Mixirica é 3º na Trans-Siberian, a prova por etapas mais longa do mundo

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Mixirica é 3º na Trans-Siberian, a prova por etapas mais longa do mundo

Pelo 2º ano seguido, Marcelo Florentino Soares disputou a corrida que percorre mais de 9 mil km na Rússia

Mixirica na chegada da Red Bull Trans-Siberian Extreme

Mixirica na chegada da Red Bull Trans-Siberian Extreme

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação / Red Bull Trans-Siberian

Marcelo Florentino Soares conseguiu de novo. Pelo segundo ano seguido, o “Mixirica”, como é mais conhecido, completou a prova por etapas mais longa do mundo, a Red Bull Trans-Siberian Extreme, que tem 14 etapas e percorre 9.211 km, de Moscou a Vladivostok. A distância é tão grande que os ciclistas passam por sete fusos horários e o percurso, por exemplo, é três vezes maior que o do Tour de France.

Nesta edição, além do brasileiro, estavam na disputa Alexey Shchebelin (Rússia), Peter Sandholt (Dinamarca), Pierre Bischoff (Alemanha), Yegor Kovalchuk (Rússia), Michael Knudsen (Dinamarca), Aske Søby (Dinamarca) e Adrian O’Sullivan (Irlanda).

Participantes da corrida por etapas mais longa do mundo na largada em Moscou

Participantes da corrida por etapas mais longa do mundo na largada em Moscou

Os três sobreviventes da Trans-Siberian 2017

Os três sobreviventes da Trans-Siberian 2017

Na largada, dia 18 de julho, além dos oito homens, duas mulheres entraram na disputa pela primeira vez, , Thursday Gervais Dubina (EUA) e Shangrila Rendon (Filipinas). As atletas não terminaram e, entre os homens, apenas três chegaram até o fim: o russo Shchebelin, que venceu com o tempo de 312h 16m 58s; o alemão Bischoff, que ficou em 2º lugar, com 315h 31m 33s; e o brasileiro Mixirica, 3º colocado pelo segundo ano seguido, com o tempo de 326h 4m 2s.

Mixirica em ação na prova por etapas mais longa do mundo

Mixirica em ação na prova por etapas mais longa do mundo

“Mixirica”, que ganhou apelido da turma da bike porque levava mexericas no bolso para se alimentar durante as provas, sempre gostou de longas distâncias. Já disputou o Audax, pedalou de São Paulo a Florianópolis, e, em outra ocasião, até o Rio de Janeiro. Há dois anos, quando um amigo o desafiou, percorreu os 10.345 quilômetros que separam o Monte Caburaí, o ponto mais extremo no Norte do Brasil, até Chuí, o ponto mais extremo no Sul. “Saí dia 8 de janeiro e terminei dia 5 de março. Fiz em 57 dias e bati o recorde anterior, que era de 79 dias”, contou.

“Mixirica”, então, começou a sonhar em disputar provas de ultraciclismo renomadas, como a Race Across America, nos Estados Unidos. Mas a oportunidade de estar na Trans-Siberian Extreme, na longínqua Rússia, veio antes. Nesta temporada, tentou uma “vaquinha virtual” para conseguir ir para os EUA, mas, novamente, o convite dos russos foi aceito.

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