Bikemagazine pedala no velódromo de Roubaix e visita chuveiros

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Bikemagazine pedala no velódromo de Roubaix e visita chuveiros

Reportagem visita histórico velódromo de Roubaix, faz uma aula de batismo no novo velódromo Staub e conhece os chuveiros que homenageiam os campeões

O antigo velódromo com pista de concreto de 250 metros e 33º graus de inclinação

O antigo velódromo, com pista de concreto de 499,75 metros

Do Bikemagazine, em Roubaix
Texto e fotos: Marcos Adami

Desde 1943 o velódromo de Roubaix é o palco da chegada da clássica Paris-Roubaix, uma das corridas mais famosas e duras do calendário, que existe desde 1896 e é famosa pelos longos trechos de paralelepípedos. A vila de Roubaix fica no norte da França, junto à fronteira com a Bélgica (Flandres), numa região que “respira” ciclismo.

O Bikemagazine visitou o histórico velódromo descoberto “André-Pétrieux”, construído na década de 30 com pista de concreto de 499,75 metros e 31º graus de inclinação. A pista faz parte de um complexo esportivo municipal, que conta com um circuito de BMX, quadras de badmington e outras instalações esportivas e de lazer.

Nos banheiros estão as placas dos campeões da Paris-Roubaix

Cada baia é decorada com uma placa com os nome de um campeão da Paris-Roubaix

Os campeões de Roubix ficam eternizados nos lendários chuveiros dos vencedores

Os campeões de Roubaix ficam eternizados nos lendários chuveiros dos vencedores

Uma das tradições da Paris-Roubaix é o banho nos famosos chuveiros sem portas onde os ciclistas tomam banho após os 260km de corrida. Chamada de “Inferno do Norte”, a clássica é disputada na primavera, muitas vezes sob chuva ou, quando não chove, muita poeira formada nos pavés da zona rural. Os chuveiros foram construídos em 1930 e são na realidade baias com três paredes baixas e sem portas. Cada baia é decorada com uma placa dourada com o nome de algum campeão.

São nomes como Peter van Petegem, Eddy Merckx, Roger De Vlaeminck, Rik van Looy, Fausto Coppi, Fabian Cancellara, Tom Boonen e tantos outros que escreveram o nome na história da Paris-Roubaix.

O novo velódromo

O novo velódromo foi inaugurado em 2012

Decoração no hall do novo velódromo

Decoração no hall do novo velódromo com quadro de camisas autografadas

BAPTEME DE PISTE
Bem ao lado dos chuveiros e do outro lado da rua do velódromo antigo fica o moderno “Stab Velodrome”, um dos quatro velódromos cobertos num país que tem mais de 100 pistas.

O novo equipamento em Roubaix foi inaugurado em setembro de 2012 e é coberto, com pista de madeira de 250 metros e inclinação máxima próxima dos 45º. O velódromo é homologado pela UCI e já recebeu várias competições internacionais.

Fachada do novo velódromo

Fachada do novo velódromo

Ali, com 15 euros, qualquer um pode agendar um “Bapteme de Piste”, ou seja, fazer uma aulinha com o instrutor para conseguir o simpático certificado “Batismo de Pista”, que dá direito a pedalar em qualquer outro velódromo sem passar pelas instruções.

Bikes de pista da Look prontas para o velódromo

Bikes de pista da Look prontas para o velódromo

O velódromo tem dezenas de bikes de pista Look para alugar e já inclui sapatilha, capacete e luvas, tudo muito novinho.

Uma hora de uso no velódromo custa de 5 a 10 euros. Por 40 euros dá para treinar com o vácuo de uma motocicleta. Quem quiser pode ser sócio anual do velódromo por 100 euros ou fazer um curso completo com 10 aulas de iniciação por 200 euros. A aula de batismo começa com a instrução do monitor que explica o básico da pista. O primeiro passo é dar duas voltinhas devagar sobre a faixa azul ou “Cote D’Azur”.

Jornalistas brasileiros na visita ao velódromo em Roubaix

Grupo de brasileiros na visita ao velódromo em Roubaix

Na terceira volta, somos parados e o instrutor nos prepara para o próximo passo, que é andar entre as faixas vermelha e azul, sempre acima dos 20km/h para nos mantermos grudados no chão pela força centrífuga no paredão, que é muito inclinado. Quando maior a velocidade, mais alto pode-se subir nas curvas.

Chuveiros do novo velódromo

Chuveiros do novo velódromo

Depois de uma hora de pedaladas, somos convidados a encerrar o batismo e cada um recebe o certificado oficial. Os vestiários são um show à parte, com água quente e instalações modernas.

Marcos Adami viajou a convite da b’Twin