Clássicas de Primavera: é hora de encarar mais paralelepípedos

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Clássicas de Primavera: é hora de encarar mais paralelepípedos

Pelotão está de volta à região de Flanders e há muito paralelepípedo e subidas íngremes pela frente antes do Tour de Flanders e da Paris-Roubaix; confira programação das corridas

Chegou a temporada nos paralelepípedos de Flanders

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O pelotão está de volta aos paralelepípedos da Bélgica e da França a partir desta quarta-feira (27 de março), com a Driedaagse De Panne. Nas próximas semanas, as corridas de um dia com percursos nas estradas pavimentadas com pedras, os pavés, são desafiadoras. E, no calendário das Clássicas de Primavera, estão duas provas prestigiadíssimas, o Tour de Flanders, no dia 7 de abril, e a Paris-Roubaix, no dia 14 de abril.

Os ciclistas já tiveram o gostinho dos pavés no começo de março, com a Omloop Het Nieuwsblad e a Kuurne-Bruxelas-Kuurne. Depois de esquentar as pernas nas provas por etapas Paris-Nice e Tirreno-Adriático, ainda teve a primeira Monumento do ano, a Milão-San Remo, com seu cansativo percurso de 291 km. Agora chegou a hora de voltar para a região de Flanders, na Bélgica, onde o ciclismo é uma religião e kasseien (paralelepípedo) e hellingen (subidas curtas) são as palavras da vez.

Disputas na Bélgica e na França percorrem trechos de pavés

A Driedaagse De Panne, que costumava ser uma corrida de três dias, mudou para uma disputa única desde a temporada passada e, em 2019, passa a integrar o calendário World Tour. Nesta quarta-feira, com Elia Viviani (Deceuninck-QuickStep), vencedor do ano passado, defendendo o título, a corrida vai contar com Marcel Kittel (Katusha-Alpecin) e Fernando Gaviria (UAE Emirates) no pelotão.

Na sexta-feira (29 de março) será a vez da E3-BinckBank Classic, que já se chamou E3-Harelbeke, mas mudou de nome com a chegada de um novo patrocinador. A corrida é uma das mais importantes para os ciclistas de olho no Tour de Flanders, a segunda clássica Monumento do ano, que será nove dias depois, já que tem um percurso semelhante, incluindo as duras subidas Oude Kwaremont e Paterberg. Vale destacar que cinco dos últimos 12 vencedores da E3 faturaram o Tour de Flanders na sequência.

No domingo (31 de março) será a vez da Gent-Wevelgem, onde, além das duras escaladas, o pelotão tem de enfrentar os ventos da costa do Mar do Norte. A brutal escalada ao Kemmelberg, perto dos antigos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial, na fronteira francesa, geralmente define a corrida, mas os 35km finais podem dar chance para algum velocista. No ano passado, o vencedor foi Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), que também faturou a disputa em 2016.

No dia 3 de abril é a vez da Dwars door Vlaanderen, mais uma disputa importante na preparação para o Tour de Flanders e que também é, a partir de agora, uma corrida do calendário World Tour. O cenário é a região das Ardennes e o trajeto conta com 11 subidas curtas e íngremes, como o Knoketeberg, que será percorrido duas vezes.

Largada da clássica Monumento Tour de Flanders de 2018

Enfim, no domingo (7 de abril), chega a vez do Tour de Flandres, a Ronde van Vlaanderen, a segunda das cinco “Clássica Monumento” (a primeira é a Milão-San Remo, depois estão a Paris-Roubaix, Liege-Bastogne-Liege e Il Lombardia) e um dia de festa na Bélgica. A corrida chega à 103ª edição em 2019 e é uma das mais celebradas do ciclismo. Multidões tomam as estradas ao longo do percurso de 267 km e o clima é de feriado.

Espremida entre o Tour de Flanders e a Paris-Roubaix, no dia 10 de abril (quarta-feira) é a vez da Scheldeprijs, a mais antiga corrida da região de Flanders, que começou a ser disputada em 1907 e leva o nome do rio Schelde.

Passagem do pelotão por Arenberg na Paris-Roubaix 2018

E, enfim, chega a Paris-Roubaix, dia 14 de abril, talvez a mais famosa corrida de um dia do calendário. A 117ª edição da prova terá 257 quilômetros, com 54,5 quilômetros de pavés que, por causa da extrema dificuldade, deram à prova, que começou a ser disputada em 1896, o apelido de “Inferno do Norte.

O percurso passou por pequenas mudanças e o primeiro trecho de paralelepípedos, logo após a cidade de Troisvilles, foi encurtado de 2,2 km para 900 metros. Logo depois vem o 2º trecho, que vai contar com a homenagem a Goolaerts. Após estão os setores de Quiévy, Saint-Pythong e Vertain, que vai ser percorrido na direção oposta à edição de 2018. Vale destacar que Vertain esteve na Paris-Roubaix pela última vez em 2017.

Uma curiosidade é que os organizadores “descobriram”, após medição mais precisa, que o trecho do Trouée d’Arenberg, um dos mais decisivos da disputa e o primeiro cinco estrelas da corrida, é 100 metros mais curto do que divulgava anteriormente e tem 2,3 km. Após Valenciennes, a corrida segue inalterada, com as icônicas passagens pelos trechos cinco estrelas de Mons-en-Pévèle (nº 11) e Carrefour de l’Arbre (nº 4) até a grande final no Velódromo de Roubaix.

CALENDÁRIO
27 de março – Driedaagse De Panne
29 de março – E3-BinckBank Classic
31 de março – Gent-Wevelgem
3 de abril – Dwars door Vlaanderen
7 de abril – Tour de Flanders
10 de abril – Scheldeprijs
14 de abril – Paris-Roubaix

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