Magno Nazaret está de volta à equipe argentina SEP San Juan

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Magno Nazaret está de volta à equipe argentina SEP San Juan

Em entrevista, brasileiro especialista em contrarrelógio diz que se prepara para a Volta de San Juan e que vai buscar o quarto título da Volta do Uruguai em 2020

Magno Nazaret volta a integrar a equipe SEP San Juan

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Magno Nazaret está de volta à equipe SEP San Juan, da Argentina. E o brasileiro de 33 anos, especialista em contrarrelógio, único estrangeiro tricampeão da Volta do Uruguai e que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, encerra a temporada no pelotão. O ano de 2019 foi intenso e o ciclista, em entrevista ao Bikemagazine, destaca que a temporada ainda não terminou.

“Acabo de participar da Vuelta ao Valle, na Argentina, e fiquei em segundo na etapa de contrarrelógio e terminei em 4º lugar na classificação geral. Foi um resultado que superou minhas expectativas”, conta o ciclista que, no início deste mês, foi eleito pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), o melhor do ano no ciclismo de estrada.

Magno Nazaret na prova de contrarrelógio em San Juan em 2019

Com a equipe SEP San Juan, do Sindicato dos Empregados Públicos de San Juan, que foi criada em 2013 e se tornou continental em 2015, o brasileiro terá uma série de competições, entre elas a Volta de San Juan, de 26 de janeiro a 2 de fevereiro. “Até lá, todos os finais de semana teremos corridas, então o que menos preciso é me preocupar em treinar”, diz. Vale lembrar que, em 2019, Magno Nazaret disputou a Volta de San Juan com a seleção brasileira, que, na próxima edição, não aparece na lista de participantes. (Leia aqui)

No calendário da equipe estão previstas ainda a Volta a Chiloe, no Chile, de 18 a 22 de março, e a Volta do Uruguai, de 3 a 12 de abril. Nesta temporada, o brasileiro não foi ao Uruguai batalhar pelo quarto título (ele venceu em 2012, 2017 e 2018), mas, em 2020, espera estar preparado para marcar seu nome mais uma vez na história da prova, que começou a ser disputada em 1939 e é uma das mais tradicionais do ciclismo sul-americano. “Sou o único estrangeiro que venceu a Volta do Uruguai três vezes. É uma corrida de dez etapas, o nível é alto, o clima dificulta bastante, tem muito vento, mas é bacana demais. O público acompanha bastante, eles são fanáticos”, diz.

Magno Nazaret no pelotão na Volta do Uruguai em 2017

“Na Argentina o público também é muito fã, eles gostam demais de ciclismo. Para se ter uma ideia, há quatro ou cinco rádios que transmitem as provas”, continua. “É difícil comparar com o Brasil, nosso país é muito grande e infelizmente só um esporte domina”, completa.

Magno Nazaret teve um ano com um calendário exigente e, neste final de 2019, emendou os Jogos Militares, disputados na China, com seu retorno a San Juan. “Eu era o campeão de contrarrelógio (venceu em 2015, na Coreia do Sul), fui para os Jogos Militares esperando medalha, mas não saiu como o planejado e terminei em 7º. Fiz o que podia, mas assim é o esporte. A gente sofre toda vez que vai para a Ásia, por causa do fuso horário e também com a alimentação. Mas fizemos uma boa participação”, continua.

Assim que retornou da China, passou dez dias em casa, em Pindamonhangaba, no interior paulista, e viajou para a Argentina. “Cheguei em San Juan e já fui direto para uma corrida”, conta.

Prata nos Jogos Pan-Americanos no Peru

Magno Nazaret deixou a equipe Funvic após oito anos e começou 2019 na equipe San Juan; depois de quatro meses e 35 corridas, retornou ao Brasil em abril. “Vim de uma carga grande de competição, estava cansado, mas estava bem. Fui convocado para o Pan-Americano de Ciclismo no México e depois para os Jogos Pan-Americanos no Peru, e sabia que teria os Jogos Militares no final. Por isso, tive que sacrificar minha programação e não fui disputar o Campeonato Brasileiro”, explica.

No México, terminou em 5º lugar e, no Peru, conquistou a medalha de prata no contrarrelógio em sua estreia em Jogos Pan-Americanos. “Conquistar uma medalha em Jogos Pan-Americanos é o sonho de qualquer atleta. É uma sensação muito boa de dever cumprido. Poder representar o Brasil sempre é uma grande satisfação, e retribuir isso com uma medalha não tem preço.”

Em 2020, espera disputar o título nacional novamente. O ciclista, vale destacar, é tricampeão brasileiro de crono na Elite e venceu duas vezes na Sub 23. “Mas tudo depende do calendário.”

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