Strade Bianche: Tom Pidcock conquista vitória solo

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Strade Bianche: Tom Pidcock conquista vitória solo

Britânico começou a atacar a 45 km da chegada e, faltando 20 km para o final, seguiu sozinho e encerrou com 20 segundos de vantagem

Tom Pidcock é o campeão da Strade Bianche 2023

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação/LaPresse

Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), 23 anos, conquistou neste sábado (4 de março) vitória solo na Strade Bianche. O britânico começou uma série de ataques a partir dos últimos 45 km e começou uma escapada solo a 20 km da meta, mantendo a vantagem contra os perseguidores, entre eles Valentin Madouas (Groupama-FDJ) e Tiesj Benoot (Jumbo-Visma), que terminaram em 2º e 3º, a 20s e 22s respectivamente.

Nos 10km finais, os perseguidores, que contavam ainda com Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), Matej Mohoric (EAU Team Emirates) e Attila Valer (Jumbo-Visma), conseguiram reduzir a vantagem para 6 segundos, mas na descida, o britânico conseguiu abrir novamente, chegando a 30 segundos na frente para encerrar a disputa, na bela Piazzo del Campo, em Siena, com 20 segundos de vantagem.

Pidcock é agora o primeiro britânico a vencer a prova na Toscana, com 184 km de percurso, que ele terminou com o tempo de 4h31min41s (média de 40,636 km/h, a mais rápida das 17 edições da corrida, a marca anterior era de 2011, com 40,079 km/h). “Levarei algum tempo para pensar sobre o que aconteceu. Um ataque de tão longe não foi planejado, mas aproveitei o momento decisivo. Eu assumi a liderança e decidi continuar. Passei a semana inteira pensando que algo especial poderia acontecer e aconteceu.”

“Algumas vezes os perseguidores chegaram perto demais e eu pensei que tinha estragado tudo. Foi um dia muito rápido”, disse. A Strade Bianche é minha corrida favorita. Tudo é lindo, a paisagem, as estradas, o calor da multidão. O percurso se adequa às minhas características. Agora posso entrar nas próximas clássicas com menos pressão porque já ganhei uma corrida importante”, completou Pidcock.

“Tom Pidcock merece todos os elogios. O que ele fez foi fenomenal. Ele gastou muita energia, mas provou ser o mais forte. Lamento um pouco porque caí ao voltar ao grupo de Pidcock apenas 5 km antes seu ataque. Paguei as consequências desta queda até o fim. Meu objetivo para a temporada é vencer um clássico do World Tour, mas sei que no futuro voltarei aqui para Strade Bianche porque é uma corrida mágica”, disse Madouas, o segundo colocado.

Vitória solo para Tom Pidcock

No trajeto da Strade Bianche, na Toscana

No início da disputa, os ataques vieram da Movistar e UAE Emirates, mas foi Sven Erik Bystrøm (Intermarché-Circus-Wanty) quem conseguiu abrir uma brecha, acompanhado por Alessandro De Marchi (Team Jayco Alula). Iván Romeo (Movistar), de 19 anos, uma das grandes promessas da nova geração, chegou nos escapados e eles seguiram juntos, abrindo 6 minutos na frente faltando 80 km para o final.

À medida que a corrida avançava nos trechos de cascalho, o pelotão foi lentamente diminuindo a liderança da fuga, com o vento levando a corrida a uma impressionante velocidade média de 42,2 km/h nos primeiros 100 km. A 80km do fim, a diferença reduziu-se para cerca de quatro minutos, numa perseguição coordenada por Groupama-FDJ, EF Education-EasyPost, Trek-Segafredo e Soudal-QuickStep.

No setor 7, San Martino em Grania, fortes ataques reduziram a vantagem, mas também vieram quedas, como a de Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers) e Valentin Madouas (Groupama-FDJ) – embora Madouas tenha conseguido voltar rapidamente. Na marca dos 60km para o fim, a diferença era de apenas três minutos, e o pelotão começou a montar uma perseguição. Alberto Bettiol (EF Education-EasyPost) e Andrea Bagioli (Soudal-QuickStep) atacaram logo em seguida. Eles se juntaram a Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) e o trio perseguiu a dupla principal.

Pidcock no caminho para a vitória

Faltando 45 km para o final, Pidcock atacou e foi rápido em uma descida instável no setor de cascalho – sem surpresa, já que Pidcock tem muitas habilidades e títulos no ciclocross e no MTB. Alberto Bettiol não teve tanta sorte e caiu, conseguiu voltar mas logo abandonou a corrida. Pidcock estava com De Marchi, formando um grupo principal com Bystrøm.

Mas Bystrøm deu sinais de cansaço e perdeu contato e a partir daí foi um duelo entre Pidcock e De Marchi. O britânico, então, atacou no setor 9, em Monteaperti, para seguir sozinho nos 20 km finais. Apesar da pequena vantagem, Pidcock manteve a liderança nos 5 km finais e mostrou que a festa hoje era para ele.

Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), que estreou a temporada na estrada, terminou em 15º. “Sobrevivi bem nos trechos de cascalho mais difíceis, mas minhas pernas não estavam boas o suficiente para seguir o ataque decisivo”, comentou o holandês. “Não estou nem um pouco desapontado. Vou continuar melhorando minha forma na Tirreno-Adriático na próxima semana. Sabíamos que o período entre a Copa do Mundo de Ciclocross e a Strade Bianche seria curto. Tentei ser bom aqui, mas a melhor versão de mim ainda está por vir.”

TOP 10
1 –
Thomas Pidcock (Ineos Grenadiers) – 184 km em 4h31’41” (velocidade média 40,636 km/h)
2 – Valentin Madouas (Groupama – FDJ) a 00:20
3 – Tiesj Benoot (Jumbo-Visma) a 00:22
4 – Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) a 00:23
5  – Attila Valter (Jumbo-Visma) m.t.
6 – Matej Mohoric (Bahrain Victorious) a 00:34
7 – Pello Bilbao (Bahrain Victorious) a 01:04
8  – Romain Grégoire (Groupama-FDJ) a 01:18
9 – Davide Formolo (UAE Team Emirates) a 01:23
10 – Andreas Kron (Lotto Dstny) a 01:35

A CHEGADA

 

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