Tóquio 2021: Pidcock é ouro no MTB; Avancini termina em 13º

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Tóquio 2021: Pidcock é ouro no MTB; Avancini termina em 13º

Britânico de 21 anos é o mais jovem competidor da modalidade a vencer a prova olímpica; Van der Poel caiu na primeira volta e abandonou

Pidcock na disputa do MTB dos Jogos de Tóquio

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação/UCI/ SwPix

O britânico Thomas Pidcock conquistou nesta segunda-feira (26 de julho) a medalha de ouro da prova olímpica do mountain bike XCO dos Jogos de Tóquio. Pidcock, aos 21 anos, é o mais jovem competidor da modalidade a vencer a prova e garantiu a primeira medalha de ouro do MTB para a Grã-Bretanha. O suíço Mathias Flückiger ficou com a prata e o espanhol David Valero Serrano foi bronze.

Avancini largou forte, mas perdeu posições Foto: Jonne Roriz/COB

Henrique Avancini encerrou a disputa em 13º, o melhor resultado de um brasileiro na competição do MTB olímpico, e Luiz Henrique Cocuzzi ficou em 27º.

“Sempre demoro um pouco a entender o que acontece, minha percepção pós-prova não é a ideal. Eu estava muito tranquilo em relação a como eu poderia performar. Não consegui tirar tudo que meu corpo tinha pra dar e isso é muito ruim. Falo com muita segurança que cheguei na minha melhor forma física e não consegui entregar isso. Meu último treino na pista foi extremamente bom, me senti muito rápido no circuito. Não sei se essa é minha última participação ou não, mas não vim para adquirir experiência, vim pra entregar performance. A satisfação é pelo que trabalhei para estar aqui, mas fico decepcionado porque busquei defender o país da forma mais honrosa possível. Agora é tentar tirar o melhor proveito disso”, declarou Avancini.

Luiz Henrique Cocuzzi, estreante em Jogos Olímpicos, largou motivado, mas acabou enfrentando muitos trechos de “congestionamento”. “Eu levo muita coisa dos Jogos Olímpicos. Nessa prova você aprende no que tem que melhorar. O que eu aprendi com esses Jogos é que por mais que você treine, trabalhe, sempre temos algo a melhorar, um detalhe para acertar. Apesar de tudo, gostaria de agradecer o trabalho da comissão técnica e todos que ficaram torcendo no Brasil”, comentou Cocuzzi.

 

 

“Eu me senti muito bem. Treinei muito, sabia que estava em boa forma. Assim que a corrida começou, eu sabia que seria um bom dia”, contou Pidcock, que conquistou a vaga para a disputa na última hora, depois que a UCI (União Ciclística Internacional) decidiu dar uma vaga extra para o Reino Unido, que a direcionou ao MTB. “Não há nada que eu tenha feito para me classificar, então não foi uma conquista minha. É muito louco que me tornei um atleta olímpico e estava tentando dizer a mim mesmo no início da corrida o quanto é especial apenas estar aqui”, disse.

“Não é como qualquer outra corrida. As Olimpíadas simplesmente transcendem qualquer esporte. Você compete e representa seu país e todos no seu país estão com você, não importa quais esportes gostem. É apenas orgulho nacional, é inacreditável”, comemorou Pidcock, que daqui quatro dias festejará seu 22º aniversário.

Vale lembrar que depois de estrear na equipe de ciclismo de estrada Ineos Grenadiers nesta temporada, Pidcock teve de enfrentar uma fratura e uma cirurgia antes de chegar aos Jogos Olímpicos após uma queda durante um treino. (Relembre aqui)

Largada do MTB

Queda de Mathieu van der Poel na primeira volta

A disputa com sete voltas do circuito de 4,1 quilômetros começou com a forte queda do holandês Mathieu van der Poel, um dos favoritos. Van der Poel bateu em uma pedra e caiu pesadamente. Ele chegou a voltar para a corrida, mas abandonou logo depois e foi levado ao hospital para raio-X.

Avancini começou forte, com os suíços Schurter e Flückiger, mas perdeu o ritmo na segunda volta. Pidcock fez seu primeiro ataque no final da segunda volta e voltou a acelerar mais duas vezes no trecho de subida da terceira volta.

Schurter foi o primeiro a perder tempo depois do movimento de Pidcock, mas Flückiger segurou o ritmo até a quarta volta. Na quinta volta, conseguiu avançar e a diferença entre eles caiu para 3 segundos. Mas, quando Flückiger desmontou em uma subida dura, Pidcock acelerou novamente e aumentou sua vantagem para 11 segundos.

Desse ponto em diante, o ouro estava perto. A uma volta do final, o britânico estava com 14 segundos de vantagem sobre Flückiger. Na batalha pelo bronze estavam David Valero, Schurter, Anton Cooper (Nova Zelândia) e Victor Koretzky (França). Ondrej Cink (República Tcheca) também estava na briga, mas um furo no pneu traseiro o tirou da disputa.

Pidcock acabou cruzando a linha 20 segundos à frente de Flückiger, com o tempo de 1h25min14s, e o espanhol David Valero faturou a disputa pelo 3º lugar, a 34 segundos. O suíço Nino Schurter, vencedor nos Jogos Rio-2016, ficou em 4º lugar.

A emoção do vencedor

Pódio do MTB dos Jogos de Tóquio

RESULTADO
1 Tom Pidcock (GBr) 1:25:14
2 Mathias Flueckinger (Sui) 0:00:20
3 David Valero Serrano (Esp) 0:00:34
4 Nino Schurter (Sui) 0:00:42
5 Victor Koretzky (Fra) 0:00:46
6 Anton Cooper (NZl)
7 Vlad Dascalu (Rom) 0:00:49
8 Alan Hatherly (RSA) 0:01:19
9 Jordan Sarrou (Fra) 0:01:36
10 Milan Vader (Hol) 0:02:07

11 Anton Sintsov (Rússia) 0:02:27
12 Filippo Colombo (Sui) 0:02:50
13 Henrique Avancini (Bra) 0:02:55
14 Christophe Blevins (EUA) 0:02:59
15 Jofre Cullell Estape (Esp) 0:03:02
16 Martin Vidaurre Kossmann (Chi) 0:03:19
17 Maximilian Foidl (Aut) 0:03:31
18 Jens Schuermans (Bel) 0:03:53
19 Bartlomiej Wawak (Pol) 0:03:56
20 Gerhard Kerschbaumer (Ita) 0:04:34
21 Maximilian Brandl (Ale) 0:04:35
22 Sebastian Fini Carstensen (Din) 0:05:14
23 Jose Gerardo Ulloa Arevalo (Mex) 0:05:43
24 Erik Haegstad (Nor) 0:06:00
25 Luca Braidot (Ita) 0:06:16
26 Peter Disera (Can) 0:06:31
27 Luiz Henrique Cocuzzi (Bra) 0:07:07
28 Manuel Fumic (Ger) 0:07:14
29 Kohei Yamamoto (Jap) 0:07:21
30 Daniel McConnell (Aus) 0:07:58
31 Alex Miller (Nam) 0:09:12
32 Andras Parti (Hun) 0:10:19
33 Schlomi Haimy (Isr) 0:11:44
34 Nadir Colledani (Ita) 1 volta
35 Periklis Iliias (Gre) 3 voltas
36 Peng Zhang (Chn) 3 voltas

DNF Ondrej Cink (Cze)
DNF Mathieu van der Poel (Hol)

 

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