Dicas de Adriana Nascimento para encarar o L'Étape Brasil

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Dicas de Adriana Nascimento para encarar o L'Étape Brasil

Atleta aponta transmissão ideal para a bike e alerta para as curvas fechadas no percurso em Cunha

Adriana Nascimento no reconhecimento do percurso do L'Étape em Cunha

Adriana Nascimento no reconhecimento do percurso do L’Étape em Cunha

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Adriana Nascimento reuniu um grupo de alunos no sábado (3 de outubro) para fazer o reconhecimento do percurso do L’Étape Brasil by le Tour de France, marcado para 25 de outubro. Após pedalar os 112 quilômetros do percurso, em Cunha, a mais premiada atleta do mountain bike brasileiro e recordista absoluta, com 11 títulos nacionais, alerta: “Há curvas realmente fechadas, algumas bem acentuadas. Acredito que escolheram bem, é desafiador, mas é preciso se preparar, não é para iniciantes”, diz, em entrevista ao Bikemagazine.

No percurso do L'Étape Brasil no interior de São Paulo

No percurso do L’Étape Brasil no interior de São Paulo

Para Adriana, a transmissão ideal da bike para o L’Étape é a que tem a relação compacta (50 x 34) e um cassete com 30 ou 32 dentes. “Bicicletas com freios a disco terão vantagem pois as descidas são inclinadas”, afirma. “Mas o asfalto é de primeira e o piso está excelente”, acrescenta.

Nos 112 quilômetros do percurso são 2.870 metros de altimetria acumulada com a paisagem das Serras do Mar, da Bocaina, da Mantiqueira e da Quebra-Cangalha, na divisa dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais como cenário. Os ciclistas largarão em Cunha, com 890m de altitude, em direção à divisa com o Rio de Janeiro, a 1.529m. A primeira parte, com 28 km, é formada praticamente por subidas.

Altimetria da prova com 112 quilômetros de percurso

Altimetria da prova com 112 quilômetros de percurso

Percurso passa pelas serras do Mar, da Bocaina e da Mantiqueira

Percurso passa pelas serras do Mar, da Bocaina e da Mantiqueira

Uma das preocupações é a chuva, que pode deixar tudo ainda mais difícil. No sábado, o grupo de Adriana largou com chuva leve, mas depois o tempo abriu. “Caso chova, será preciso reduzir muito a velocidade nas descidas e não esquecer o lubrificante na corrente. No treino, na metade do percurso tivemos que lubrificar”, relata.

Adriana conta também que o trabalho feito pela organização do evento com os estabelecimentos comerciais de Cunha já pode ser sentido. “Há uma cultura bacana de bike nos restaurantes, pousadas e lanchonetes da cidade para receber os ciclistas”, atesta.

Atleta e treinadora
A atleta, que atua há 12 anos como treinadora, acumula experiência de sobra em competições para passar aos alunos que orienta em sua assessoria esportiva. “A maioria de meus alunos compete, mas eles querem mesmo é melhorar por desafio e superação pessoal. O pódio é sempre consequência de um trabalho bem feito”, conta.

A maioria dos atletas pratica ciclismo de estrada e mountain bike e muitos vão em busca de superação em provas de alto nível como a Cape Epic, Brasil Ride e o próprio L’Étape. Em São Paulo, a atleta acompanha seu pessoal nos treinos na ciclovia e na USP e, nos finais de semana, é a vez dos treinos coletivos.

Adriana organiza ainda de 6 a 8 training camps por ano no Brasil e outros dois nos Estados Unidos. “Isso serve para meus atletas terem um pouco da vivência, física e técnica. Passo um pouco da minha experiência e oriento nas escolhas de equipamentos, logística e até sobre os alimentos que valem a pena levar.”

Nos EUA, os treinamentos são feitos nas famosas trilhas de Moab, em Utah, e também no Colorado. Em Moab são sete dias com foco na técnica. Já no Colorado, são dias de pedal e, por conta da altitude, a adaptação é feita gradualmente, tanto na altitude quanto no grau de dificuldade. “Existem descidas em single tracks de até 20km de extensão”, relata.

Para saber mais sobre os treinamentos o contato pode ser feito pela página do Facebook da atleta.

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Mais informações www.letapebrasil.com.br