De bike nova, Edivando Cruz anuncia dupla com Ravelli na Brasil Ride

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De bike nova, Edivando Cruz anuncia dupla com Ravelli na Brasil Ride

Em entrevista ao Bikemagazine, Vando, em sua 27ª temporada no MTB profissional, fala das novidades para a temporada 2020 e de sua parceria com a marca GTS-M1

Edivando na Ilhabela com um modelo básico de carbono da GTS-M1

Marcos Adami/Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O mountain biker Edivando de Souza Cruz, em sua 27ª temporada como profissional, se prepara para disputar a ultramaratona Brasil Ride 2020 ao lado de Marcio Ravelli. O tetracampeão brasileiro de XCO que completa 42 anos em julho vai ser companheiro de equipe de Ravelli pela terceira vez. “Já pedalei com o Ravelli na Caloi (1995 a 1997) e na Astro (2007)”, diz Edivando em entrevista ao Bikemagazine. O ciclista, vale lembrar, correu a primeira edição da Brasil Ride, há 11 anos, ao lado do ituano Odair Pereira.

Edivando e Marcio Ravelli estão confirmados como dupla Master na Brasil Ride

“O Ravelli foi meu maior adversário e o atleta que mais alavancou minha carreira. Ele estava no auge e disputamos muitas provas juntos. Ele me fez treinar, focando e mirando para crescer. Fizemos várias viagens internacionais juntos. Fomos para Copas do Mundo, Panamericanos etc. Ganhei uma bagagem que veio do contato com ele”, reconhece.

Para a Brasil Ride, Vando deve treinar junto com Ravelli em algumas ocasiões. “Ravelli deve vir na Ilhabela para um training camp. Ao longo do ano vamos planejar algo e vamos focar no cross country, pois é interessante para o desenvolvimento de produtos”, diz.

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Ravelli: “Ter uma marca própria é um antigo sonho”

Vando, como é mais conhecido, fechou uma parceria com a marca GTS-M1, empresa brasileira com fábrica própria na cidade de Itu (SP), terra-natal de Ravelli. Fundada em 1994, a empresa tem forte presença no mercado de bicicletas populares e é uma das maiores montadoras de bicicletas do Brasil. Em suas instalações de 18 mil m² às margens da Rodovia Waldomiro Corrêa de Camargo, em Itu, a fábrica produz cerca de 5 mil bicicletas por mês.

“Ter uma marca própria é um antigo sonho e meu sonho foi de encontro aos da GTS M1, que queria entrar no mercado de bikes de competição e de alto valor agregado. Faz vários meses que me dedico à pesquisa da tecnologia do carbono. Eles me deram toda a liberdade para o desenvolvimento da minha linha, inclusive ajudei a desenvolver a trama do carbono que vamos utilizar nas mountain bikes, com geometria exclusiva e que vão levar o meu nome”, conta Ravelli.

O projeto está bastante avançado e os primeiros protótipos de mountain bike já estão em teste e a dupla deverá correr a Brasil Ride com as novas bikes, que devem entrar no mercado ainda no primeiro semestre. O carro-chefe do projeto são as mountain bikes tipo full suspension que receberam o nome Rave-01, Rave-02 e Rave-03.

Enquanto as Rave não chegam, Edivando pedala um modelo de carbono – mais simples – da marca.

Vando na fábrica da GTS-M1 em Itu (SP)

“O Ravelli me falou do projeto com a GTS-M1 e me convidou para correr com as bicicleta da marca. Eu gerencio minha carreira e meus apoiadores e parcerias e com marcas que me acompanham há muito tempo. A GTS-M1 se encaixa no formato que eu estava procurando”, explica.

Vando tem parcerias de longa data com marcas nacionais e ajudou com sua expertise no desenvolvimento de alguns produtos. “Por exemplo: eu uso suspensão ProShock desde 2010 e ajudo até hoje no desenvolvimento de produtos. Temos um relacionamento longo e bacana. O mesmo vale para as rodas VZan, parceira desde 2004. Usei vários protótipos, inclusive as VZan Everest de carbono. Testei em 2013 e elas chegaram no mercado em 2015”, lembra Vando.

CARREIRA
Vando é nascido e criado na paradisíaca Ilhabela, no litoral Norte de São Paulo. O início da carreira foi em setembro de 1993, com uma bike montada a partir de um quadro Caloi ATN que ganhou de um veranista. Em 1994 recebeu o apoio da Alfameq até ingressar na equipe oficial da Caloi, onde permaneceu até o final de 2004. De 2005 a 2009 competiu pela Astro, pela Scott de 2010 a 2012, voltou para a Astro no período 2013-2015 e de 2016 ao final de 2019 competiu pela First, de Jundiaí.

O ciclista representou o Brasil inúmeras vezes em competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Atenas (2004). Foi medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo em 2003, além de várias participações em campeonatos pan e sul-americanos e outras provas UCI. “Talvez eu seja o mountain biker que mais viajou pela seleção brasileira. Corri pelo Brasil em de 1995 a 2014. Competi muito tempo entre os tops do Brasil no cross country. Tive uma bagagem e uma aproveitamento longo”, declara.

Depois de 2015, Vando focou em eventos promocionais, provas de marathon e X-Terra e deixou um pouco de lado as provas de cross country na categoria elite. Outra mudança importante foi o ingresso no curso de Educação Física da Faculdade em 2016. “Agora falta só o TCC”, comemora.

Em 2018 e 2019 o ciclista fez estágios e deu palestras. “Tenho outros caminhos traçados. Hoje o foco não é mais o alto rendimento. Vou entrar na área de assessoria assim que me formar”, completa.

Vando mantém uma forte ligação com o município de Ilhabela. “Meu vínculo com a Ilha tem a ver com meu futuro em relação ao esporte. Pode ser como treinador, técnico e também competindo. Seguirei fazendo diversas provas”, conta.

Edivando tem o apoio de GTS-M1, Proshock, VZan, Token, Nottable, Exceed, Airstop Bike e Arisun.

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