Italiano Davide Rebellin morre atropelado aos 51 anos

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Italiano Davide Rebellin morre atropelado aos 51 anos

Veterano ciclista italiano que se manteve no pelotão desde 1992 havia anunciado aposentadoria há um mês e foi homenageado em clássica no Vêneto

Principais momentos da carreira de Rebellin na montagem de Giancarlo Gavazza

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O italiano Davide Rebellin morreu na manhã desta quarta-feira (30 de novembro), aos 51 anos, depois de ser atropelado por um caminhão enquanto treinava. Segundo a imprensa local, o ciclista morreu no local, em Montebello Vicentino, na região de Vicenza, pouco antes do meio-dia. O motorista que o atropelou não parou para socorro e a polícia ainda não o localizou.

Rebellin, natural de San Bonifacio, perto de Verona, havia encerrado sua longa carreira profissional há um mês na Veneto Classic, onde foi homenageado. Antes, esteve na primeira edição do Mundial de Gravel.

O ciclista iniciou sua carreira profissional em 1992 com o GB-MG Boys. Sua primeira vitória foi na Alemanha, na Hofbrau Cup, em 1993. Ficou no top 10 em sua primeira Monumento, o Giro da Lombardia, quando ainda corria como estagiário. Conquistou uma carreira de grande sucesso com uma vitória tripla sem precedentes nas Ardennes, vencendo a Amstel Gold Race, Flèche Wallonne e Liège-Bastogne-Liège em 2004.

Entre as suas vitórias estão ainda uma etapa do Giro D’Itália, da Tirreno-Adriatico e da Paris-Nice. Em 1996, usou a maglia rosa por cinco dias no Giro d’Italia, e terminou em sexto na geral.

Mas, vale lembrar, há um doping no currículo. O italiano perdeu a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 ao testar positivo para CERA, e entrou para a história como o primeiro atleta italiano a perder uma medalha olímpica. O ciclista cumpriu suspensão de dois anos e voltou em 2011.

Davide Rebellin com a camisa de líder do Tour da Turquia em 2015 Foto: Bikemagazine

As equipes World Tour se fecharam para ele, que buscou equipes pro continental e continuou competindo. Antes de se juntar à polonesa CCC em 2013, também correu com a Gerolsteiner, Liquigas e Francaise des Jeux. Em 2015, com a equipe CCC-Sprandi, venceu uma etapa do Tour da Turquia e vestiu a camisa de líder.

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