Músicas de bike para ouvir pedalando

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Músicas de bike para ouvir pedalando

É sempre muito legal associar uma trilha sonora a sua atividade favorita

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação Pixabay

Hoje em dia, é comum fazer qualquer coisa ouvindo música. Cozinhando. Treinando. Trabalhando. E – Por que não? – pedalando!

É sempre muito legal associar uma trilha sonora a sua atividade favorita. A moda começou com jogadores de poker. Eles perceberam que uma playlist temática, tal como o próprio jogo, era capaz de tocar as emoções humanas com grande eficiência. Andar de bike enquanto ouve música – ou ouvir música enquanto anda de bike, depende do ponto de vista –tem potencial para ser uma atividade extremamente gratificante. Resguardados os cuidados que se deve ter com a segurança, plugue seu headset e prepare sua seleção, que a diversão vai ser em dobro. Aqui, algumas sugestões. Mas atenção: não é uma seleção de músicas inspiracionais para pedalar, mas sim de músicas com bicicleta no título. Porque inspiração, cada um tem a sua.

Começamos indo ao distante ano de 1967. Pink Floyd, antes de The Wall, explorava a psicodelia no álbum The piper at the gates of dawn. A faixa Bikes é um bom exemplo da maluquice sonora da época.

Pulando para 1978, encontramos Bicycle Race, do Queen, lançado como single do álbum Jazz. Não é o maior sucesso da banda mas – hei – eles têm muitos sucessos, não é? Fica difícil competir. E a música é energética, ajuda a botar força no pedal.

Outra banda que subiu na magrela foi Red Hot Chilli Peppers, com sua Bicycle Song, uma canção com jeitão de road music que, aliás, é uma das especialidades do grupo. Não foi um megahit mas, para justificar, o nome do álbum é B-Sides…

E se uma bicicleta é boa, o que dizer de nove milhões? Pois Nine million bicycles é o nome deste grande sucesso da cantora britânica Katie Melua. Lançado em 2005, arrebentou nas paradas inglesas e levou o álbum Piece by Piece a ser indicado a Gravação do Ano. O número assustadoramente alto se refere à quantidade de bicicletas em Pequim – uau!

E não muito longe da capital chinesa, mais precisamente na Coreia do Sul, a cantora Chungha lançou seu hit Bicycle. Uma boa adição para a playlist, com a pegada K-pop que assola o Brasil. Curiosamente, o nome do álbum da artista é Querencia – uma palavra pouco coreana… seria influência brazuca?

Depois de se dependurar no lustre em Chandelier, a incomum cantora Sia passou a andar de bicicleta. Ao menos é o que ela prega em sua canção Ride my Bike, que aposta fundo em um beat eletrônico. Boa escolha para a hora de pedalar na subida.

Nem só de inglês vivem as canções de bici. Há em espanhol, também. Carlos Vives fez dupla com a curvilínea Shakira na gravação de La Bicicleta que, quase surpreendentemente, é uma canção de amor. O que, em se tratando de Shakira, não surpreende.

O dominicano Juan Luis Guerra, criador do clássico Borbujas de Amor, tem uma canção de compasso rápido chamada El Niagara en Bicicleta. Não sabemos exatamente o que ele pretendia fazer ou dizer… todos estão convidados a ouvir e tentar descobrir.

E ok, ok. Vamos para o português. Há alguns títulos 100% nacionais que podemos incluir, como Bicicleta, de Marcos Valle. Um dos primeiros exemplares de música da geração saúde que surgiu no início dos anos 80 – junto com a ginástica aeróbica. Ouça para se sentir na praia do Pepê comendo um sanduíche natural.

Zé Neto e Cristiano gravaram uma canção de sofrência e miséria, e quem acabou pagando o pato foi a pobre bike. Bebi minha bicicleta é uma música tragicamente divertida, bem na onda da dor de cotovelo sertaneja.

A turma do axé também trouxe um representante para a playlist, com a Banda Kaçamba entoando a irreverente – como costuma ser o gênero – Saia e Bicicletinha. Algo sexy, algo debochada. Ou seja, bem brasileira.

Já a talentosa Vanessa da Mata criou Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias, um hino alto-astral para quem já quer ir fazendo o esquenta para o carnaval montado no selim. A canção também empresta o nome para o álbum, então essa vale dois pontos!

Por fim, vamos quebrar a regra e incluir uma música que não tem bicicleta no nome. Pelo menos não diretamente. Mas Magrela, de Atitude 67, tinha que entrar na playlist. Para se convencer, basta olhar o refrão:

Amo tudo que tem nela
Cada pneuzinho da magrela
No asfalto, na areia ou chão de terra
É uma declaração de amor
para a minha bicicleta.