Flanders 2021: Vinicius Rangel fala sobre o 9º lugar na Sub 23

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Flanders 2021: Vinicius Rangel fala sobre o 9º lugar na Sub 23

Ciclista de cabo Frio, de 20 anos, conquista seu primeiro Top 10 no Campeonato Mundial: "Poderia ter sido ainda melhor, fiquei preso no trecho final"

Vinicius Rangel no Mundial de 2019

Dani Prandi/Do Bikemagazine
Fotos de arquivo

Vinicius Rangel conquistou nesta sexta-feira (24 de setembro) o 9º lugar na prova de estrada da Sub 23 do Mundial de Ciclismo, disputado em Flanders, na Bélgica. “Foi o melhor resultado, mas poderia ter sido ainda melhor. Fiquei preso no trecho final e não consegui passar”, contou ao Bikemagazine logo após a prova.

“Disputar o Mundial nunca é fácil, mas foi tudo bem”, disse Vinicius, que no Mundial de 2019, na Inglaterra, sofreu uma queda e terminou em 48º, quando ainda disputava na categoria Junior. Em Innsbruck, na Áustria, em 2018, o brasileiro foi o 30º, também na Junior.

Antes da prova, nas redes sociais, circulou a informação de que Vinicius tinha sido contratado pela equipe Movistar. Mas ele desmentiu. “Quem me dera, mas ninguém da equipe veio falar comigo”, afirmou.

Vinicius, que é de Cabo Frio (RJ) e hoje integra a equipe espanhola Telco.m/On Clima, tem 20 anos e, em 2018, em Innsbruck, conheceu o ciclista olímpico (Moscou-1980 e Seul-1988) e treinador Antonio Silvestre, que o indicou para a equipe Valverde Team-Terra Fecundis, projeto de Alejandro Valverde voltado às categorias de base. Até hoje, Silvestre está presente em sua carreira. “Só tenho a agradecer ao Silvestre, hoje ele me ajudou muito, foi mecânico, massagista, foi o meu apoio”, contou.

Em 2019, sua estreia com a Valverde Team-Terra Fecundis foi além das expectativas. Quatro dias após desembarcar na Espanha, o brasileiro estava no pelotão da Volta Ciclista Al Penedés, na Catalunha, da categoria Junior. Encarou o desafio, venceu a etapa rainha, a classificação geral e as classificações de montanha e por pontos.

No pelotão da Volta de San Juan com a seleção brasileira

No começo da temporada de 2020, Vinicius disputou suas primeiras provas na Elite do ciclismo profissional, quando integrou a seleção brasileira no Giro del Sol e na Volta de San Juan, ambas na Argentina. Foi por causa de sua participação em San Juan que ele encerrou a temporada 2020 como o único brasileiro no ranking mundial do ciclismo de estrada da UCI, após encerrar a disputa em 5º lugar na categoria Sub 23 e conquistar 5 pontos, que acabaram garantindo ao Brasil um lugar no ranking das nações, na 92ª colocação entre os 94 países que pontuaram, duas colocações a menos em relação a 2019.

Mas 2020 não saiu como o planejado. Veio a pandemia coronavírus, o lockdown e a maioria das corridas foi cancelada. O Mundial de Ciclismo, disputado em Ímola, na Itália, não incluiu a categoria Sub 23, que era a única vaga que o Brasil tinha. O ciclista voltou para casa e continuou treinando, participando de corridas e esperando a hora de retornar para a Europa.

Mas, ainda por causa da pandemia, Vinicius não conseguiu voltar para a Espanha no início de 2021, como havia planejado. “Só consegui retornar em julho e aí fui para a equipe que estou hoje”, conta o brasileiro, que venceu a Volta a Cantabria e a Volta a Salamanca (relembre aqui) no início de setembro e, na próxima semana, retorna às corridas com a Telco.m/On Clima. Por enquanto, não planeja voltar ao Brasil.

A prova da Sub 23 em Flanders foi vencida pelo italiano Filippo Baroncini. Leia mais aqui

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