O recomeço de Froome: Sou realista, sei que não será fácil

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O recomeço de Froome: Sou realista, sei que não será fácil

Ciclista que retornou às provas de três semanas na Vuelta após acidente em 2019 se prepara para estrear na equipe Israel Start-Up Nation: "Estou esperançoso pelo que está por vir"

Froome na Volta a Espanha 2020

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Aos 35 anos, Chris Froome se prepara para novos desafios. Depois de 11 temporadas na equipe Sky, hoje chamada Ineos-Grenadiers, o britânico de origem queniana, com 46 vitórias no ciciclismo profissional, entre elas quatro Tour de France, duas Volta a Espanha e um Giro d’Italia, fará parte da equipe Israel Start-Up Nation a partir de 2021.

 

Depois da Volta a Espanha, que marcou seu retorno ao Grand Tour após a queda no reconhecimento do contrarrelógio da Criterium du Dauphine de 2019, que o tirou do restante da temporada e exigiu cirurgias e reabilitação, Froome foi o mais requisitado para entrevistas, apesar de ter terminado em 98º na classificação geral. “Poder participar da Vuelta, testar minhas pernas depois de tudo que aconteceu, é ser feliz. Não rodei no nível que esperava, mas fez parte do processo para chegar a uma melhor forma”, contou.

Na maior parte do tempo, Froome voltou à posição de gregário e atuou para ajudar Richard Carapaz, que terminou como vice-campeão. “Para mim é uma honra e um prazer ser gregário, tanto para Richard como para qualquer outro colega”, afirmou. “O ciclismo é um esporte de equipe e dependendo do clima ou da corrida, você tem que desempenhar um papel.”

Froome recebe o troféu de campeão da Vuelta de 2011

Mas o final da Vuelta teve um momento especial, quando Froome recebeu o troféu de vencedor da Volta a Espanha de 2011, depois que Juanjo Cobo foi desclassificado por doping, tornando-se o primeiro britânico vencedor da competição. A decisão saiu quando o ciclista ainda estava hospitalizado. “Fiquei sabendo que iria receber o título enquanto estava no hospital, sem saber se voltaria a competir. Este foi meu último dia competitivo com a equipe depois de 11 anos juntos. Tive uma pequena cerimônia para receber o troféu, muitas memórias, muitas emoções passaram pela minha cabeça.”

Sobre a ida e as expectativas com relação a nova equipe, Froome mostra-se otimista: “Estou muito feliz que eles pensaram em mim. Um núcleo forte está sendo construído para aspirar a lutar por bons lugares em corridas de três semanas. Estou esperançoso pelo que está por vir. Será uma estrutura completamente diferente. E, sem desrespeitar a equipe atual, sinto que tenho uma folha em branco para construir um programa do zero. É como um recomeço e isso me motiva.”

Froome sonha com o quinto título do Tour de France

Froome, que sonha em conquistar seu quinto título no Tour de France e entrar na seleta galeria dos pentacampeões, que reúne os franceses Jaques Anquetil e Bernard Hinault, o espanhol Miguel Induraín e o belga Eddie Merckx, disse que o Tour coninua nos seus planos. “Ainda é muito cedo para saber o calendário do próximo ano, mas gostaria de voltar. Não sei se em 2021 ou em outro ano, mas voltarei.”

Para o ciclista, disputar a Vuelta mostrou que está no caminho certo. “Aos poucos vou me recuperando. Em várias etapas acabei feliz com meu trabalho. Agora tenho que começar do zero, mas esta corrida deu-me confiança. Acho que vou vencer de novo. Eu não estou desanimado. Estou satisfeito porque não fazia uma grande volta há dois anos e não sabia muito bem como estaria. Terminei a corrida sem me arrepender de nada.”

“Se eu desistisse todas as vezes que as coisas ficaram difíceis durante minha carreira no ciclismo, nunca teria realizado nada. Estou trabalhando para voltar ao nível que quero estar. Sou realista e sei que não será fácil. Espero conseguir. Agora o que tenho que fazer é descansar e me preparar para a próxima temporada”, completou.

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