Giro d’Italia 2021 terá 6 chegadas ao alto; confira o percurso

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Giro d’Italia 2021 terá 6 chegadas ao alto; confira o percurso

Passo Pordoi, com 2.239 metros, dará o prêmio Cima Coppi como o ponto mais alto da corrida, de 8 a 30 de maio; confira o percurso

Giro d’Italia 2021 será de 8 a 30 de maio

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Seis chegadas ao alto e outras sete etapas nas montanhas estão no percurso do Giro d’Italia 2021, de 8 a 30 de maio. A competição inovou no roteiro, que terá uma etapa em Montalcino, na Toscana, com 34 km de estradas de cascalho no final, além de uma etapa com chegada na estação de esqui de Campo Felice com 2 km de estradas de terra.

 

O Giro 2021, cujo percurso foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira (24 de fevereiro), terá seis etapas para velocistas e duas provas de contrarrelógio, uma na abertura, em Turim, com 9 km, e outra na etapa final, com 29,4 km, em Milão. Mais uma vez, não há contrarrelógio por equipe nem cronoescalada.

A distância total percorrida será de 3.450 km e Monte Zoncolan vai receber a chegada mais íngreme com suas rampas de dois dígitos nos três quilômetros finais. Na 16ª etapa, a etapa rainha vai escalar o Passo Fedaia, o Passo Pordoi e o Passo Giau nas Dolomitas antes da descida final até Cortina d’Ampezzo. Será uma etapa de 212 km, com 5.700 m de escalada. Vale destacar que o Passo Pordoi, com 2.239 metros, dará o prêmio Cima Coppi como o ponto mais alto da corrida.

Outras chegadas em montanha na semana final incluem a subida até Sega di Aia na 7ª etapa, o Alpe di Mera, perto da fronteira com a Suíça, na 19ª etapa, e a subida ao Valle Spluga no penúltimo dia.

A 104ª edição do Giro d’Italia, que vai homenagear o 160º aniversário da unificação da Itália, celebrará o 90º aniversário do lançamento da camisa rosa do líder da corrida, com um logotipo especial na maglia rosa deste ano.

Primeira semana
O Giro d’Italia vai começar na capital do Piemonte, em Turim. A primeira etapa será um contrarrelógio individual de 9 km. No dia seguinte será a vez dos velocistas, na etapa de Stupinigi (Nichelino) a Novara (173 km). No terceiro dia no Piemonte, o pelotão vai largar de Biella e terminar em Canale, após um percurso de 187 km.

A primeira subida será em Sestola, na etapa 4, que começa em Piacenza. Em seguida, os velocistas vão lutar pela etapa 5 (Modena-Cattolica), na quarta-feira, 12 de maio.

A seguir vem um etapa dura com 3.400 metros de ganho de elevação das cavernas Frasassi a Ascoli Piceno (San Giacomo), com dois prêmios de montanha, um na metade do caminho e outro no final, a 1.090 m de altura. Na 7ª etapa, de Notaresco aTermoli, os ciclistas vão percorrer 178 km em um trajeto rápido e plano.

No sábado, 15 de maio, a 8ª etapa, de Foggia a Guardia Sanframondi, com 173 quilômetros, terá 3.400 m de escalada. E, no domingo, a 9ª etapa vai contar com uma subida inédita em Abruzzo, no Campo Felice. Esta etapa, que começa em Castel di Sangro, possui 3.400m de ganho de elevação e inclui três prêmios de montanha antes da subida final.

A 10ª etapa, na segunda-feira, 17 de maio, de L’Aquila a Foligno, será mais um dia rápido e veloz antes do primeiro dia de descanso.

Segunda semana
A corrida será retomada na quarta-feira, 19 de maio, com a 11ª etapa, de Perugia a Montalcino (Brunello di Montalcino Wine Stage), com uma primeira metade ondulante, seguida de uma segunda parte de 70 km, dos quais 35 km será em estrada de cascalho.

A etapa 12, de Siena a Bagno di Romagna (a etapa Bartali), prestará homenagem a dois homens especiais do ciclismo: Gino Bartali e Alfredo Martini. A corrida passará pela Ponte a Ema e Sesto Fiorentinoa, terminando em Bagno di Romagna após três grandes prêmios de montanha e 3.700m de escalada.

A etapa 13 será dedicada à memória de Dante Alighieri, no 700º aniversário da sua morte, levando o grupo de Ravenna (onde o poeta estsá sepultado) a Verona, onde se espera uma chegada rápida.

No sábado, 22 de maio, o pelotão ruma ao poderoso Zoncolan do lado do Sutrio para a etapa 14. O Giro escalou pela última vez por aquele lado em 2003, com vitória de Gilberto Simoni.

A etapa 15 de Grado a Gorizia, será um dia perfeito para os sprintistas e terá um percurso de três voltas, que cruzará para a vizinha Eslovênia. Por fim, a etapa 16, de Sacile a Cortina d’Ampezzo, na segunda-feira, 24 de maio, encerrará a segunda semana de corridas. Esta será a etapa das Dolomitas deste ano e inclui o Passo de Fedaia (Montagna Pantani), o Passo de Pordoi (Cima Coppi) e o Passo de Giau em seu curso, antes de seguir para Cortina.

Terceira semana
Após um segundo dia de descanso, o Giro começará novamente na etapa 17 com mais um dia nas montanhas, de Canazei a Sega di Ala (uma subida sem precedentes para a corrida). Os ciclistas vão escalar o San Valentino Pass antes da subida final.

Em seguida, a etapa 18, de Rovereto a Stradella, terá os quilômetros finais na subida ao Oltrepò Pavese. Já a 19ª etapa começará em Abbiategrasso e terminará no Alpe di Mera em Valsesia (uma nova etapa final para o Giro). A etapa, com seus 3.700m de ganho de altitude, inclui também as escaladas Mottarone e Colma di Varallo.

No penúltimo dia, com 4.800m de ganho de altitude, a corrida terá início em Verbania antes de terminar em Alpe di Motta, no Vale Spulga de Valtellina. Os ciclistas enfrentarão a passagem de San Bernardino e a passagem de Spluga, duas subidas que levarão o pelotão a mais de 2.000 metros de altura.

A grande final será no domingo, 30 de maio, com um contrarrelógio individual de 29,4 km que começará em Senago e terminará no Duomo de Milão.

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