Tour retira denúncia contra espectadora que provocou queda

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Tour retira denúncia contra espectadora que provocou queda

"Esta história foi exagerada, mas queremos lembrar a todos as regras de segurança na corrida", disse o diretor do Tour, Christian Prudhomme

A francesa na imagem momentos antes da queda na abertura do Tour

Do Bikemagazine
Foto: reprodução

A organização do Tour de France retirou o processo contra a espectadora que causou um grande acidente na etapa de abertura após colocar um cartaz com os dizeres “Allez opi omi” (em tradução livre “Vamos vovô e vovó”) durante a passagem do pelotão. “Estamos retirando nossa denúncia. Esta história foi exagerada, mas queremos lembrar a todos as regras de segurança na corrida”, disse o diretor do Tour, Christian Prudhomme.

“Se você vier para o Tour, você segura seu filho, segura seu animal de estimação e não atravessa a rua desatento. E, acima de tudo, você respeita os ciclistas – eles são os únicos que merecem aparecer na TV ao vivo”, completou.

 

A mulher foi identificada pela polícia francesa após cinco dias de buscas. Ela é francesa, tem 30 anos, e estava sob custódia em Landernau. No último sábado, depois de causar o que é considerado o maior acidente da história do Tour, a espectadora fugiu e os organizadores imediatamente apresentaram queixa. A francesa se apresentou espontaneamente na polícia declarando que era a responsável e disse que sua intenção era mandar uma mensagem aos avós, alemães, grandes fãs do Tour.

Nas imagens ao vivo é possível ver a mulher inclinada enquanto segura um cartaz de papelão para aparecer na televisão (relembre aqui). Por estar de costas, ela não percebeu o quão perto os ciclistas estavam e não retirou o cartaz a tempo da passagem do pelotão. O alemão Tony Martin foi o primeiro a cair e, na estrada estreita, muitos outros foram ao chão. Além de Sütterlin, o francês Cyril Lemoine (B&B Hotels-KTM) e o lituano Ignatas Konovalovas (Groupama-FDJ) também abandonaram por causa dos ferimentos. “Eu vi a mulher, vi a placa, mas não tive tempo para reagir”, disse Martin à imprensa.

“Temos que mostrar a todos que vêm ao Tour só para aparecer na TV que eles correm um grande risco se atrapalharem a corrida”, disse um policial ao jornal francês Le Parisien. “Por exemplo, os fantasiados que correm ao lado dos ciclistas. Eles não podem dizer que não foram avisados. Posso garantir que os policiais estão furiosos com essa história. Não haverá tolerância. E esta senhora será um exemplo.”

A mulher falou pela primeira vez, em declarações reproduzidas pela Gazzetta dello Sport. “Fui ridícula e estou envergonhada”, disse a espectadora, que afirmou estar “com medo das consequências”. Camille Miansoni, procuradora de Brest, explicou que seu ato “colocou em perigo terceiros falhando voluntariamente no cumprimento de obrigações de prudência e segurança, causando, de forma involuntária, lesões com um prognóstico que não excede os três meses”. A procuradora afirmou que a situação é punível com pena de prisão de até dois anos e que a investigação “não está fechada”.