Ravelli mostra bikes para Brasil Ride e revela seu kit de emergência

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Ravelli mostra bikes para Brasil Ride e revela seu kit de emergência

Atleta vai levar duas bikes, uma rígida aro 29 e outra full aro 27,5, ambas de carbono e com setup diferenciado

Ravelli com a full que vai levar para a ultramaratona Brasil Ride

Ravelli com a full com rodas 27,5 que vai levar para a ultramaratona Brasil Ride

Marcos Adami / Do Bikemagazine
Fotos do arquivo pessoal

O paulista Marcio Ravelli viaja hoje para a Bahia onde disputa pela segunda vez a ultramaratona Brasil Ride, que começa neste domingo (19 de outubro). Ravelli, dono de 12 títulos nacionais de mountain bike, foi vice-campeão na ultramaratona em 2013 ao lado do catarinense Márcio May. Desta vez, terá como companheiro o paulista de Jundiaí Claudio Palamartchuk, atleta amador do mountain bike. A dupla terá a difícil missão de competir contra os favoritos e campeões do ano passado Abraão Azevedo e o belga Bart Brentjens, além de outros fortes adversários da categoria Master.

Ravelli explica a escolha do parceiro de prova. “O Claudio é do mountain bike e tem muita técnica. Queremos brigar pelo pódio, de preferência pelo primeiro lugar. É difícil, pois numa prova como aquela tudo pode acontecer. São muitos imprevistos. Temos que estar bem e tomar muitos cuidados. São sete dias de sol. Temos que ser bem regulares para terminarmos bem na geral. O Abraão e o Brentjens são bons em tudo, tanto no estradão quanto nos trechos técnicos. Eles já correm juntos há algum tempo e são bem sincronizados. Para mim, o cross country da terceira etapa me favorece”, conta Ravelli.

Para a empreitada da Brasil Ride, Ravelli preparou duas bikes, uma rígida com rodas de aro 29 e outra full com rodas de aro 27,5. Ambas de carbono e montadas com um setup diferenciado. “As etapas longas e com menos trechos técnicos vou correr com a 29er. Já o prólogo de 20km e o cross country vou de full. Ainda posso correr de full alguma outra etapa, de acordo com as circunstâncias do terreno, do clima etc”, conta.

Ravelli treinou off road com essas bikes, inclusive alguns treinos no horário do sol e calor intenso para simular as condições reais da prova.

A bike rígida  tem o tradicional quadro "Triple Triangle

A bike rígida 29er tem o tradicional quadro “Triple Triangle

GT Zaskar 29er
A bike rígida de Ravelli é um modelo de rodas 29 Zaskar Elite, com o tradicional quadro “Triple Triangle. “A traseira é curta, que deixa a bike rápida e boas para subidas. Gosto também da rigidez da parte traseira oferecida pelo Triple Triangle”. Ravelli vai usar rodas VZan, suspensão RockShox World Cup, coroa oval da Rotor (com opções 32, 34 ou 36 dentes) e cassete SRAM XX1. O biker optou pelos pneus Bontrager XPert, com paredes mais grossas e resistentes.

Na full, Ravelli optou por usar o pedivela e coroa oval da Rotor e transmissão toda SRAM XX1

Na full, Ravelli optou por usar o pedivela e coroa oval da Rotor e transmissão toda SRAM XX1

GT Helion Elite 27,5
A full de Ravelli tem o quadro de carbono com 110mm de curso no amortecimento na frente e atrás, com componentes top da Fox. Ravelli optou por usar o pedivela e coroa oval da Rotor e transmissão toda SRAM XX1. Os pneus escolhidos para essa máquina foram os Continental Race King atrás e Continental X King na dianteira. “Vou correr o primeiro dia com a coroa de 32 dentes e as demais etapas com 34. Mas vou analisar a altimetria e talvez use a coroa 36”, revela.

Detalhe da bike

Detalhe do pedivela Rotor com a coroa oval

Ravelli na ultramaratona Brasil Ride de 2013

Ravelli na ultramaratona Brasil Ride de 2013

Para a corrida, Ravelli revelou com exclusividade para o Bikemagazine o que leva em seu kit de emergência.

“Levo um canivete Allen com chave Torx e de corrente, elo de corrente Power Link, uma câmara de ar, um pedaço de manchão para reparos de emergência no pneu, cartucho de CO2, e também um spray com líquido selante expresso da Effetto Mariposa”, diz.

Para a alimentação, Ravelli tem uma dica esperta. “Levo muita água e comida. Levo uns dois sanduíches de presunto, pois dá vontade de comer algo salgado. Corro de mochila de hidratação com água e levo caramanhola com isotônico. Também levo um pouco de pó preparar e reabastecer nos pontos de hidratação. Tudo depende do clima, vou analisar ainda.”

“Às vezes, é melhor ir mais descansado do que muito treinado. O importante é não querer decidir a prova no começo e manter a regularidade. O atleta deve também se hidratar muito bem. Pense que vale muito mais a pena perder tempo no posto de hidratação e aproveitar bem a água, os suplementos e as frutas do que faltar energia e hidratação depois”, completa.

Destino: Mucugê, na Chapada Diamantina

Destino: Mucugê, na Chapada Diamantina

AS ETAPAS
Dia 19 – Prólogo – Mucugê – 20km 309m
Dia 20 – Etapa 2 – Mucugê – Rio de Contas – 147km – 3.355m
Dia 21 – Etapa 3 – Rio de Contas – Rio de Contas – 6,9km 205m
Dia 22 – Etapa 4 – Rio de Contas – Rio de Contas – 84,7 km 2.156m
Dia 23 – Etapa 5 – Rio de Contas – Rio de Contas – 94,7km 1.881m
Dia 24 – Etapa 6 – Rio de Contas – Mucugê – 143,4km 2.854m
Dia 25 – Etapa 7 – Mucugê – Mucugê – 72,1km 928m