Tour: quarta-feira tem escalada dupla inédita ao Mont Ventoux

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Tour: quarta-feira tem escalada dupla inédita ao Mont Ventoux

Uma das escaladas ícones da história do ciclismo será a estrela da 11ª etapa; no final de semana pelotão chega aos Pirineus e ao ponto mais alto do Tour 2021

Uma das etapas mais esperadas do Tour, a 11ª disputa terá escalada dupla ao Ventoux

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

A segunda semana do Tour de France 2021 é uma das mais esperadas – e temidas. Após a 10ª etapa, um dia para velocistas, nesta terça-feira (6 de julho), de Albertville a Valence, com 190,7 km, na quarta-feira (7 de julho) chega a hora da escalada dupla ao Mont Ventoux (a primeira com 22 km de extensão e inclinação média de 5,1% e a segunda com 15,7 km a 8,8%), um dos ícones da história do ciclismo.

A 11ª etapa, de Sorgues a Malaucene, com 198,9 km, traz o Ventoux de volta ao trajeto do Tour depois de quatro anos. O “Gigante da Provence”, a 1.910 metros de altitude, vai ser escalado duas vezes pela primeira vez na história da corrida e a etapa vai terminar em descida, o que não ocorria desde 1994.

 

Vale destacar que, em junho, durante a prova Mont Ventoux Denivele Challenge, o colombiano Miguel Angel López (Movistar) venceu a terceira edição da corrida de um dia ao atacar a 12 km da chegada e conquistar vitória solo, com 2min26s de vantagem.

“Superman” Lopez marcou o tempo de 4h30 no percurso de 153 km até o topo e quebrou o recorde de tempo entre o vencedor e o segundo nas encostas do Mont Ventoux que era de Richard Virenque desde seu sucesso no Tour de France 2002, quando derrotou Alexandre Botcharov por 1min58s. Nesta edição do Tour, Lopez ainda não se destacou e está em 45º na classificação geral, a 54 minutos do líder Tadej Pogacar (UAE Emirates).

“Superman” Lopez na escalada ao Ventoux em junho

Mas o australiano Ben O’Connor (AG2R Citroën), vencedor da 9ª etapa do Tour no último domingo, que foi o 4º colocado na prova do Ventoux, ocupa a 2ª colocação da geral do Tour 2021, a 2min01s de Pogacar. Caso esteja bem recuperado do esforço da conquista solo, pode dar trabalho ao camisa amarela esloveno.

Memorial no Mont Ventoux lembra o ciclista britânico Tom Simpson

O Ventoux é histórico no Tour e uma tragédia marcou a competição para sempre. No dia 13 de julho de 1967, na 13ª etapa da prova, um ciclista caiu a 2 quilômetros do topo. Era Tom Simpson, primeiro britânico a vestir a camisa amarela. Sob forte calor, o atleta passou mal e morreu ali mesmo, aos 29 anos, após receber socorro médico. Exames feitos após a sua morte indicaram que ele teria usado drogas para melhorar sua performance e que, em seu sangue, havia evidências de álcool e anfetaminas.

Nas imagens da época, Simpson, campeão mundial em 1965, aparece cambaleando sobre sua bike e é ajudado por espectadores. Metros adiante ele cai na estrada. No bolso traseiro de sua camisa foram encontrados dois vidros de anfetaminas, de uso liberado naquela época. O local da morte de Simpson é lembrado com um memorial de granito onde se lê a epígrafe: “Ponham-me de volta em minha bicicleta”, as últimas palavras ditas pelo ciclista.

Tom Simpson foi o primeiro britânico a vestir a camisa amarela do Tour

Depois do Ventoux, o Tour continua com duas etapas para velocistas. Na quinta-feira, a 12ª etapa, com 159,4 km, entre St-Paul-Trois e Chateaux Nimes, dará um respiro aos escaladores em um percurso por estradas abertas.

A 13ª etapa, na sexta-feira, de Nimes a Carcassonne, com 219,9 km, será mais uma etapa veloz, que largará das arenas romanas consideradas as mais bem preservadas do mundo e vai terminar nas torres de Carcassonne, no coração da cidade medieval que faz parte do patrimônio mundial da Unesco.

A partir da 14ª etapa começa a jornada aos Pirineus

A 15ª etapa vai ao ponto mais alto do Tour 2021, a 2.408 m

E então chega o final de semana e os Pirineus. O percurso da 14ª etapa, no sábado, de Carcassonne a Quillan, com 183,7 km, segue sem grandes desafios até Lavelanet, mas a partir de Montségur tem muito sobe e desce, com escaladas técnicas, antes do Col de la Croix des Morts e do Col de Saint-Louis.

No domingo, a 15ª etapa, de Céret a Andorre-la-Vieille, com 191,3 km, será uma das etapas mais desafiadores do Tour, com passagem pelo Col de Puymorens, Port d’Envalira e Col de Beixalis, escaladas tão difíceis de subir quanto de descer. O Port d’Envalira, com 10,7 km a 5,9%, será o ponto mais alto do Tour 2021, a 2.408 metros de altitude.

AS ETAPAS
Etapa 1 – 26 de junho – Brest – Landerneau – 197,8 km
Etapa 2 – 27 de junho – Perros-Gueirec – Mûr-de-Bretagne – 183,5 km
Etapa 3 – 28 de junho – Lorient – Pontivy – 182,9 km
Etapa 4 – 29 de junho – Redon – Fougeres – 150,4 km
Etapa 5 – 30 de junho – Changé – Laval – 27,2 km contrarrelógio individual
Etapa 6 – 1 de julho – Tours – Chateauroux – 160,6 km
Etapa 7 – 2 de julho – Vierzon – Le Creusot – 249,1 km
Etapa 8 – 3 de julho – Oyonnax – Le Grand-Bornand – 150,8 km
Etapa 9 – 4 de julho – Cluses – Tignes – 144,9 km
Dia de descanso 1
Etapa 10 – 6 de julho – Albertville – Valence – 190,7 km
Etapa 11 – 7 de julho – Sorgues – Malaucene – 198,9 km
Etapa 12 – 8 de julho – St-Paul-Trois – Chateaux Nimes – 159,4 km
Etapa 13 – 9 de julho – Nimes – Carcassonne – 219,9 km
Etapa 14 – 10 de julho – Carcassonne – Quillan – 183,7 km
Etapa 15 – 11 de julho – Céret – Andorre la Vieille – 191,3 km
Dia de descanso 2
Etapa 16 – 13 de julho – Pas de la Case – Saint-Gaudens 169 km
Etapa 17 – 14 de julho – Muret – Saint Lary Soulan-Col du Portet 178,4 km
Etapa 18 – 15 de julho – Pau – Luz Ardiden 129,7 km
Etapa 19 – 16 de julho – Mourenx – Libourne 207 km
Etapa 20 – 17 de julho – Libourne – Saint-Emilion – 30,8 km Contrarrelógio individual
Etapa 21 – 18 de julho – Chatou – Paris-Champs-Élysées 108,4 km

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