Giro d’Italia apresenta novo percurso, com largada na Sicília

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Giro d’Italia apresenta novo percurso, com largada na Sicília

Confira as mudanças no trajeto da corrida, que, por causa da remodelação do calendário UCI, será de 3 a 25 de outubro

Giro 2020 será remarcado, mas nova data é incerta

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

A edição 2020 do Giro d’Italia teve que reformular seu percurso e mudou de data por causa das alterações no calendário UCI depois da pandemia coronavírus. O novo trajeto da corrida, que será disputada entre 3 a 25 de outubro, foi apresentado nesta quinta-feira (30 de julho).

O Giro 2020 terá três contrarrelógios individuais (total de 64,7 km), seis etapas para velocistas, seis de média montanha e seis nas alturas. No total serão sete chegadas em subida. A etapa final será uma crono de Cernusco sul Naviglio a Milão, que pela 78ª vez sediará o desfecho da corrida.

A largada será na Sicília, com um contrarrelógio individual de 15 km entre Monreale e Palermo. O pelotão permanece em terras sicilianas mais três etapas, depois passa pela Calábria, Basilicata e Puglia. Em seguida virão as etapas em Abruzzo, com a novidade da chegada ao alto em Roccaraso, após uma exigente passagem pelos Apeninos, partindo de San Salvo, com mais de 4.000 metros de altitude. Já as últimas duas semanas permanecem inalteradas em relação àquelas já apresentadas, exceto pelo largada da 10ª etapa, em Lanciano.

O Giro-E, que percorre as etapas de bicicleta elétrica, também foi confirmado e terá 20 etapas, excluindo o contra-relógio inicial.

O Cima Coppi, o ponto mais alto da corrida, será o Stelvio, com seus 2.758 metros. A etapa do vinho desta edição será a crono do Prosecco Superiore de Conegliano a Valdobbiadene (um território que se tornou parte do patrimônio da Unesco desde 2019).

Pela primeira vez na história da corsa rosa, uma etapa começará dentro de uma base militar, a partir de Rivolto, casa do 2º Esquadrão da Força Aérea. Um ano importante para a base de Friuli: em 2020 também será comemorada a 60ª temporada da Pan (Patrulha Acrobática Nacional) e da Frecce Tricolori. A chegada a Rimini lembrará o grande diretor Federico Fellini no centenário de seu nascimento.

Primeira semana
Após o contrarrelógio inicial de Monreale a Palermo, no domingo, 4 de outubro, será a vez da etapa entre Alcamo e Agrigento. Na segunda-feira, dia 5, o pelotão vai percorrer 150 km, entre Linguaglossa a Piano Provenzana, que fica a 1.775 m, escalada já parcialmente usada em 2011, atacada do norte (Linguaglossa) para chegar ao Piano Provenzana. No dia seguinte, a última parada na Sicília será na ilha de Catania, de Villafranca Tirrena a Camigliatello Silano, com 225 km e uma longa subida final de 22 km.

As duas etapas seguintes, de Castrovillari a Matera, na quinta-feira, 8, e de Matera a Brindisi, na sexta-feira, 9 de outubro, será para testar os velocistas. No dia 10, de Giovinazzo a Vieste (Gargano), mais um dia que promete ser rápido, com um circuito final de 12,7 km.

No domingo, 11 de outubro, a etapa de San Salvo a Roccaraso (Aremogna), uma das importantes inovações desta primeira parte do Giro, será nos Apeninos, caracterizado por uma alta diferença de altura total (acima de 4.000 m). O pelotão subirá o Lanciano Pass, o San Leonardo Pass e o Bosco di Sant’Antonio, com ascensões longas e declives de dois dígitos. A escalada final é de cerca de 10 km em uma média de 5,7% de inclinação.

Segunda semana
A segunda semana começa com uma etapa difícil, em Abruzzo, entre Lanciano e Tortoreto, de 177 km. A etapa 11, na quarta-feira, 14 de outubro, será entre Marche e Emilia Romagna, de Porto Sant’Elpidio a Rimini. No dia seguinte, partida e chegada em Cesenatico com uma rota que segue a usada no Gran Fondo Nove Colli, agora em sua 50ª edição.

De Cervia a Monselice, a 13ª etapa terá 192 km, da Emilia Romagna ao Veneto, onde o contrarrelógio de Conegliano a Valdobbiadene será realizado no sábado, dia 17. Será uma crono exigente, de 34 km, que inclui o duro Ca ‘del Poggio, entre as colinas de Prosecco Superiore, patrimônio da Unesco.

No domingo, a etapa sairá da base aérea de Rivolto, do Frecce Tricolori, em Piancavallo (que também será a Montanha Pantani), depois de subir Sella Chianzutan, Forcella di Monte Rest e Forcella di Pala Barzana. Na segunda-feira, dia 19, o pelotão descansa em Udine.

Terceira semana
A semana decisiva do Giro começa com uma etapa inteiramente na região de Friuli, com partida em Udine e chegada a San Daniele del Friuli, com o Monte Ragogna no final – que será escalado três vezes.

Na quarta-feira, 21 de outubro, o pelotão larga de Bassano del Grappa e chega em Madonna di Campiglio, depois de 202 km, em um dia que inclui mais de 5.000 metros de altitude com a inédita Forcella Valbona, Monte Bondone, do lado de Aldeno, e o Durone Pass antes do final.

A 18ª etapa, de Pinzolo aos Lagos Cancano, no Parque Nacional Stelvio, promete ser uma das mais difíceis. O trajeto começa imediatamente subindo a colina para enfrentar Campo Carlo Magno, depois atravessa o Passo Castrin e o Passo dello Stelvio (Cima Coppi) do lado de Prato allo Stelvio. Após a descida, ainda vem a escalada para os lagos Cancano.

A sexta-feira, dia 23, será o dia mais longo do Giro, de Morbegno a Asti, a 251 km. A 20ª etapa, em seguida, de Alba a Sestriere (Stage Bartali), começa imediatamente nos 2.744 m do Colle dell’Agnello. O pelotão cruza a fronteira com a França para enfrentar o Col d’Izoard e retorna para enfrentar a subida final de Sestriere do lado de Cesana Torinese.

A grande final, no domingo, 25 de outubro, será um contrarrelógio individual de Cernusco sul Naviglio, Cidade Europeia do Esporte 2020, em Milão, na Piazza Duomo, sob a Madonnina, com 15,7 km.

 

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