Um passo de cada vez e dois pódios no retorno de Flavia Oliveira

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Um passo de cada vez e dois pódios no retorno de Flavia Oliveira

Ciclista carioca retorna às competições após seis meses de suspensão e conquista o 2º lugar no contrarrelógio e o 2º lugar na prova de estrada após impressionante perseguição solo

Flavia Oliveira no Brasileiro em Paulínia

Do Bikemagazine
Texto e fotos: Bikemagazine

A carioca Flavia Oliveira está de volta ao pelotão. Depois de cumprir seis meses de suspensão após exame antidoping apontar uso de higenamina, substância estimulante para queima de gordura no Campeonato Brasileiro de 2018, a ciclista de 37 anos que fez história ao ficar na 7ª colocação nos Jogos Rio-2016, retornou justamente no Campeonato Brasileiro de 2019, que está sendo disputado em Paulínia (SP).

No pódio do contrarrelógio

Nesta sexta-feira (28 de junho), Flavia ficou em 2º lugar na prova de contrarrelógio e, neste sábado (29 de junho), repetiu a 2ª colocação na prova de estrada. Na crono, Tamires Radatz (Avaí), campeã de 2018, confirmou o bicampeonato com o tempo de 31min50s e Flavia marcou 32min21s. Na prova de resistência, a carioca resolveu encarar, sozinha, a perseguição ao trio escapado, que estava a 2min49s, e enfrentar o vento de 16km/h. “Consegui fazer a minha corrida e o resultado me deu mais confiança para continuar”, contou ao Bikemagazine.

Vale destacar que Danilas Ferreira venceu o título de campeã brasileira (leia mais aqui), que Flavia tinha conquistado no ano anterior. “É claro que gostaria de ter ficado com a camisa de campeã, alcancei as escapadas na última subida e a decisão foi no sprint, mas foi um bom resultado”, declarou, sorridente.

Apesar dos seis meses de suspensão, Flavia não parou de treinar e depois do Brasileiro volta aos Estados Unidos, onde mora, com planos de disputar o Tour do Colorado com a equipe Fearless Femme, em agosto. O que vem a seguir? “Um passo de cada vez”, disse a carioca, que ainda é a brasileira melhor posicionada no ranking UCI, na 225ª colocação. Antes da suspensão, vale lembrar, ela estava em 128º lugar. “Fiz minha reabilitação no Rio e tive um grande apoio dos amigos e da minha família. Senti que de toda situação ruim é possível tirar uma coisa boa”, afirmou.

Após a 2ª colocação, “com gosto de vitória”, conforme repetiam sua equipe de apoio, na qual estava sua mãe, Rosalia, muitos foram cumprimentar a ciclista e tirar fotos. “O apoio da galera está sendo eletrizante”, completou.

A carioca, que na temporada anterior começou o ano na equipe belga Health Mate mas, depois, passou a disputar provas em outras equipes menores e, em agosto, com a camisa do time Jakroo Racing, foi vice-campeã da classificação geral da Volta a Guatemala, tem uma coleção de resultados históricos para o ciclismo feminino brasileiro. Em 2017, nas Ardennes, ficou com o 17º lugar na Amstel Gold Race e em 10º lugar na Fleche Wallone. Campeã de montanha do Giro D’Itália Feminino, o Giro Rosa, em 2015, emocionou os fãs com o 7º lugar na prova de estrada dos Jogos Rio-2016 ao terminar a 20 segundos da vencedora, a holandesa Anna van der Breggen.

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