3 tecnologias que poderão mudar a sua maneira de pedalar

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3 tecnologias que poderão mudar a sua maneira de pedalar

Roupas que monitoram a hidratação, pedais que te deixam mais rápido e eletrodos que aumentam a resistência estão entre as novidades da tecnologia aplicada ao esporte

Novidades tecnológicas no pelotão Foto: Unsplash.com

Foto de divulgação

O futuro da tecnologia de ciclismo não é o sonho distante de algum engenheiro: ele já está aqui e é acessível se você souber onde procurar. Desde estimulação cerebral para evitar a fadiga até pedais que ensinam você a pedalar com mais eficiência, os ciclistas que procuram melhorar sua performance podem contar com a tecnologia para isso. Para descobrir essas novidades tecnológicas, contamos com a ajuda do site https://www.guia55.com.br.

Roupas que monitoram sua hidratação
Manter-se hidratado pode ser difícil: tome algo antes de sentir sede mas se beber demais você poderá se sentir pesado. Muito em breve não teremos que monitorar nossos níveis de água tão cegamente. Bicicletas, acessórios e até roupas de ciclismo equipadas com sensores indicarão quando você deve tomar algo ou não.

Esses sensores empregam a análise de vetores de impedância bioelétrica (BIVA), um método que alguns produtos usam há décadas para medir métricas como a composição corporal. Uma pequena corrente elétrica passa pela pele através de um adesivo de contato a outro, e seu nível de água é obtido através de sutis mudanças na eletricidade do tecido corporal.

Pedais te deixam mais rápido
Alguns ciclistas desperdiçam energia ao não direcioná-la diretamente aos pés nos pedais, mas os pedais desenvolvidos pelo Dr. Borut Fonda, da Eslovênia, podem te dizer se você está perdendo oportunidades ao pedalar.

Em um ajuste de uma bicicleta de laboratório, o pesquisador foi capaz de medir a força total do ciclista, enquanto os sensores no interior dos pedais mediam quanto dele se movia através das manivelas. A diferença entre os dois números é o um “coeficiente” de energia desperdiçada que pode ajudar os ciclistas a melhorarem suas pedaladas. A tecnologia foi usada por profissionais como Luke Mezgec (Orica-Bikeexchange), Marko Kump (Lampre-Merida) e Tanja Zakelj (equipe da Unior Tools MTB).

Eletrodos que aumentam a resistência
Em um mundo perfeito, a única razão real para parar de pedalar seria a fadiga. E se uma prática crescente chamada doping cerebral decolar, pode haver uma maneira de avançar ainda mais antes que a fadiga se manifeste.

Pesquisadores perceberam alguns resultados de exaustão em testes realizados em 2013, quando cientistas brasileiros observaram a diminuição do esforço percebido e o aumento da potência em ciclistas após 10 minutos de estimulação transcraniana por corrente direta através de eletrodos posicionados na cabeça dos esportistas. O Projeto Endurance da Red Bull, que explorou os limites e os potenciais dos ciclistas, obteve resultados semelhantes.

Atualmente, cientistas esportivos da Universidade de Kent estão envolvidos em pesquisas contínuas de estimulação cerebral para aperfeiçoar e avaliar ainda mais esse fenômeno. Em seus estudos, ciclistas em bicicletas ergométricas receberam estímulos cerebrais e foram capazes de pedalar por mais dois minutos antes de atingir a exaustão em relação aos voluntários que receberam um placebo sem saber.

O doping cerebral não altera a fisiologia: os batimentos cardíacos nos experimentos de Kent foram os mesmos nos dois grupos. Em vez disso, a prática apenas reduz a percepção de fadiga do esportista.