Tour de France 2022 terá Alpe d’Huez, Pirineus e paralelepípedos

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Tour de France 2022 terá Alpe d’Huez, Pirineus e paralelepípedos

Percurso da próxima edição da prova, de 1º a 24 de julho, foi apresentado em Paris; competição vai largar da Dinamarca

Alaphilippe, Pogacar e Cavendish na apresentação do Tour 2022

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação/ASO

O percurso do Tour de France de 2022 foi apresentado nesta quinta-feira (14 de outubro) em Paris, novamente com uma cerimônia no Palais des Congrès, na qual estavam presentes o bicampeão Tadej Pogacar, o bicampeão mundial Julian Alaphilippe e o recordista em vitória em etapas Mark Cavendish.

A 109ª edição da corrida será realizada entre os dias 1º a 24 de julho e vai começar com um contrarrelógio de 13 km em Copenhaguen, na Dinamarca.

Pela primeira vez na história, as ciclistas do pelotão feminino participaram da cerimônia, que marcou o lançamento do primeiro Tour de France Femmes avec Zwift. A diretora da prova será Marion Rousse, ex-ciclista profissional, comentarista esportiva e esposa de Alaphilippe. A edição inaugural da corrida começa dia 24 de julho e vai terminar no dia 31 em La Planche des Belles Filles.

 

O Tour de 2022 volta ao Alpe d’Huez, terá uma etapa nos paralelepípedos da Paris-Roubaix, a subida a La Planche des Belles Filles logo na primeira semana e um contrarrelógio de 40 km na penúltima etapa.

O percurso foi considerado bem equilibrado, com altas montanhas, 53km de contrarrelógio, três etapas iniciais na Dinamarca, a etapa de paralelepípedos até Wallers-Arenberg, que vão exigir que os competidores em busca da classificação geral sejam completos, capazes de lutar nas subidas, nas estradas largas e no pavé.

O Tour 2022 terá início numa sexta-feira em Copenhague com uma crono de 13 km no centro da cidade, onde nomes como Filippo Ganna, Stefan Küng, Primoz Roglic e Wout van Aert poderão estar entre os favoritos a vestir a primeira camisa amarela. A 2ª etapa continua na Dinamarca, com uma rota até Nyborg e a terceira etapa viaja ao sul, até Sønderborg, ambas etapas em estradas expostas e frequentemente contornando a costa.

Depois do final de semana, o pelotão terá um raro primeiro dia de descanso na segunda-feira, depois dos três dias na Dinamarca. A competição retorna na terça-feira para a 4ª etapa, entre Dunquerque e Calais, na costa norte da França, que será um dia para velocistas.

A 5ª etapa será em Wallers-Arenberg, com alguns dos trechos dos paralelepípedos da Paris-Roubaix. O Tour correu pela última vez no pavé em 2018, quando John Degenkolb venceu a etapa.

A etapa terá 19,4 km de paralelepípedos, em 11 trechos, cinco dos quais inéditos tanto na Paris-Roubaix quanto no Tour de France.

La Planche des Belles Filles está de volta ao percurso

A rota então segue para a Bélgica, com a 6ª etapa com largada em Binche e chegada em Longwy, onde Peter Sagan levou a melhor sobre Julian Alaphilippe em 2017. O Tour vai para a região dos Vosges para sua primeira chegada ao alto, em La Planche des Belles Filles.

A etapa vai ultrapassar a chegada padrão, usada desde a sua estreia em 2010, e avançar nas pistas de cascalho íngremes no topo, que foram introduzidas pela primeira vez em 2019. Pogacar ficará sem dúvida feliz em retornar ao local onde arrebatou a vitória de Roglic em 2020.

No fim de semana, o pelotão segue para o sul em um terreno montanhoso para a Suíça para uma chegada em Lausanne na 8ª etapa. O dia seguinte começa na vizinha Aigle antes de voltar para a França, com chegada na estação de esqui de Châtel, depois de uma subida constante, na 9ª etapa.

A segunda-feira será de descanso e o pelotão retorna um dia depois para enfrentar três etapas nos altos Alpes. A 10ª etapa abre a segunda semana, com uma etapa alpina de Morzine a Megève, entre dois grandes resorts de esqui. A 11ª etapa começa em Albertville e termina em alta altitude no Col du Granon, acima da estação de esqui Serre Chevalier, perto de Briançon, a 2.400 m de altitude. A subida do Col du Granon mede 11,3 km e tem uma média de 9% de inclinação.

Surpreendentemente, o Granon só foi escalado uma vez no Tour, em 1986, quando Greg Lemond estava com a camisa amarela.

No dia 14 de julho, feriado do Dia Bastilha na França, o pelotão retorna ao Alpe d’Huez após uma ausência de quatro anos. A 12ª etapa será uma réplica exata da famosa etapa de 1986, que viu Greg LeMond e Bernard Hinault ombro a ombro, passando pelo lado mais fácil do Galibier e, em seguida, o Col de la Croix de Fer antes da subida final ao Alpe D’Huez, que mede 13,8 km a 8,1 % de inclinação.

Depois das montanhas, a 13ª etapa segue para o oeste para Saint-Etienne, em um dia que pode favorecer os sprintistas sobreviventes. No dia seguinte, a 14ª etapa será de Saint-Etienne a Mende e, no domingo, a 15ª etapa encerra a segunda semana entre Rodez a Carcassone, pelos campos de girassóis que já se tornaram uma das marcas da corrida. Será um final de semana para os velocistas e os escapados aparecerem.

Percurso do Tour 2020 nos Pirineus

A terceira e última semana começa com a 16ª etapa, até Foix, com duas subidas no final, até o topo do Port de Lers e do Mur de Peguère, antes da descida final.

As altas montanhas dos Pirineus marcam as disputas das 17ª e 18ª etapa, com chegada ao alto em Peyragudes e depois em Hautacam.

A 17ª etapa começa em Comminges e termina na íngreme Peyragudes. A etapa passa pelo Col d’Aspin, Hourquette d’Ancizan e Col de Val Louron-Azet antes da subida final (8 km a 7,8%) e última rampa super íngreme. Na 18ª etapa, mais um dia com chegada ao alto, em Hautacam, com 13,6 km a 7,8%. A etapa vai subir o Col d’Aubisque e o Col des Spandelles.

A 19ª etapa será um dia plano, entre Castelnau-Magnoac e Cahors, no norte da região de Occitanie. No dia seguinte, na 20ª e penúltima etapa, as cidades vizinhas de Lacapelle-Marival e Rocamadour vão receber o contrarrelógio individual final de 40 km, em um percurso pelos campos perto das cavernas Padirac.

O pelotão vai ser transferido para Paris na manhã de domingo para a tradicional etapa final em torno da capital francesa. A etapa começará no Thoiry Zoo Safari, a oeste da cidade, e terminar com as tradicionais voltas da Champs-Elysées e a coroação do vencedor de 2022 no pôr do sol.

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