Caso Pantani é reaberto com investigação “completamente nova”

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Caso Pantani é reaberto com investigação “completamente nova”

Novos exames, novas testemunhas e novas apurações para investigar se morte foi homicídio, como acredita a família do ciclista italiano

O italiano Marco Pantani: circunstâncias da morte serão investigadas

O italiano Marco Pantani: circunstâncias da morte serão investigadas

Do Bikemagazine
Foto de arquivo

Uma investigação “completamente nova”. É o que promete o promotor Paolo Giovagnoli, em entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport, sobre a reabertura do caso da morte do ciclista italiano Marco Pantani, aos 34 anos. O promotor deu o primeiro passo ao reapresentar o caso à polícia em Rimini, na Itália, nesta quarta-feira (10 de setembro).

Agora, a polícia tem em mãos um possível caso de “homicídio”, já que o objetivo da reabertura é apurar se Pantani, que foi encontrado morto no dia 14 de fevereiro de 2004, foi assassinado. A versão atual é de que o ciclista teria tomado uma overdose, mas há fortes suspeitas de que ele teria sido forçado a ingerir grandes quantidades de cocaína.

De acordo com as novas investigações, o corpo de Pantani, que mostraria sinais de agressão, e o quarto onde ele estava foram alterados antes da chegada da polícia. Com a reabertura do caso, a polícia deve refazer todos os exames, ouvir novamente testemunhas e buscar novas provas. O promotor acredita que haverá “revelações” e indica que, por exemplo, uma garrafa de água que estava no quarto nunca teria sido examinada.

A família de Pantani há muito tempo reivindicava a reabertura do caso, principalmente após a confirmação de que a quantidade de cocaína encontrada no corpo do ciclista era tão grande que tal dosagem só seria possível se tivesse sido diluída em água.

HISTÓRIA
Pantani venceu o Giro D’Itália e o Tour de France em 1998 e estava pronto para o Giro de de 1999 quando foi afastado devido a um hematócrito acima do máximo permitido de 50%. O italiano poderia ter voltado a competir depois de 15 dias, mas não o fez. Na ocasião, teria ficado deprimido e começado a usar cocaína.

Pantani foi encontrado morto em um quarto de hotel em Rimini. Em 2008, Fabio Carlino foi condenado por fornecer a cocaína que matou Pantani a uma pena 4 anos e 6 meses de prisão, recebeu uma multa de € 19.000 e foi condenado a pagar indenização de € 300.000 para a família do ciclista. No entanto, a pena foi anulada em 2011, quando o procurador-geral Oscar Cedrangolo convenceu a todos de que a repercussão do caso levou ao que ele chamou de uma “atribuição excessiva de responsabilidade” para Carlino e os demais acusados.

Veja a reportagem no jornal italiano