Dowsett testa positivo para Covid-19 e adia recorde da hora

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Dowsett testa positivo para Covid-19 e adia recorde da hora

Britânico iria tentar bater o recorde dia 12 de dezembro, mas foi obrigado a adiar seus planos; nova data ainda não foi divulgada

Dowsett na preparação para o evento em Manchester Foto: UCI

Do Bikemagazine
Foto de divulgação

O britânico Alex Dowsett teve que adiar sua tentativa de tentar bater o recorda da hora, dia 12 de dezembro, em Manchester, na Inglaterra, depois de testar positivo para Covid-19. Uma nova data para a tentativa não foi definida, mas Dowsett confirmou que será em 2021.

 

“Estou muito desapontado que a tentativa não possa ir em frente como planejado, mas minha saúde é prioridade”, disse Dowsett em um comunicado da UCI. “Gostaria de agradecer a todos, aos organizadores do evento, aos patrocinadores do evento, minha equipe, a UCI e acima de tudo ao público pelo apoio e estou ansioso para buscar o recorde em 2021. Anunciarei uma data o mais rápido possível. ”

O fato de ter que cancelar a tentativa foi um grande revés, já que o britânico esperava aproveitar a forma adquirida durante a disputa do Giro d’Italia, onde venceu a 8ª etapa (relembre aqui). Ele disse que a corrida de três semanas foi um “um treinamento fenomenal”, mas agora terá que ajustar sua programação.

O ciclista de 32 anos quebrou o recorde em 2015, com a marca de 52,937 km. Mas, 36 dias depois, Bradley Wiggins baixou a marca para 54,526 quilômetros. Somente em 2019 o recorde foi quebrado novamente, quando Victor Campenaerts rodou 55,089 quilômetros em uma hora e se tornou o primeiro ciclista a passar da marca dos 55 km dentro da nova regra da UCI, de 2014, que prevê o uso de uma bicicleta de contrarrelógio no desafio.

História
No recorde da hora, o objetivo é pedalar a maior distância durante 60 minutos. O desafio foi criado em 1893 por Henri Desgrange, fundador do Tour de France, que, na época, marcou 35,325 quilômetros.

A UCI adequou as regras para o recorde porque houve ocasiões em que foram usadas bicicletas modificadas, como a “Espada” (da Pinarello) desenhada para Miguel Indurain em 1994 ou a “Old Faithful” do escocês Graeme Obree, que no mesmo ano bateu a marca do espanhol com uma bicicleta desenvolvida por ele mesmo, inspirada no movimento de rotação de uma máquina de lavar.

Nos anos 1990 houve muito barulho em torno do recorde. Além de Indurain e de Obree, outros atletas, como Chris Boardman e Tony Rominger, encararam o desafio. O auge foi no ano de 1994, quando, entre abril e novembro, a marca foi quebrada quatro vezes, até atingir os 55,291 quilômetros de Rominger.

O recorde da hora ficou um tanto quanto esquecido depois da  marca de 49,7 quilômetros, batida em 2005 pelo tcheco Ondrej Sosenka. Em 2014, porém, voltou à cena e novamente houve uma sucessão de quebras. O primeiro foi o alemão Jens Voigt (51,115 quilômetros), depois veio o austríaco Matthias Brandle (51,852 quilômetros).

Um ano depois foi a vez do australiano Rohan Dennis, que marcou 52,491 quilômetros, e depois  Dowsett, que estabeleceu o recorde em 52,937 quilômetros. Pouco mais de um mês depois, Bradley Wiggins, que sonhava com a marca de 55 quilômetros, bateu o recorde em 54,526 quilômetros. A marca, considerada difícil de superar, resistiu por dez tentativas, mas acabou vencida pelo belga Campenaerts em 2019, que marcou 55,089 quilômetros (relembre aqui). 

DATAS HISTÓRICAS DO RECORDE DA HORA
1876 (1ª tentativa) | Frank Dodds | 26,508 km
1893 (1ª tentativa oficial) | Henri Desgrange | 35,325 km
1898 | Willie Hamilton | 40,781 km
1935 | Giuseppe Olmo | 45,090 km
1972 | Eddy Merckx | 49,431 km
2000 | Chris Boardman | 49,441 km
2005 | Ondrej Sosenka | 49,700km
2015 | Bradley Wiggins | 54,526 km
2019 | Victor Campenaerts | 55,089 km 

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