Tour de France 2023: confira percurso etapa a etapa e altimetrias

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Tour de France 2023: confira percurso etapa a etapa e altimetrias

Competição vai passar pelos cinco maciços montanhosos da França; Col de la Loze, a 2.304m, será o ponto mais alto da disputa

No trajeto do Tour de France 2022

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O “Grand Départ” do Tour de France 2023 será neste sábado (1º de julho) em Bilbao, na região autônoma do País Basco. Depois de três etapas no lado oeste dos Pirineus, o Tour retorna para a França para uma edição que vai passar pelos cinco maciços montanhosos franceses, que são os Pirineus, Massif Central, Jura, Alpes e Vosges. O Col de la Loze, a 2.304m, será o ponto mais alto de 2023.

No percurso de 2023, com 3.404 km, há três novas subidas, a primeira delas o Côte de Vivero na etapa inicial.

O Puy de Dôme, que não aparecia na rota da prova desde 1988, está de volta, na 9ª etapa, com as estradas novamente abertas ao pelotão do Tour após 35 anos. Em 2023 há apenas uma etapa de contrarrelógio, na 16ª etapa, que será nos Alpes, em altitude e em terrenos íngremes, de Passy até a estação de esqui Combloux em Haute-Savoie, com uma distância de 22,4 km.

Confira a seguir etapa a etapa com as altimetrias e comentários do diretor do Tour, Christian Prudhomme, sobre a edição de 2023.


Primeira semana

Bilbao recebe a etapa de abertura do Tour com um percurso de 182km. No primeiro dia, duas subidas, a inédita Vivero e o Côte de Pike, nos quilômetros finais, devem gerar alguma tensão.

“Opções não faltam aos atacantes. Com 3.300 metros de ganho vertical e um trampolim duplo onde podem ser criados desníveis nos 30 quilômetros finais no formato das subidas Vivero e Pike, a discussão sobre quem será o primeiro titular da camisa amarela vai se concentrar em atacantes com verdadeiro pedigree, aqueles capazes de tomar aliando instinto e poder”, analisa o diretor do Tour, Christian Prudhomme.

Abertura do Tour com largada e chegada em Bilbao

A 2ª etapa repete trechos da Clássica de San Sebastian

Na 2ª etapa, dia 2 de julho, o pelotão vai percorrer trechos da Clássica de San Sebastian no percurso de 208,9km entre Vitória-Gasteiz e San Sebastian. Assim como no primeiro dia, o percurso não vai facilitar a vida dos velocistas e a subida final do Jaizkibel, com 8,1km a 5,3% de inclinação média, deve fazer a diferença.

“Quem já correu a Clássica de San Sebastian estará em território familiar, especialmente na subida do Jaizkibel, que sempre desempenha um papel decisivo na seleção durante esta prova. Além do cume, há uma descida de 20 quilômetros”, destaca Prudhomme.

A 3ª etapa será a primeira oportunidade para os velocistas

A 3ª etapa, com 187,4km entre Amorebieta-Etxano e Bayonne, na segunda-feira, 3 de julho, o terceiro e último dia em solo espanhol, passa novamente por San Sebastian. Dia ideal para uma chegada em sprint, sem muitas complicações no terreno. “A corrida chega a solo francês e os velocistas estarão pela primeira vez em primeiro lugar. Será a vez do vencedor do primeiro sprint, o que é sempre um grande prestígio”, enfatiza o diretor do Tour.

A 4ª etapa, também para velocistas, terá circuito final em Nogaro

A 4ª etapa, de Dax a Nogaro, com 181,8km, na terça-feira, 4 de julho, será outra oportunidade para os velocistas, com circuito final em Nogaro, mas um trecho montanhoso na região de Gers pode ajudar um eventual grupo escapado. “A chegada no circuito automobilístico de Nogaro proporcionará ao vencedor da etapa um sucesso com um sabor raro. Os velocistas do pelotão certamente vão querer bater de frente na reta final de 800 metros”, diz Prudhomme.

