Velódromo dos Jogos Rio-2016 volta a ser atingido por balão

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Velódromo dos Jogos Rio-2016 volta a ser atingido por balão

Cinco meses após primeiro incêndio e dias depois de ser reaberto, velódromo na Barra é atingido novamente por balão e revestimento do telhado pega fogo

Chamas podem ser vistas no telhado do velódromo na reprodução de imagem em vídeo

Do Bikemagazine
Foto: reprodução

O velódromo olímpico dos Jogos Rio-2016 voltou a ser atingido por um balão, na madrugada deste domingo (26 de novembro). Cinco meses após um balão danificar parte do telhado, a história se repete. Os bombeiros do quartel da Barra da Tijuca foram acionados por volta das 0h30 e trabalharam no local até as 5h10 para conter as chamas.

A Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) confirmou, em nota oficial, que a causa foi a queda de um balão, e que a pista de ciclismo não sofreu danos, somente o revestimento que cobre o telhado. “Vistoria preliminar aponta que não houve dano à pista de ciclismo. A AGLO já tomou as medidas iniciais para o processo de reparos, inclusive com a limpeza do local”, informa o comunicado. A Defesa Civil do Rio também realizou uma vistoria no Velódromo e descartou risco estrutural.

O velódromo havia sido reaberto há menos de uma semana com treinos livres para atletas federados e a programação de treinamentos e cursos estava sendo refeita. Leia aqui O primeiro grande teste do velódromo carioca após os Jogos Rio-2016 será o Mundial de Paraciclismo de Pista, de 22 a 25 de março do ano que vem. Esta será a primeira vez na história que o Brasil vai receber a competição, que foi confirmada pela UCI (União Ciclística Internacional) em setembro.

Para funcionar, o velódromo custa R$ 11 milhões por ano em manutenção, limpeza e contas de energia e água, segundo o Ministério do Esporte. O velódromo custou R$ 137,7 milhões e seu tesouro é a pista de 250 metros feita de pinho siberiano e desenhada pelo alemão Ralph Schürmann. O tipo de pinho utilizado é menos suscetível à umidade e ao calor, o que torna a pista mais durável. As placas e tesouras de madeira que dão suporte ao piso foram importadas da Alemanha e foram utilizados cerca de 55 km de madeira e 94 treliças, além de 1,2 tonelada de pregos.

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VÍDEO
Imagens do incêndio no teto do velódromo no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca (via Fabi Bentes) pic.twitter.com/HygKoa2tCR