Bikemagazine conferiu: as novidades da linha Trek 2020

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Bikemagazine conferiu: as novidades da linha Trek 2020

Confira as primeiras impressões depois de test ride com as novíssimas Domane SL na estrada e Top Fuel 9.8 nas trilhas de Embu das Artes, no interior paulista

Apresentação da linha Trek 2020

Gabriel Vargas/Do Bikemagazine
Fotos Bikemagazine e divulgação

O Bikemagazine conferiu o evento de lançamento da linha 2020 da Trek, realizado nesta segunda-feira (5 de agosto), em Embu das Artes, no interior paulista. A marca, que opera com escritório no Brasil desde 2013, trouxe algumas novidades interessantes para o mercado brasileiro e apostou na continuidade de algumas tecnologias já consolidadas pela tradicional empresa de Waterloo.

Estiveram presentes no evento, além da mídia especializada, as atletas da equipe Trek Brasil Racing Bruna Mahn, Ana Luísa Panini, Luma Diniz e Victória Remaili, além de representantes de assessorias esportivas que mantém parceria com a marca.

Luma Diniz, Bruna Mahn, Ana Luísa Paninie Victória Remaili

Após uma palestra de apresentação para conhecer as novidades técnicas e detalhes das linhas de estrada, mountain bike, urbanas e elétricas (além de acessórios e componentes), pudemos experimentar algumas das bikes da linha 2020. Concentrando as atenções nas novidades mais relevantes, o Bikemagazine rodou com as novíssimas Domane SL na estrada e Top Fuel 9.8 nas trilhas.

Apesar do visual de bike de competição, a nova Domane é é ainda mais confortável do que antes

Lançada mundialmente em 25 de julho, a terceira geração da Trek Domane é bastante diferente daquela bike endurance pouco atraente que conhecemos em 2012. O primeiro contato visual revela uma bike com linhas bem mais agressivas e esportivas, toques aerodinâmicos e uma construção e montagem mais limpa em geral. As versões anteriores eram pouco atraentes, com um aspecto demasiadamente endurance, revelando muito a geometria estável e relaxada.

O curioso é que, mesmo embora a Domane tenha ganhado um visual de bike de competição, ela é na verdade ainda mais confortável do que antes. Além do sistema IsoSpeed traseiro e dianteiro, a nova Domane aceita pneus bem mais largos – até 38c. A geometria é basicamente a mesma das versões anteriores. A bike é estável e de pilotagem tranquila, mas não é lenta nas curvas e responde dentro do esperado às mudanças de direção, nem muito vagarosa nem muito ágil ou agressiva.

O compartimento para suprimentos é uma solução útil e bem executada

É uma bike bastante confortável de pedalar, com alguns cuidados no setor da aerodinâmica e com um quadro rígido o suficiente para aceitar muito bem a uma tocada mais forte e vigorosas arrancadas em pé. Assim, a Domane 2020 é uma excelente candidata a ser a bike ideal para um grande número de ciclistas que procuram uma bike de marca renomada, com bastante qualidade e visual esportivo mas sem perder o rodar agradável e versatilidade.

E ponto para a Trek pelo interessante espaço para armazenamento para câmera de ar e canivete de ferramentas em um compartimento “secreto” localizado no tubo inferior, sob o suporte de caramanholas. Uma solução muito elegante e brilhantemente executada.

O sistema IsoSpeed dianteiro e traseiro garantem conforto

A 3ª geração da Domane ganhou visual mais limpo e agressivo

Mesmo em um teste bastante curto, é notório que a versão experimentada Domane SL (carbono OCLV 500 e IsoSpeed traseiro não ajustável) e certamente a versão superior SLR (carbono OCLV 700 e IsoSpeed traseiro ajustável) é uma bike altamente adequada para o dia a dia de treinos em estradas diversas, granfondos e provas de ciclismo em geral, mas também incursões a um gravel leve.

E, para a alegria de muitos, o movimento central apresenta o sistema T47 de rosca, eliminando a possibilidade de estalos incômodos. Esperamos ver essa solução em outras bikes também.

A nova Trek Top Fuel 9.8 da linha 2020

Partimos para a divertida trilha de XC no Haras Buona Fortuna com grande curiosidade em relação aos 120 mm de curso na dianteira e 115 mm na traseira da renovada Top Fuel. Mostrada ao mundo no final de maio de 2019, a renomada bike de XC da Trek ganhou curso e tornou-se um pouco mais trail, mas sem perder suas qualidades de bike veloz. Pelo contrário, a Top Fuel impressiona bastante nas subidas.

Curso extra e com a geometria atualizada na Trek Top Fuel 9.8

A versão anterior possuía 100 mm de curso tanto à frente quanto atrás e era figura carimbada nas provas de XCO e XCM. Agora, com o curso extra e com a geometria atualizada, ganhando a frente mais longa e com ângulo da direção mais aberto, mesa mais curta e guidão mais largo, a Top Fuel tornou-se uma bike mais capaz a encarar maiores obstáculos e entregar mais conforto. Definitivamente não é mais uma opção para o XC puro, pois a bike tem seu peso. A Top Fuel 2020 é ideal para um XCM mais casca grossa, ultramaratonas e para trilhas em geral.

Mas isso não significa que ela perdeu suas capacidades para o XCO: a bike sobe bem, surpreendentemente bem. Todo o conjunto da suspensão traseira funciona muito bem evitando a excessiva compressão indesejada, dando à bike uma tração incrível mesmo nas subidas mais complicadas. Em uma sequência de curvas em ziguezague numa subida íngreme e com raízes, a bike simplesmente mantinha a tocada, mesmo com os erros e péssima escolha da linha pelo ciclista. Em um trecho mais aberto, com as suspensões travadas, a bike respondeu muito bem à pedalada em pé mais agressiva.

Como é de se esperar, a pilotagem nos trechos velozes e nas descidas é impecável. A sensação não é muito diferente de uma típica bike moderna de XC, mas com uma margem extra de amortecimento e uma sensação a mais de confiança quando o terreno apresenta obstáculos, situação que recebe o auxílio do canote dropper. O ponto negativo é a trava TwistLoc, cujo acionamento pareceu um pouco duro e difícil. O preço sugerido é de R$ 36.499,00.