A 5ª etapa marca a chegada aos Pirineus

A 5ª etapa, na quarta-feira, 5 de julho, com 162,7km entre Pau e Laruns, marca o primeiro dia nos Pirineus e o pelotão vai enfrentar as subidas do Col de Soudet e do Col de Marie Blanque. “Certamente teremos algumas respostas sobre a forma dos candidatos ao título”, destaca o diretor da corrida.

Na 6ª etapa, na quinta-feira, 6 de julho, com 144,9km entre Tarbes e Cauterets-Cambasque, as subidas se intensificam, com passagem pelo Aspin e pelo Tourmalet antes da chegada ao alto. “Atacantes em boa forma podem tentar conquistar a camisa amarela, já que a subida final ao Plateau du Cambasque não é um obstáculo intransponível, com uma inclinação média de 5,4% ao longo de 16 quilômetros”, diz Prudhomme.

A 6ª etapa terá passagens pelo Aspin e pelo Tourmalet

A 7ª etapa tem homenagem a Luis Ocaña

A 7ª etapa, na sexta-feira, 7 de julho, com 169,9km entre Mont-de-Marsan e Bordeaux, vai prestar homenagem a Luis Ocaña, “o espanhol de Mont-de-Marsan”, com a largada na cidade e a chegada em Bordeaux, onde se espera um sprint.

“A reta final de dois quilômetros ao longo do cais deve levar a uma vitória em alta velocidade até a linha de chegada perto da Place des Quinconces, aclamada pelo povo de Bordeaux como a maior da França”, destaca o diretor do Tour.

Subida curta no trecho final da 8ª etapa

O percurso da 8ª etapa, no sábado, 8 de julho, com 200,7km entre Libourne e Limoges, segue em direção ao Massif Central, mas será um dia para velocistas que aguentarem bem as alturas ou para ciclistas mais explosivos, capazes de superar as duras, mas curtas, rampas do trecho final. “Um sprint pode seguir outro, mas eles não são necessariamente os mesmos. Limoges pode trazer algumas surpresas, pois o final do dia certamente agradará aos velocistas capazes de acelerar em uma subida curta, mas difícil, para conquistar a vitória”, completa Prudhomme.

Tour retorna ao Puy de Dôme após 35 anos na 9ª etapa

No domingo, 9 de julho, a 9ª etapa encerra a primeira semana do Tour 2023 com um percurso de 182,4km entre Saint-Léonard-de-Noblat e o Puy de Dôme. A etapa promete ser espetacular, com o retorno 35 anos depois da última visita do pelotão ao Puy de Dôme, uma subida de 12 quilômetros a 7% de inclinação média.

“Não há dúvida de que a emoção do retorno ao Puy de Dôme 35 anos depois da última visita abrirá o apetite dos escaladores. Antes, o terreno acidentado de Auvergne terá minado as pernas muito antes do pelotão enfrentar essa subida formidável e majestosa. Nos 4 quilômetros finais, ao final de um dia com 3.600 metros de ganho vertical, o gradiente médio fica próximo a 12%”, destaca o diretor do Tour.

Segunda semana
Depois do primeiro dia de descanso, o pelotão retorna para a segunda semana do Tour na 10ª etapa, na terça-feira, 11 de julho. Serão 167,2km entre Vulcania e Issoire, já no Massif Central, com um percurso ideal para as fugas. “Mas será uma tarefa difícil entrar na fuga e, além disso, a passagem pela Chaîne des Puys deixará os mais fortes na frente”, analisa Prudhomme.

A 10ª etapa, já no Massif Central, tem percurso ideal para fugas

A 11ª etapa espera por uma chegada em sprint em Moulins

Na 11ª etapa, na quarta-feira, 12 de julho, o trajeto é de 179,8km entre Clermont-Ferrand e Moulins. A etapa deve terminar em sprint e consolidar os candidatos da camisa verde, da classificação por pontos. “Este será um dia histórico porque, com a chegada em Moulins, o Tour terá visitado todas as prefeituras da França continental. A reta de 1.300 metros no coração de Moulins deve ser ideal para os velocistas”, completa o diretor do Tour.

