Funvic vai voltar para a categoria Continental em 2018

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Funvic vai voltar para a categoria Continental em 2018

Após dois anos na categoria Pro Continental, a única equipe brasileira com a licença vai ter que recuar

Kid e ciclistas da Funvic antes da largada do GP Campinas

Do Bikemagazine
Texto e foto: Dani Prandi

A Funvic vai voltar para a categoria Continental na temporada 2018, confirmou, neste domingo (12 de novembro), Benedito Tadeu Junior, o “Kid”, manager da equipe. Após duas temporadas na Profissional Continental, a chamada 2ª divisão do ciclismo mundial, o time, até então o único brasileiro na categoria, vai ter que recuar.

“Vamos voltar para a licença Continental por questão orçamentária. Ficar na Pro Continental exige um alto investimento e o patrocínio de grandes empresas, e não conseguimos apoio suficiente a tempo para renovar”, disse.

Para Kid, a experiência da Funvic “vai ficar para a história”. Em 2016, no primeiro ano na Pro Continental, a equipe disputou provas no Gabão, Espanha, Itália, Portugal, Malásia, Turquia e China. Mas teve que cumprir 55 dias de suspensão depois que três de seus atletas foram flagrados no doping.

Em 2017, a equipe se renovou, manteve a licença e disputou novas provas internacionais, como a Volta da Catalunha, na Espanha, a Volta da Turquia e a Volta do Uruguai, quando Magno Nazaret, integrante da equipe, conquistou o título de campeão pela segunda vez na carreira. Mas houve nova suspensão, quando mais dois ciclistas foram suspensos por doping em casos distintos.

Desde que entrou na Pro Continental, a Funvic investiu cerca de R$ 600 mil em prevenção e combate ao doping, afirma Kid. “Dados fornecidos pela CADF (Cycling Anti-Doping Foundation), entidade que administra o Passaporte Biológico de Atletas, mostram que os ciclistas da Funvic fizeram 227 exames antidopings entre março de 2016 e agosto de 2017”, afirma o manager.

“Em duas temporadas nós investimos cerca de 170 mil euros na prevenção e ajuda no combate ao doping. Quem é que no Brasil gasta um valor deste com esse tipo de assunto?”, questiona. O valor, vale lembrar, refere-se ao pagamento do passaporte biológico dos ciclistas, que passam por exames quanto estão ou não em competições. “O que as pessoas precisam entender é que isso é controle, é bom para o esporte e não ruim. Sem exames, sem controle, como iremos melhorar a qualidade do nosso ciclismo?”, continua Kid.

O manager, porém, destaca que o projeto continua e a equipe será “praticamente” a mesma em 2018. “Há provas internacionais, como na China, que podemos competir mesmo com a licença Continental. E nós vamos, já temos convites e estamos planejando a temporada”, diz. A proposta de apoiar novos talentos também continua. “Vamos contratar mais ciclistas jovens e contribuir para o ciclismo em nosso país. Acredito que fizemos nosso papel de ajudar o ciclismo brasileiro e vamos continuar fazendo.”

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