Velódromo olímpico dos Jogos Rio-2016 é reaberto

HomeCompetiçõesRio 2016

Velódromo olímpico dos Jogos Rio-2016 é reaberto

Programação é retomada após incêndio, mas para pedalar no velódromo é preciso ser ciclista federado; clínicas, workshop e escolinha também devem voltar nos próximos meses

Ciclistas no Velódromo dos Jogos Rio-2016 durante evento-teste Foto: Alex Ferro

Dani Prandi/Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O velódromo olímpico do Rio de Janeiro volta a receber ciclistas a partir desta quinta-feira (23 de novembro). A pista, a princípio, poderá ser usada às terças e quintas das 16h às 21h e aos sábados das 16h às 20h por ciclistas federados, mas os horários devem ser ampliados nos próximos meses. Vale lembrar que o velódromo está sob gestão da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) desde março.

O profissional de Educação Física Antonio Ferreira, ex-diretor do ciclismo de pista da Federação de Ciclismo do RJ e atual responsável pelas clínicas de ciclismo de pista no local, confirmou ao Bikemagazine que tanto a programação de clínicas quanto a escolinha também serão retomadas. A programação teve de ser interrompida após o velódromo ser atingido por um incêndio, em julho (veja aqui).

“O velódromo não é aberto à visitação e apenas ciclistas federados podem usar as instalações”, destaca Ferreira. “O atleta tem que ter equipamento próprio e a bicicleta de pista.” Mas, quando as clínicas forem retomadas, o responsável afirma que bikes para alugar devem ser disponibilizadas.

Para treinar no velódromo é preciso aprender os procedimentos de segurança e fazer um curso de duas horas. “O curso serve para habilitar quem vai andar na pista, o ciclista deve saber como controlar o equipamento, como andar no pelotão, o que significam as faixas, como lidar com a velocidade. Enfim, ter um mínimo de noção”, continua Ferreira.

Antes do incêndio havia no velódromo uma escolinha, que contava com 20 crianças. A atividade também será retomada, garante o responsável, que, junto com Alvaro Ferreira, cumpriu os dois anos do curso de capacitação de treinadores promovido pela Academia Brasileira de Treinadores, do Instituto Olímpico Brasileiro. “Estamos programando workshops e clínicas para divulgar o esporte”, completa.

A programação está sendo planejada e deve estar disponível em breve no site da Fecierj

Apesar da reabertura do velódromo olímpico, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) confirmou que o Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Pista não será disputado no principal velódromo do País. A disputa, de 27 de novembro a 3 de dezembro, será no velódromo municipal da cidade de Indaiatuba, no interior paulista. Conheça o velódromo aqui

O primeiro grande teste do velódromo carioca será o Mundial de Paraciclismo de Pista, de 22 a 25 de março do ano que vem. Esta será a primeira vez na história que o Brasil vai receber a competição, que foi confirmada pela UCI (União Ciclística Internacional) durante sua reunião anual, realizada durante o Mundial de Ciclismo em Bergen, na Noruega, em setembro.

O velódromo olímpico, que custou R$ 137,7 milhões, foi a última obra a ser entregue antes dos Jogos Rio-2016, completando o Parque Olímpico da Barra. A pista de 250 metros é feita de pinho siberiano e foi desenhada pelo alemão Ralph Schürmann. As placas e tesouras de madeira que dão suporte ao piso foram importadas da Alemanha. Foram utilizados cerca de 55 km de madeira e 94 treliças, além de 1,2 tonelada de pregos. O tipo de pinho utilizado é menos suscetível à umidade e ao calor, o que torna a pista mais durável.