que costumam competir, e outros 180 milhões de entusiastas dessas modalidades.
No ano passado, 65% dos novos membros do serviço foram pessoas de fora dos Estados Unidos.

De olho nesse enorme contingente internacional de ciclistas, no final de 2013 a empresa lançou versões do site em 12 línguas, incluindo o português.

No Brasil, o ciclista profissional Otávio Bulgarelli, da equipe Funvic-São José dos Campos, ajudou a empresa na tradução para o português, que tem sido implementada aos poucos. Ainda é necessário saber pelo menos o básico de inglês para usufruir dos amplos recursos oferecidos pelo programa.

Vale do Silício
Strava em sueco quer dizer batalhar, lutar muito, se esforçar. A palavra que dá nome à empresa foi sugerida pelo atual CEO da empresa Michael Horvath, que passou os 6 primeiros anos de vida na Suécia. Nos tempos de faculdade, Horvath conheceu Mark Gainey e eles remavam juntos em Harvard no fim dos anos 80. Horvath virou professor de Economia em Stanford e fazia triathlon, enquanto Gainey foi trabalhar em uma startup no Vale do Silício, na Califórnia. A dupla teve a ideia de criar um site para que os praticantes de atividades físicas pudessem arquivar seus treinos e trocar experiências. Mas, na época, a internet ainda era bastante limitada e aparelhos de GPS eram raros.

Em 1996, Horvath e Gainey se tornaram sócios na Kana Softwares, uma empresa de gerenciamento de e-mails que foi vendida três anos mais tarde. Depois de um tempo trabalhando em cidades diferentes, a dupla resolveu colocar a antiga ideia em prática.

“Originalmente, o Strava seria bem manual e não teria GPS, já que um aparelho Garmin era bem caro e tinha pouca precisão na época”, conta Gainey.

Na virada do milênio, o sistema público do GPS aumentou a precisão do sinal de 50 para 3 metros, ao mesmo tempo em que os aparelhos de GPS se popularizavam e eram vendidos a partir de US$ 300 nos Estados Unidos. Em 2008, o embrião do Strava crescia juntamente com o boom dos aparelhos com GPS e a evolução de sites e aplicativos para corredores e ciclistas, como Nike+, Garmin Connect e o Map My Ride, onde corredores e ciclistas descarregavam seus exercícios repletos de detalhes como distância, ascensão, batimentos cardíacos, cadência e potência.

“Para se manter motivado é muito importante ter companheiros de treino que te forcem e exigem mais de você. Queríamos conectar pessoas para que elas não se sentissem sozinhas nos treinos e na busca por objetivos no esporte”, afirma Horvath.

Em 2009, o crescimento das redes sociais como Twitter e Facebook e o compartilhamento de informações entre amigos apressou o lançamento do moderno Strava. A empresa foi então fundada no centro de São Francisco com 85 funcionários e dinheiro de investidores.

Apesar do sucesso meteórico, o site ainda não é rentável. “Temos como objetivo tornar a empresa lucrativa nos próximos 18 meses. Por enquanto, o foco é agregar mais funcionalidades ao serviço”, conta Michael Olderburg, gerente de comunicações da empresa.

Recentemente, o Strava fechou um acordo com a Volta da Califórnia, com a IMBA (International Mountain Bicycling Association) e com a Leadville Trail MTB 100 em busca de divulgação e novos membros. Outros eventos de ciclismo, triathlon e corrida também vão receber apoio do Strava, inclusive no Brasil. A empresa selou também uma parceria com a marca de capacetes Giro, que deve lançar um modelo exclusivo com as cores laranja e branco do Strava em breve.

Outra parceria importante anunciada foi com o Google Glass. O esperado lançamento da gigante da internet está na fase final dos testes dos óculos que vão interagir com o aplicativo em tempo real.

Nos Estados Unidos já existem bike shops e cafés que oferecem brindes para quem ganhar determinado KOM ou superar algum recorde estabelecido. Por ser uma rede social em crescimento é possível que em breve o Strava exiba anúncios de publicidade em suas páginas. De certa forma, isso já acontece com alguns atletas profissionais que têm parceria formalizada com a empresa.

