Brasil Ride: Gustavo Xavier e Alex Malacarne vencem a 5ª etapa

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Brasil Ride: Gustavo Xavier e Alex Malacarne vencem a 5ª etapa

Dupla levou a melhor no sprint final sobre Edson Rezende e Ulan Galinski; liderança segue com Hans Becking e José Dias

Gustavo Xavier e Alex Malacarne comemoram a vitória – Foto de Rosita Belinky

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

A dupla formada pelos brasileiros Gustavo Xavier e Alex Malacarne voltou a vencer na ultramaratona Brasil Ride. Nesta quinta-feira (11 de novembro) Xavier e Malacarne levaram a melhor no sprint final e cruzaram a meta com o tempo de 5h31min37s. A segunda colocação ficou com Edson Rezende e Ulan Galinski, a 4 segundos. Hans Becking e José Dias completaram o pódio na terceira colocação, a 9 segundos. A etapa que começou em Guaratinga e terminou em Arraial d’Ajuda teve um total de 143km com 2.336m de altimetria acumulada.

Hans Becking (de amarelo) e Sherman Trezza – Foto Nicolas Ferri

Becking e Dias ampliaram a liderança na classificação geral e agora têm 18mn58s sobre Resende e Galinski. Xavier e Malacarne aparecem na terceira posição geral, a 23min07s, seguidos por Lukas Kaufmann e Sherman Trezza, a 26min47s.

Entre as mulheres, as alemãs Naima Diesner e Anna Jördens venceram a terceira etapa consecutiva e agora estão apenas 5 minutos atrás de Marcella Toldi e Lutecia Azevedo, após encerrarem o segundo dia 39 minutos atrás das líderes.

O dia foi marcado pela liderança de quatro duplas em grande parte do tempo na open: Periklis Ilias/Andreas Miltiadis (DMT Marconi II), que tiveram que enfrentar um problema na roda de Andreas, com 100km de prova, para deixar de disputar o pódio; Gustavo Xavier/Alex Malacarne (Specialized Racing BR), Edson Rezende/Ulan Galisnki (Caloi Henrique Avancini Racing); e Hans Becking/José Dias (Buff Scott MTB).

O grego Periklis Ilias – Foto Ney Evangelista

“Que etapa, que dia. Não sabia como iríamos nos sentir nesses mais de 140km, a maior corrida que já competimos no mountain bike, por isso não tínhamos certeza de nada. Sobrevivemos a primeira metade, que não tinha muita subida. Ao começar os planos, iniciamos o revezamento com Edson e Ulan. Decidimos no sprint final e felizmente vencemos. Foi surpreendente, inacreditável”, relatou Malacarne.

“Mais de 5 horas e meia, com 26km/h de média. Encaixamos um ritmo muito bom. No pelotão dos líderes, nós abrimos uma distância bem grande para os ciclistas perseguidores. Chegamos no sprint final com três duplas, numa ótima disputa. Temos mais duas etapas pela frente, mas encerro esse dia muito feliz, porque sou um ciclista focado em cross country olímpico. É gratificante demais conquistar essa vitória”, completou Xavier.

Pelotão no percurso da quinta etapa – Foto Mario Jordany

Novos líderes das Américas
Além de assumir a vice-liderança da ultramaratona, Edson Rezende e Ulan Galinski são agora os donos da camiseta branca, de melhor dupla das Américas. Esforço recompensado por estarem no Top 3 da prova em três das cinco etapas realizadas.

“Etapa mais longa da prova. Quem diz que é só plano, está enganado. Foi muito duro, com muita subida. O Edinho ditou o ritmo na primeira metade e se posicionou bem, por estar bem forte. Na segunda metade, ele revezou com a dupla da Specialized, porque nosso objetivo era o mesmo, tirar tempo do Sherman e do Lukas, para estarmos no Top 3”, comentou Ulan.

Edson Rezende no percurso – foto Ney Evangelista

“Etapa dura. O acumulado dos dias pesa muito, porque estamos com cinco dias de competição nas pernas. Queríamos vencer, mas também buscar brigar pela camiseta das Américas e subir no geral. Os rapazes da Specialized queriam a mesma coisa, por isso trabalhamos juntos. Não vencemos, mas foi no sprint. Por muito pouco. Tem mais dois dias, estamos felizes, mas sabemos que muito pode acontecer”, explicou Edson.

Alemãs diminuem a vantagem
Naima Diesner e Anna Jördens seguem apertando o cerco em relação às líderes da feminina, Marcella Toldi e Lutecia Azevedo. Se na segunda-feira (8), quando tiveram problemas técnicos, a diferença ficou em 39 minutos, agora apenas 5 minutos separam as duas duplas na busca pelo título.

“Perdi uma vida hoje”, disse Anna, em tom de brincadeira. “Faltando 45 minutos para a largada, fui para o pronto socorro porque não me sentia nada bem. Durante a corrida, a única coisa que eu via era era a roda traseira da Naima. No fim, me senti realmente bem e ela mal. A vida no ciclismo é assim. Assim é o jogo”, completou a alemã.

