Carioca disputa Mundial Ultraman, no Havaí, com 515 km em 3 etapas

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Carioca disputa Mundial Ultraman, no Havaí, com 515 km em 3 etapas

Edson Maisonnette Junior terá pela frente 10 km de natação, 421 km de ciclismo e 84 km de corrida no evento que reúne 28 competidores de 11 países

O triatleta carioca Edson Maisonnette Junior

Do Bikemagazine
Foto de divulgação

Nadar em mar aberto, pedalar e correr em uma das provas mais difíceis do mundo, superando 515 quilômetros de muitos desafios. O Ultraman World Championships será realizado a partir desta sexta-feira (29) e até domingo (1º/12), no Havaí (EUA). O carioca Edson Maisonnette Junior, 40 anos, fará sua estreia na disputa, vivendo a expectativa de participar do primeiro Mundial, sua terceira prova na distância Ultraman.

O Ultraman, disputado anualmente desde 1983, terá nesta edição 28 atletas, representando 11 países – Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Honduras e Índia. Edson chegou no início desta semana ao Havaí, fase final de preparação para a prova.

“É difícil falar em rendimento e tempo em um lugar tão surpreendente como o Havaí. Aqui as condições são a grande surpresa da prova. Podemos pegar desde chuva e muito vento contra como um sol de rachar. Então a ideia é sempre fazer o melhor possível, principalmente em uma disputa de três dias, onde um erro no primeiro ou no segundo dia pode custar todo o trabalho de meses”, diz.

“Será minha terceira prova na distância Ultraman, mas a primeira vez no Mundial. Espero que a primeira de muitas. Já estou apaixonado por esse lugar. A energia é fantástica em Kona e parece que a gente se sente abraçado pela Big Island”, afirma o triatleta.

O Brasil estará representando por Edson e por Alessandro Medeiros, 49 anos. “O Ale mora nos Estados Unidos há alguns anos e é um grande amigo. Foi o capitão do meu time no Ultraman Florida este ano”, completa.

Três dias de desafios
No primeiro dia serão 10 quilômetros de natação em mar aberto, seguido de 145 quilômetros de ciclismo. O segundo será totalmente das bikes, com mais 276 quilômetros pedalando. O Ultraman termina no domingo, terceiro dia de disputas, com a dupla maratona: 84 quilômetros. 

“Para mim, mais do que um desafio, é uma benção. Estar três dias vivendo intensamente o esporte que amo e sendo cuidado de perto por um staff com pessoas especiais. Espero que a alegria e leveza que me fazem ser completamente apaixonado pelo triatlo estejam sempre presentes nesses dias mágicos, mesmo sabendo que tem horas que o corpo sofre um pouquinho.”

“Minha preparação foi atípica por diversos fatores pessoais como mudança de cidade, troca de equipe, alterando um pouco a metodologia de treino. Sem falar na perda da minha mãe. Todos estes fatores de alguma forma influenciam na preparação, mas acabam nos tornando um pouco mais fortes e com muito mais vontade de cruzar a linha de chegada”, completa Edson, que participa há mais de dez anos de provas do calendário nacional e internacional, percorrendo todas as distâncias. Em 2019, terminou na 11ª colocação geral no Ultraman Flórida (EUA) e garantiu qualificação para o Mundial, fazendo a quarta melhor dupla maratona do dia.

Em 2018, nove meses depois de passar por uma cirurgia no tendão de Aquiles, disputou a prova de Triathlon Extremo na Patagônia chilena – 3,8 km de natação em águas frias (10 graus), 180 km de ciclismo pela Carretera Austral e 42,2 km em trilhas, ficando na 30ª colocação no geral. Em 2017, foi quinto colocado no Campeonato Ultraman Brasil (UB515). Em 2015, recebeu o Ironman Warrior, título concedido pela Latin Sports aos únicos sete atletas que correram todas as etapas brasileiras da marca Ironman.