Croix Montmain e o Croix Rosier entre os desafios da 12ª etapa

A 12ª etapa, na quinta-feira, 13 de julho, com 168,8km entre Roanne e Belleville-en-Beaujolais, vai passar pelos vinhedos que produzem as as safras do vinho Beaujolais. Espera-se ação antes das subidas a Croix Montmain e ao Croix Rosier. “O final da subida pode muito bem produzir uma excelente competição de sprint entre um pequeno grupo”, completa Prudhomme, que destaca que a formação da fuga será um dos momentos críticos desta etapa montanhosa.

No Dia da Bastilha, a batalha será no Grand Colombier

Na 13ª etapa, no feriado do Dia da Bastilha, na sexta-feira, 14 de julho, a batalha será no Grand Colombier, que está de volta ao Tour após três anos. A etapa com 137,8km e largada em Châtillon-sur-Chalaronne será dos grandes dias de montanha deste Tour.

“O formato dinâmico desta etapa deixará pouco espaço para dúvidas. As pernas terão de ser afiadas na subida ao planalto de Hauteville-Lompnes porque um grande desafio aguarda os favoritos do Tour, a subida do “Pirâmide de Bugey”, que se estende por 17,4 km com uma inclinação média de 7,1%”, acrescenta Christian Prudhomme, diretor do Tour.

A 14ª etapa tem série de escaladas e uma descida técnica final exigente

A 14ª etapa, no sábado, 15 de julho, tem 151,8km entre Annemasse e Morzine – Les Portes du Soleil. Será uma etapa de montanha extremamente difícil, com passagem por Cou, Feu, Ramaz e o exigente Joux Plane antes da descida técnica para a linha de chegada de Morzine.

“É improvável que os ciclistas apreciem a vista do Lago de Genebra no início da etapa, já que os 4.200 metros de subida estarão na mente de todos, e especialmente as subidas Ramaz e Joux Plane. Todos também sabem que precisarão mostrar habilidade na descida”, completa Prudhomme.

Vale destacar que a etapa de Morzine é a mesma do trajeto do L´Étape du Tour 2023 (leia mais aqui).

A 15ª etapa tem trechos com até 17% de inclinação

A 15ª etapa, no domingo, 16 de julho, encerra a segunda semana do Tour com nada menos que o Mont Blanc como cenário. A etapa de Morzine a Saint-Gervais Mont-Blanc tem percurso de 179km em uma rota particularmente ondulada pela região da Haute-Savoie, com passagem pelo Col de la Forclaz de Montmin, depois pelo Croix Fry e pelo Aravis.

“Os golpes mais impactantes provavelmente serão desferidos na subida final para Le Bettex, na subida Amerands, onde algumas seções chegam a 17% de inclinação”, diz o diretor do Tour.

Terceira semana
A terceira e última semana do Tour 2023 começa na terça-feira, 18 de julho, com a 16ª etapa, a única disputa de contrarrelógio individual desta edição. Serão 22,4km entre Passy e Combloux, com a subida ao Côte de Domancy, onde Bernard Hinault venceu o Mundial de 1980, e que também fez parte do contrarrelógio da última semana do Tour de 2016.

“O único contrarrelógio da corrida de 2023 é caracterizado por sua curta distância e um perfil adequado para os escaladores que se sentem confortáveis nesta modalidade solo. A famosa subida de Domancy está no programa. Ao mesmo tempo é uma oportunidade para quem está de amarelo afirmar sua superioridade ou para seus rivais tentarem uma reviravolta”, completa Prudhomme.

Contrarrelógio abre a semana final do Tour

A 17ª etapa vai ao Col de la Loze, a 2.304m, o ponto mais alto do Tour 2023

A 17ª etapa, na quarta-feira (19 de julho), conta com 165,7km entre Saint-Gervais Mont-Blanc e Courchevel, que tem como grande destaque a escalada ao Col de la Loze, a 2.304m de altitude, grande descoberta do Tour em 2020 e o ponto mais alto da competição de 2023.

