UCI reduz pena da Funvic, que agora luta para competir no Brasil

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UCI reduz pena da Funvic, que agora luta para competir no Brasil

Comunicado da CBC destaca que equipes Pro Continental não podem disputar provas nacionais, mas Funvic encaminha pedido para autorização especial, assim como fez em 2016

Funvic no início da temporada, na Volta da Catalunha

Funvic no início da temporada, na Volta da Catalunha

Do Bikemagazine
Foto de divulgação

No mesmo momento em que recebia a notícia de que sua suspensão de 35 dias no auge da temporada havia sido reduzida pela UCI, a equipe Funvic soube que, por uma questão burocrática, estava fora das provas de ciclismo do calendário oficial nacional.

Com Otávio Bulgarelli inocentado no processo de manipulação de amostra (leia aqui) que resultou na suspensão da Funvic pelo período de 15 de julho a 19 de agosto, junto com um exame positivo de Alex Diniz, a pena foi revista pela UCI e terminou dia 2 de agosto, diz o manager da equipe, Benedito Tadeu Junior, o “Kid”. “Pedi para retirarem a pena e fui aceito”, contou ao Bikemagazine.

Enquanto isso, a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) publicava, nesta quinta-feira (3 de agosto), um comunicado para informar que iria atender o regulamento da UCI sobre quem pode ou não disputar “eventos do calendário nacional”. Veja aqui

O comunicado, assinado pelo coordenador técnico Marco A. Barbosa, destaca que o artigo 2.1.009 da UCI concede somente a equipes continentais do seu país, equipes regionais e clubes e seleções nacionais o direito de disputar provas do calendário oficial. “As equipes registradas na UCI com licença de categoria Profissional Continental e Equipes do World Team competem em eventos citados na tabela exposta no artigo UCI 2.1.005, à exceção do Campeonato Nacional”, informa o documento.

A Funvic é a única equipe do Brasil na categoria Profissional Continental, que é a segunda divisão do ciclismo profissional, atrás somente da categoria World Tour, que reúne 18 equipes. Pela norma, para conseguir integrar o calendário nacional, precisa de autorização especial.

Mas, em sua segunda temporada na Pro Continental, a equipe não renovou o pedido de autorização. “Agora enviamos o pedido para a UCI e a CBC. Acreditamos que ambas vão nos responder positivamente, assim como em 2016. Trabalhamos para o crescimento da nossa modalidade e acreditamos que teremos a autorização”, disse Kid.

“Não faz nenhum sentido proibir os principais atletas brasileiros de competir em seu país”, continua o manager. “Isso só prejudicaria a todos, ciclistas, organizadores e patrocinadores”, completou.

Em julho, a Funvic teve de recorrer à Justiça Desportiva para poder disputar a Volta de Guarulhos. Por causa da vigência da suspensão para provas internacionais, a CBC resolveu seguir a UCI e vetou a Funvic, que recorreu. A equipe conquistou o título de campeã com Murilo Affonso na classificação geral e na classificação por pontos, com Magno Nazaret na classificação de montanhas e a própria Funvic como a melhor equipe.

No começo da temporada, a Funvic esteve em duas provas internacionais, a Volta da Catalunha, na Espanha, e a Volta do Uruguai, quando Magno Nazaret conquistou o título de campeão pela segunda vez na carreira.

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