Tirreno-Adriático reúne pelotão de estrelas; veja programação

HomeCompetiçõesCiclismo

Tirreno-Adriático reúne pelotão de estrelas; veja programação

Froome, Sagan. Dumoulin e Nibali estão entre os confirmados para a disputa, que começa nesta quarta-feira; veja vídeo e a programação das etapas

Dumoulin, Aru, Froome, Nibali e Sagan (da esq. para a dir.) na apresentação da prova

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

A Tirreno-Adriático, na Itália, começa nesta quarta-feira (7 de março) com uma prova de contrarrelógio por equipes de 21,5 km em Lido di Camaiore e termina, na terça-feira (13 de março), com uma prova de contrarrelógio individual de 10km em San Benedetto del Tronto. No meio do caminho, a prova conhecida como a “corrida entre dois mares”, duras etapas, duas delas com mais de 200km de percurso, esperam o pelotão de estrelas.

Alguns dos maiores nomes do ciclismo comparecem, como Chris Froome, Tom Dumoulin, Vincenzo Nibali, Rigoberto Uran, Romain Bardet, Fabio Aru, Richie Porte e Mikel Landa, além do tricampeão mundial Peter Sagan, mais Greg Van Avermaet, Michal Kwiatkowski, Philippe Gilbert, Fernando Gaviria, Mark Cavendish, Caleb Ewan e Michael Matthews. Veja start list aqui

Sagan (Bora-Hansgrohe), que já disputou sete edições e venceu sete etapas e foi vice-campeão geral em 2012, diz que quer pelo menos a camisa de campeão por pontos.

“Certamente esta será uma Tirreno-Adriático diferente para mim. Nas vezes passadas, eu costumava correr mais antes de vir para cá, incluindo Catar, Omã , Argentina e a primeira semana na Bélgica. Minha agenda mudou: agora esta prova é o começo de minha temporada. Eu já fui campeão por pontos quatro vezes nos últimos quatro anos e gostaria de ganhar de novo. Vencer aqui na Tirreno-Adriático seria excelente para chegar na Milão-São Remo, que eu gosto bastante”, contou o tricampeão mundial Peter Sagan, vice-campeão em 2012, a um segundo de Grega Van Avermaet.

Já o italiano Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) começou tardiamente a temporada e diz não ter grandes ambições na geral. “Sempre é meio igual antes da Tirreno-Adriático: estamos sempre um pouquinho no desconhecido. Não sei exatamente quão boa está minha forma física, já que tive um problema no começo da temporada que atrasou meu início. Estou bem, mas não tenho grandes ambições. Vou encarar um dia por vez e ver o que dá para fazer. Nossa equipe está bem e estamos fazendo o melhor que podemos. Temos um grupo bom com Domenico Pozzovivo para brigar pela geral”, contou o italiano bicampeão (em 2012 e 2013).

Froome não corre na Itália desde 2013; britânico disputa a Tirreno pela 2ª vez

O britânico Chris Froome (Sky) só correu em 2013, quando ganhou uma etapa e terminou como vice-campeão, atrás de Nibali. Froome garante que a Sky está muito forte e tem vários ciclistas para brigarem para a geral.

“Faz bastante tempo que não corro na Itália (a última vez foi em 2013, no Campeonato Mundial, em Florença). Obviamente fiz um treinamento diferente do treino para o Tour de France, que foi meu principal objetivo nos últimos anos. Não voltei mais à Tirreno-Adriático depois que fui vice do Nibali, em 2013. Comecei minha carreira profissional na Itália, correndo pela Barloworld. Itália tem uma grande e profunda conexão com o ciclismo. Dá para ver a paixão que eles têm pela corrida, pelo Giro etc. É muito bom estar de volta aqui. Temos uma grande equipe para a Tirreno-Adriático e estamos aqui para brigar pela geral. Temos um grande time também para a disputa da crono por equipes e diferentes opções para a geral”, contou Froome.

O holandês Tom Dumolin (Sunweb) já correu em 2013, 2014 e em 2017, quanto conseguiu sua melhor colocação.

Não estou 100%. Estava com um pouco de gripe antes da Strade Bianche e correr no sábado, com aquele frio e aquela chuva não ajudou a melhorar. Mas eu tenho esperança que estarei bem nas chegadas em subida. A prova é uma das minhas favoritas na Primavera. Sempre gosto de voltar aqui. No ano passado, foi a primeira vez que andei bem e terminei em sexto na geral. Eu esperava melhorar este resultado, mas vamos ver nos próximos dias se será possível”

A Tirreno-Adriático, em sua 53ª edição, vai homenagear Michele Scarponi na 5ª etapa, que vai terminar em Filottrano, cidade-natal do ciclista que morreu atropelado durante um treinamento em abril do ano passado nas redondezas. Vale lembrar que Scarponi venceu a Tirreno-Adriatico de 2009.

A corrida, criada como uma alternativa para a Paris-Nice, é considerada a melhor chance de atingir o pico de treinamento para a Milão-San Remo, que será dia 17 de março.

 

As etapas da Tirreno-Adriático 2018

AS ETAPAS
Etapa 1 – 7 de março – 21.5km Lido di Camaiore (TTT)
Etapa 2 – 8 de março – 167km Camaiore – Follonica
Etapa 3 – 9 de março – 239km Follonica – Trevi
Etapa 4 – 10 de março – 219km Foligno – Sarnano Sassotetto
Etapa 5 – 11 de março – 178km Castelraimondo – Filottrano
Etapa 6 – 12 de março – 153km Numana – Fano
Etapa 7 – 13 de março – 10km San Benedetto del Tronto (ITT)

VEJA VÍDEO