Finalmente, a Paris-Roubaix: clássica será neste domingo

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Finalmente, a Paris-Roubaix: clássica será neste domingo

Após ser cancelada em 2020 e remarcada em 2021, a Monumento mais prestigiada do ciclismo está de volta e terá pela primeira vez uma edição feminina

Sagan, campeão de 2018, terminou em 5º lugar a prova de 2019

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Uma semana após o Mundial de Ciclismo, o pelotão está de volta para a disputa de uma das mais esperadas e prestigiadas corridas de um dia do ciclismo mundial: a Paris-Roubaix. A 118ª edição da Clássica Monumento será neste domingo (3 de outubro), depois de ter sido cancelada em 2020 e remarcada por causa da pandemia em 2021. A corrida, que costuma ser realizada em abril, na Primavera europeia, agora será disputada no início do Outono.

A Paris-Roubaix terá largada domingo às 11h (hora local), 6h no horário de Brasília, em Compiègne. O percurso será de 257,7 km, dos quais 55 quilômetros são em pavés, os temidos paralelepípedos, espalhados por 30 trechos (em 2019, foram 54,5 km em 29 trechos).

Em 2021 haverá ainda pela primeira vez uma Paris-Roubaix feminina, que será no sábado (2 de outubro), com largada em Denain e percurso de 116,4 km, dos quais 29,2 km em 17 trechos de paralelepípedos, sendo os últimos 85 km iguais para as duas provas.

Ambas chegadas serão no tradicional velódromo de Roubaix.

 

O percurso passou por pequenos ajustes. O pelotão passará pela primeira vez pelos paralelepípedos, como de costume, após 100 km rodados. Mas, ao contrário da edição de 2019, o trecho de  Vertain será abordado na direção oposta ao usual, o que significa que o pelotão terá que subi-lo.

Percurso da Paris-Roubaix 2021

O trecho Hameau du Buat, que estreou em 2005 e foi percorrido pela última vez em 2016, está de volta ao percurso. Logo depois vem um desnível de 30 quilômetros até o Trouée d’Arenberg (Km 162,4), que frequentemente testemunha movimentações importantes na corrida, assim como em Mons-en-Pévèle (após 209,1 km) e o Carrefour de l’Arbre (após 240,5 km).

Chamada de “Inferno do Norte”, a Paris-Roubaix começou a ser disputada em 1896. Dois belgas detém o prêmio de maiores vencedores da corrida: Roger De Vlaeminck venceu quatro vezes na década de 1970 e Tom Boonen completou seu quádruplo entre 2005 e 2012. Mas o quadro de honra está repleto de grandes nomes da história do ciclismo, de Eddy Merckx e Sean Kelly a Johan Museeuw e Fausto Coppi. No pelotão atual, vale destacar que ninguém venceu a corrida mais de uma vez.

Passagem do pelotão por Arenberg na Paris-Roubaix 2018

Classificação
Com base na última inspeção do percurso, realizada em 28 de setembro pelo diretor da corrida Thierry Gouvenou e pelo diretor da corrida feminina Franck Perque, os organizadores atribuíram uma classificação de dificuldade a cada um dos trechos de paralelepípedos, com base em comprimento, rregularidade dos paralelepípedos e localização. Os classificados com cinco estrelas permanecem o Trouée d’Arenberg, Mons-en-Pévèle e o Carrefour de l’Arbre.

Os 30 setores de paralelepípedos de Paris-Roubaix

30 : Troisvilles to Inchy (km 96,3 – 2,2 km) ***
29 : Viesly to Quiévy (km 102,8 – 1,8 km) ***
28 : Quiévy to Saint-Python (km 105,4 – 3,7 km) ****
27 : Saint-Python (km 110,1 – 1,5 km) **
26 : Haussy to Saint-Martin-sur-Écaillon (km 116,6 – 0,8 km) **
25 : Saint-Martin-sur-Ecaillon to Vertain (km 120,9 – 2,3 km) ***
24 : Capelle to Ruesnes (km 127,3 – 1,7 km) ***
23 : Artres to Quérénaing (km 136,3 – 1,3 km) **
22 : Quérénaing to Maing (km 138,1 – 2,5 km) ***
21 : Maing to Monchaux-sur-Ecaillon (km 141,2 – 1,6 km) ***
20 : Haveluy to Wallers (km 154,2 – 2,5 km) ****
19 : Trouée d’Arenberg (km 162,4 – 2,3 km) *****
18 : Wallers to Hélesmes (km 168,4 – 1,6 km) ***
17 : Hornaing to Wandignies (km 175,2 – 3,7 km) ****
16 : Warlaing to Brillon (km 182,7 – 2,4 km) ***
15 : Tilloy to Sars-et-Rosières (km 186,2 – 2,4 km) ****
14 : Beuvry-la-Forêt to Orchies (km 192,5 – 1,4 km) ***
13 : Orchies (km 197,5 – 1,7 km) ***
12 : Auchy-lez-Orchies to Bersée (km 203,6 – 2,7 km) ****
11 : Mons-en-Pévèle (km 209,1 – 3 km) *****
10 : Mérignies to Avelin (km 215,1 – 0,7 km) **
9 : Pont-Thibault to Ennevelin (km 218,5 – 1,4 km) ***
8 : Templeuve – L’Epinette (km 223,9 – 0,2 km) *
8 : Templeuve – Moulin-de-Vertain (km 224,4 – 0,5 km) **
7 : Cysoing to Bourghelles (km 230,8 – 1,3 km) ***
6 : Bourghelles to Wannehain (km 233,3 – 1,1 km) ***
5 : Camphin-en-Pévèle (km 237,8 – 1,8 km) ****
4 : Carrefour de l’Arbre (km 240,5 – 2,1 km) *****
3 : Gruson (km 242,8 – 1,1 km) **
2 : Willems to Hem (km 249,5 – 1,4 km) ***
1 : Roubaix – Espace Charles Crupelandt (km 256,3 – 0,3 km) *

CONFIRA
A reportagem do Bikemagazine já visitou (e pedalou!) em Roubaix e também visitou os icônicos chuveiros que levam as placas de seus grandes campeõs. Veja reportagem aqui

Gilbert em trecho de pavé em 2019

VENCEDORES RECENTES
2019: Philippe Gilbert (Bel) Deceuninck-QuickStep
2018: Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe
2017: Greg Van Avermaet (Bel) BMC Racing
2016: Mathew Hayman (Aus) Orica-GreenEdge
2015: John Degenkolb (Ale) Giant-Alpecin
2014: Niki Terpstra (Hol) Etixx-QuickStep
2013: Fabian Cancellara (Sui) RadioShack
2012: Tom Boonen (Bel) Omega Pharma-QuickStep
2011: Johan Vansummeren (Bel) Garmin-Cervelo
2010: Fabian Cancellara (Sui) Saxo Bank
2009: Tom Boonen (Bel) QuickStep
2008: Tom Boonen (Bel) QuickStep
2007: Stuart O’Grady (Aus) Team CSC

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