Fleche Wallone: Alaphilippe bate Roglic e é tricampeão

HomeCompetições

Fleche Wallone: Alaphilippe bate Roglic e é tricampeão

Francês que já venceu a prova em 2018 e 2019 acelerou nos metros finais e ultrapassou Roglic na chegada no Mur de Huy; Valverde ficou em 3º

Alaphilippe vence a Fleche Wallone pela 3ª vez

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação/ASO

O campeão mundial Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quickstep) conquistou nesta quarta-feira (21 de abril) sua terceira vitória na clássica Flèche Wallonne. O francês respodeu ao ataque de Primoz Roglic (Jumbo-Visma), acelerou e ultrapassou o esloveno no Mur de Huy. Alejandro Valverde (Movistar), que também respondeu ao ataque no último quilômetro, ficou em 3º, a 6 segundos.

A 85ª edição da corrida nas Ardennes teve 193,6 quilômetros de percurso, com 12 subidas categorizadas e o temido Mur de Huy na chegada. Roglic foi o primeiro a atacar, a 350 metros da chegada, cujo trecho mais íngreme tem duros 19% de inclinação. Alaphilippe, que já venceu a prova em 2018 e 2019, respondeu rapidamente, seguido por Valverde, que já venceu a disputa cinco vezes.

Roglic e Alaphilippe no trecho final

“A equipe fez um ótimo trabalho o dia todo e no final eu sabia o que tinha que fazer. Doeu”, disse Alaphilippe. “Consegui escalar o Mur de Huy nas primeiras posições e depois foram as pernas que fizeram a diferença. Sabia que não ia ser fácil com Roglic e com Valverde, mas consegui.”

“Havia muito mais ciclistas do que o normal na chegada e eu sabia que tinha que entrar bem posicionado. Fiz o que podia. Mas acho que o terceiro lugar é uma boa motivação para a Liège-Bastogne-Liège no domingo”, disse Valverde, que completará 41 anos justamente no domingo. No final da corrida, ao ser perguntado se essa teria sido sua última vez na Fleche, o espanhol respondeu que ainda não se decidiu sobre a próxima temporada.

A prova que no ano passado, por causa da pandemia, foi disputada em setembro, largou sem a equipe UAE Emirates, de Marc Hisrchi, vencedor de 2020, e Tadej Pogacar, após dois testes positivos de Covid-19 no staff.

A disputa começou com uma fuga com Loïc Vliegen (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), Petr Rikunov (Gazprom-RusVelo) e Arne Marit (Sport Vlaanderen-Baloise). Mais à frente, Alex Howes (EF Education-Nippo), Sylvain Moniquet (Lotto-Soudal), Sander Armée (Qhubeka Assos), Maurits Lammertink (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) e Julian Mertens (Sport Vlaanderen-Baloise) assumiram a ponta. Após 85 km, a vantagem chegou a 5min.

Na Côte de Gives, a 80 km da meta, Howes teve problemas com a bike e ficou para trás.

Passagem pelo Mur de Huy

Os líderes atingiram o Mur de Huy pela primeira vez a 64 km do final. Howes teve novamente problemas mecânicos e pegou uma bike neutra para voltar para o grupo da frente. A corrida ficou mais disputada, com Sergio Higuita (EF-Nippo) forçando o ritmo. Howes parou novamente para pegar uma nova bike antes da Côte du Chemin des Gueuses, com 45 km para o final. Na segunda das três passagens pelo Mur de Huy, a 32km da meta, a fuga tinha apenas um minuto de vantagem.

Uma queda no pelotão derrubou um dos favoritos, Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), a 25 km do final. O vencedor do Giro d’Italia, Tao Geoghegan Hart, ajudou seu colega de equipe a voltar. O acidente desacelerou a perseguição, dando aos cinco escapados mais alguns segundos.

Quatro estavam na frente (Moniquet, Vervaeke, Lammertink e Armée) na passagem pelo topo do Ereffe, a 27 segundos do pelotão. Só Lammertink persistiu e seguiu sozinho até a base do Mur de Huy, mas foi alcançado a 1,4 km da meta.

Com os principais favoritos na frente, tudo poderia acontecer. Roglic estava na frente nos últimos 500 metros e atacou quando faltavam 350 metros. Alaphilippe e Valverde responderam imediatamente. Alaphilippe foi o mais forte e comemorou. “Desde o início da temporada não venci muitas vezes e queria muito levantar os braços de novo.”

Na Fleche Wallone das mulheres, a campeã mundial Anna van der Breggen (Team SD Worx) foi a vencedora, pela sétima vez consecutiva. Katarzyna Niewiadoma (Canyon-SRAM) foi a única que conseguiu seguir com a campeã mundial e as duas correram lado a lado até que Van der Breggen deu início ao sprint a 100 metros do final, distanciando rapidamente Niewiadoma e rumando para a vitória. Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo) terminou em 3º lugar, batendo Annemiek van Vleuten (Movistar).

Valverde, que venceu a prova cinco vezes, terminou em 3º

TOP 10
1 Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep 4:36:25
2 Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma m.t.
3 Alejandro Valverde (Esp) Movistar Team 0:00:06
4 Michael Woods (Can) Israel Start-up Nation 0:00:08
5 Warren Barguil (Fra) Team Arkea-Samsic 0:00:11
6 Thomas Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers m.t.
7 David Gaudu (Fra) Groupama-FDJ m.t.
8 Esteban Chaves Rubio (Col) Team BikeExchange m.t.
9 Richard Carapaz (Equa) Ineos Grenadiers m.t.
10 Maximilian Schachmann (Ale) Bora-Hansgrohe 0:00:16

ÚLTIMO KM

LEIA MAIS
Fleche Wallone no Bikemagazine

Site oficial do evento