“As mesmas sensações tiveram as integrantes da equipe que lidera a disputa feminina. “Esta foi a mais dura de todas etapas para nós. Perdemos elas no começo, no primeiro ataque logo na subida. A Lutécia não estava bem no começo, e aí ela melhorou e eu piorei. Chegou um momento que esquecemos das adversárias. Até que chegamos num ponto de hidratação e recebemos a informação da distância e fomos para o tudo ou nada. Seguimos na liderança, com vantagem. Acho que nesta sexta-feira (12) a prova será praticamente decidida”, comentou Marcella.

Pandemia unindo pai e filho
Em sua sexta edição de Santander Brasil Ride Bahia, Claudio Hackenhaar está vivendo uma experiência para lá de especial. O empresário gaúcho, radicado em Porto Seguro há 24 anos, compete com seu filho, Murilo. E foi a pandemia de Covid-19 que possibilitou ao experiente ciclista correr com um estreante da ultramaratona. Com o início das medidas de restrição, Murilo trocou as saídas com os amigos pela bicicleta ao lado do pai. E, após tomar gosto, resolveu se arriscar na prova.

“Iniciei no ciclismo há um ano e meio, praticamente, no início da quarentena. Tivemos a ideia de fazer essa dupla e estamos aproveitando”, disse Murilo, de 26 anos. “Privilégio e sensação indescritível pedalar com meu pai. Acho que é algo bem raro isso acontecer, pai e filho de dupla. Quando precisa de técnica, eu só sigo ele, que me mostra o caminho das pedras. Já nas subidas, tenho que dar uma segurada para irmos juntos”, completou.

Murilo e Claudio Hackenhaar em Guaratinga – Foto Rosita Belinky

“Competi com amigos, depois com minha esposa, e agora com o meu filho. A mais difícil foi a primeira vez, na Chapada Diamantina, pela pouca experiência. Mas, todas tem seu nível de dificuldade e sempre surpreende. Finalizar com minha esposa em 2019, e agora estar com o Murilo, está sendo maravilhoso. Feliz e com o sentimento de privilégio. Para mim, um presente que estou me dando”, disse Claudio, de 48 anos.

“Quando veio a pandemia, ele não pode ir mais para as festas, caiu para cima da bike. É muito disciplinado e acredito que em 2022 ele virá forte, voando por conta, com um parceiro do nível dele”, finalizou.

RESULTADOS
Elite masculina:
1 – Gustavo Xavier / Alex Malacarne – 5h31min37
2 – Edson Rezende / Ulan Galinski – 5h31min41
3 – Hans Becking (HOL) / José Dias (POR) – 5h31min46
4 – Sherman Trezza / Lukas Kaufmann – 5h50min26
5 – Periklis Ilias (GRE) / Andreas Miltiadis (CYP) – 5h52min36

Elite feminina:
1 – Naima Diesner (ALE) / Anna Jördens (ALE) – 7h05min26
2 – Marcella Toldi / Lutecia Azevedo – 7h16min34
3 – Aline Olmedo / Lucinéia Brunetta – 7h41min46
4 – Laianna Lacerda / Natalia Radatz – 9h09min20
5 – Ada Pires / Raissa Zortea – 9h29min16

CLASSIFICAÇÃO GERAL APÓS 5 ETAPAS
Elite masculina:
1 – Hans Becking (HOL) / José Dias (POR) – 18h14min31
2 – Edson Rezende / Ulan Galinski – 18h33min29
3 – Gustavo Xavier / Alex Malacarne – 18h37min38
4 – Sherman Trezza / Lukas Kaufmann – 18h41min18
5 – Andrew Henriques (POR) / Filipe Francisco (POR) – 18h59min36

Elite feminina:
1 – Marcella Toldi / Lutecia Azevedo – 24h20min56
2 – Naima Diesner (ALE) / Anna Jördens (ALE) – 24min26min04
3 – Aline Olmedo / Lucinéia Brunetta – 28h56min58
4 – Ada Pires / Raissa Zortea – 33h20min52
5 – Laianna Lacerda / Natalia Radatz – 33h45min26

Os resultados completos estão no link: resultados.stopandgo.pro/653/Individual

AS ETAPAS
Etapa 1 – 7/11 – 19,5 km – Arraial d’Ajuda
Etapa 2 – 8/11 – 132 km – Arraial a Guaratinga – 2.350m de altimetria acumulada
Etapa 3 – 9/11 – 58,7 km – Guaratinga – 1.350m de altimetria acumulada
Etapa 4 – 10/11 – 103 km – Guaratinga – 2.377m de altimetria acumulada
Etapa 5 – 11/11 – 143 km – Guaratinga a Arraial – 2.336m de altimetria acumulada
Etapa 6 – 12/11 – 31,7 km – Arraial d’Ajuda – 564m de altimetria acumulada
Etapa 7 – 13/11 – 46 km – Arraial d’Ajuda – 548m de altimetria acumulada

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