Alex Diniz comenta sua participação na Turquia: “Temos muito que aprender”

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Alex Diniz comenta sua participação na Turquia: “Temos muito que aprender”

Ciclista de 30 anos conta suas impressões da prova e das dificuldades depois do Tour de San Luis de 2014

Alex Diniz na largada da quarta etapa da Volta da Turquia

Alex Diniz na largada da quarta etapa da Volta da Turquia

Do Bikemagazine
Texto e foto de Marcos Adami

“Aqui é diferente, corre-se diferente. O ritmo é mais intenso”, resume Alex  Correia Diniz, atleta que defende a equipe Funvic há cinco anos, sobre suas impressões da Volta da Turquia.

O ciclista de 30 anos, que é terceiro sargento da Aeronáutica e tem no currículo inúmeras vitórias, se envolveu em duas quedas na primeira etapa em Istambul e tem sofrido com dores na parte interna da coxa direita. Juntamente com Magno Nazaret e com o espanhol Antonio Piedra, Diniz era uma das das apostas da equipe para as montanhas, que nessa edição ganharam mais importância em relação aos anos anteriores.

Mas não são só as montanhas que trazem adversidade para esta corrida. Depois do circuito na Capadócia, com quatro voltas num duro circuito com 2.600 metros de ascensão acumulada, o terceiro dia da prova trouxe uma surpresa que pegou muitas equipes e ciclistas desprevenidos: o vento forte.

“Ontem entendemos a diferença de uma equipe profissional europeia. Quando o vento cruzou e formaram a escalera lá na frente, o grupo apertou o ritmo e o pelotão se quebrou. Temos muito o que aprender”, relatou. O grupo que ficou com os escapados chegou com mais de 25 minutos em relação aos que ficaram de fora da escalera.

“Ontem foi um dia típico de ciclismo do Uruguai. Ou você entra na escalera e roda, ou então eles te jogam para fora”, explicou o experiente Francisco Manzo, o argentino que comanda o time brasileiro na Turquia.

Diniz, campeão do Tour de Santa Catarina em 2009, vice-campeão do Tour do Rio e da Volta de São Paulo em 2012, e terceiro colocado geral no Tour de San Luis de 2013, tem trabalhado para seus companheiros mais do que buscado vitórias individuais em 2016. Na Volta do Rio Grande do Sul, ajudou Murilo Ferraz e Kleber Ramos a conquistarem o pódio geral e ficou na 12ª colocação.

Outras dificuldades
A vida de um campeão não é feita só de glórias e vitórias. Depois do Tour de San Luis de 2014, Diniz tem enfrentado outro desafio. Naquele ano, depois de chegar em segundo na quarta etapa (pouco atrás do argentino Daniel Diaz), Diniz sentiu dores no peito, falta de ar e tonturas. Os sintomas persistiram durante muito tempo e o atleta enfrentou várias crises.

Após muitos exames médicos, o ciclista foi diagnosticado com síndrome do pânico pelos médicos da aeronáutica e está em tratamento.

“Acredito que isso aconteceu pela alta carga de estresse. E também, pelo falecimento de minha mãe em 2013. Tudo isso foi caminhando para eu ter esses sintomas. Demorou para descobrirmos que não era algo físico e sim psicológico. Fiz tratamento e agora só tomo a medicação quando tenho crises”, contou.

Diniz está em boa forma física e tem condições de andar bem nas montanhas que entram no percurso da Volta da Turquia nesta sexta-feira e também na última etapa no domingo.