“Como ajudei o Strava com as traduções, eu ganhei como patrocínio o serviço Premium grátis e tenho o direito de exibir na minha página pessoal os meus patrocinadores”, explica Bulgarelli.

Treino

Strava Mountain Bike

Aplicativo pode ajudar no treinamento

Quando bem utilizado, o Strava é uma ferramenta importante para ajudar nos treinos. “Uso para analisar meu histórico. Uso praticamente em toda pedalada. Faço alguns treinos específicos que não divulgo publicamente. Gosto muito de analisar no mapa os locais onde pedalei e fico conhecendo outras opções de estradas e montanha”, conta Bulgarelli, que usa o Strava desde o começo de 2012 e registra os treinos com um aparelho Gardmin Edge 800. Bulgarelli possui vários recordes e é o atual KOM da Estrada Turística do Jaraguá, em São Paulo.

Outro profissional que aderiu ao aplicativo é o catarinense Ricardo Pscheidt. O tricampeão brasileiro de cross country e atual campeão brasileiro de marathon gosta de comparar seus treinos e conversa sempre com o treinador com base nos dados fornecidos pelo Strava.

“É bom ter um diário dos treinos. É importante ver um trecho e saber como estamos evoluindo. Muita gente me segue no Strava e fico feliz em saber que sirvo de estímulo para outros ciclistas. Tenho 900 seguidores e cada dia aparecem uns 15 novos”, conta Pscheidt, que garante publicar 90% dos treinos. “Alguns treinos são específicos para algumas provas importantes e é bom ter uma carta na manga nessa questão.”

A novidade já chegou para os profissionais de educação física, que usam os recursos do aplicativo monitorar a evolução de atletas. É o caso da paulista Adriana Nascimento, que orienta 50 ciclistas de sua empresa de assessoria esportiva. Mas a atleta, que é dona de 12 títulos nacionais de mountain bike, alerta para alguns perigos que a obsessão pelo Strava pode causar.

“Eu procuro não incentivar a competitividade dentro do Strava, pois as pessoas acabam se perdendo em disputas inúteis e que muitas vezes prejudicam o planejamento dos treinos para a temporada. Sei de ciclista fazendo quilometragens muito elevadas só para estar bem no ranking do site. Tem também muita gente se arriscando em descidas para pegar o KOM. É preciso ter cautela para não perder o foco”, explica Adriana.

A primeira vítima
Já se tornou comum um tipo de ciclista, o “stravamaníaco”, que tem como objetivo principal perseguir KOMs. São ciclistas dedicados que analisam, fazem o reconhecimento prévio e  um belo dia retornam ao local com força total em busca do primeiro lugar naquele segmento.

A obsessão por um KOM fez a primeira vítima conhecida no mundo Strava. O americano William Flint era um engenheiro de sucesso que trabalhava numa empresa de tecnologia no Vale do Silício, na Califórnia. No dia 19 de junho de 2013, numa longa e forte descida de serra com trechos de até 20% de inclinação e cheia de curvas fechadas e sem visão, Flint bateu de frente com um SUV, teve lesões no peito e morreu em seguida.

Alguns jornais publicaram artigos que questionavam a responsabilidade do Strava na morte de Flint. Onze dias após o acidente, o Strava criou um sistema que permite a qualquer usuário sinalizar segmentos como perigosos para alertar outros ciclistas e também criou uma página com dicas de segurança onde desencoraja os ciclistas a não correr riscos desnecessários.

Regras e fraudes
O Strava desencoraja abusos nos treinamentos, recomenda cuidado durante a atividade física e descanso para recuperação do organismo. Estimula também o bom relacionamento entre os membros por meio dos “Kudos” e repudia os trapaceiros de plantão – afinal é muito simples ligar o GPS e subir numa moto ou num carro e subir uma montanha para depois publicar o resultado no site e assim ganhar fácil um KOM.

Para coibir tal iniciativa, o Strava criou um sistema de alerta em que qualquer um pode denunciar uma atividade por suspeita de fraude. É o que se chama de “Flag” (bandeira, em inglês). Quando uma pedalada é sinalizada como “Flagged” o ciclista é notificado e o Strava analisa os dados daquele segmento e os compara com o desempenho de determinado ciclista. Batimentos cardíacos, potência e outros dados podem ser usados para a análise daquela denúncia. As denúncias podem ser anônimas e o Strava pode excluir usuários que comprovadamente tentam burlar o sistema.

Segmentos Famosos

Galinha desenhada com o Strava - Stravart

Uma ave desenhada com o Strava

Alguns trechos no Brasil já são famosos por despertarem o desejo em muitos ciclistas de superar recordes. A subida “Tira Saia”, na estrada dos Romeiros, em Itupeva, no interior paulista, tem 2km de extensão, 6% de inclinação média e 122m de desnível e é um segmento favorito para quem busca KOMs em subidas.

Os mais aptos sobem em menos de 5 minutos (o recorde no final de janeiro era de 4min37s).

O segmento da subida Tira Saia já foi percorrido mais de 3 mil vezes por quase 700 ciclistas diferentes e até Alberto Contador passou por ali. A Subida do Cristo, no Rio de Janeiro, e o Pico do Jaraguá, em São Paulo são outros points famosos.

GLOSSÁRIO
Kudos – Equivale ao “curtir” do Facebook
Comentário – Espaço para amigos comentarem uma atividade publicada
Atividade – Uma sessão de exercício, seja uma pedalada, caminhada ou corrida
Leaderboard – Tabela de resultados
Flagged – Atividade que gerou desconfiança e foi marcada por algum usuário
Desafios – Periodicamente o Strava propõe desafios. Pode ser quem pedala mais quilômetros ou escala mais metros num determinado trecho
KOM – Rei da Montanha
QOM – Rainha da Montanha
PR – Personal Record – Recorde Pessoal
CR – Course Record – Recorde de Percurso

NÚMEROS

  • Existem usuários em 221 países de 7 continentes
  • 90% dos cadastrados são do sexo masculino
  • Espanha, França, Noruega e Itália e Brasil têm cada 2% dos usuários de Strava
  • Os Estados Unidos concentram 42% das atividades
  • A Grã-Bretanha tem 28% de todas atividades
  • 90% das atividades começam antes das 7 horas da manhã
  • 35% usam o aplicativo pelo menos 2 vezes por semana
  • 20% dos usuários pagam pelo serviço Premium nos EUA
  • Em 2013 65% dos novos usuários vieram de fora dos EUA
  • De 2011 a 2013 o número de atividades cresceu de 13 para 53 milhões

STRAVART

Pedido de casamento: Marry Me Emily?

Pedido de casamento: Marry Me Emily?

Em vez de sair em busca de KOMs, há quem prefira fazer arte, literalmente. Como os percursos são registrados no mapa, com criatividade é possível desenhar e até escrever.

Figuras geométricas, animais, zigue-zagues e até um pedido de casamento já foi feito usando o Strava.

É o caso do ciclista Murphy Mack, que escreveu nas ruas de São Francisco a frase “Marry Me Emily?” dentro de um coração.

CLUBES
Qualquer usuário pode criar grupos de amigos e clubes que funcionam como comunidades de amigos. Basta clicar na página do clube, clicar em “Join” para fazer parte. Separamos algumas sugestões:

http://www.strava.com/clubs/bikemagazine – Clube criado pelo site Bikemagazine
http://www.strava.com/clubs/adriana-nascimento – Assessoria Esportiva de Adriana Nascimento
http://www.strava.com/clubs/stravabrasil – Um dos maiores do Brasil
http://www.strava.com/clubs/38080 – Amigos do site Praquempedala
http://www.strava.com/clubs/pedal-com-br-road – Muitos seguidores
http://www.strava.com/clubs/roda-fixa – Para os amantes das bikes fixas
http://www.strava.com/clubs/weight-weenies-brasil – Para quem curte bikes leves
http://www.strava.com/clubs/15664 – Dedicado às mountain bikes de aro 29