“A etapa será um grande desafio, com mais de 5.000 metros de ganho vertical para enfrentar ao longo do dia. O final contará com a segunda visita do Tour ao impressionante Col de la Loze”, completa o diretor.

A 18ª etapa é mais uma oportunidade para os velocistas

A 18ª etapa, na quinta-feira (20 de julho), será de Moûtiers a Bourg-en-Bresse, em um percurso de 184,9km. A etapa oferece mais uma oportunidade para os velocistas que seguem na prova com um percurso totalmente plano.

“Os velocistas precisaram mostrar determinação real para superar a passagem do Tour pelos Alpes. Eles serão recompensados com essa etapa em que o percurso evita as colinas e deve facilitar seu retorno à frente e ao centro. No quilômetro final reto, eles poderão atingir a velocidade máxima novamente”, diz Prudhomme.

Na 19ª etapa, o Côte d’Ivory, a 30km da meta, será o obstáculo final antes da chegada rápida

A 19ª etapa, com 172,8km entre Moirans-en-Montagne e Poligny, na sexta-feira, 21 de julho, será mais um dia para os velocistas. O Côte d’Ivory, a 30km da meta, será o único obstáculo relevante a ser superado no dia. “O que não impede que os velocistas aproveitem a gigantesca plataforma de lançamento para a reta final, com 8 quilômetros”, diz o diretor.

Na 20ª e penúltima etapa, 3.600 metros de escalada no trajeto

Na penúltima etapa, no sábado, 22 de julho, nas montanhas dos Vosges até a estância de esqui de Le Markstein, o pelotão terá 3.600 metros de escalada em uma distância de 133,5km, passando pelo Col de la Grosse Pierre e as ascensões do Petit Ballon e da Platzerwasel antes da chegada final a Le Markstein, onde será conhecido o vencedor virtual do Tour.

“Caso a disputa pela camisa amarela ainda estiver viva, tudo é possível: depois do Ballon d’Alsace, haverá a oportunidade de lançar ataques ao Col de la Croix des Moinats, depois um pouco mais adiante ao escalar o Col de Grosse Pierre, então no Schlucht, antes de enfrentar o Petit Ballon e o Platzerwasel. É um campo minado”, completa o diretor do Tour.

Etapa final celebra trajeto do ciclismo olímpico em Paris 2024

No domingo, 23 de julho, o Tour 2023 chega ao seu final com uma etapa de 115,1km entre Saint-Quentin-en-Yvelines e Paris, na celebrada avenida Champs-Elysées, para a festa de premiação e o derradeiro sprint dos velocistas na bela capital francesa.

“Os candidatos ao último buquê da corrida terão que estar em forma olímpica porque o percurso foi projetado em homenagem aos Jogos de Paris de 2024, durante os quais os eventos de todas as disciplinas do ciclismo serão realizados principalmente em Yvelines”, finaliza Christian Prudhomme, o diretor do Tour.

AS ETAPAS
01/07 – Etapa 1: Bilbao – Bilbao – 182 km
02/07 – Etapa 2: Vitoria – San Sebastián – 209 km
03/07 – Etapa 3: Amorebieta – Bayonne – 185 km
04/07 – Etapa 4: Dax – Nogaro – 182 km
05/07 – Etapa 5: Pau – Laruns – 165 km
06/07 – Etapa 6: Tarbes – Cauterets – 145 km
07/07 – Etapa 7: Mont de Marsan – Bordeaux – 170 km
08/07 – Etapa 8: Libourne – Limoges – 201 km
09/10 – Etapa 9: Saint Léonard de Noblat – Puy de Dome – 184 km
10/07 – Descanso
11/07 – Etapa 10: Vulcania – Issoire – 167 km
12/07 – Etapa 11: Clermont Ferrand – Moulins – 180 km
13/07 – Etapa 12: Roanne – Belleville en Beaujolais – 169 km
14/07 – Etapa 13: Chatillon su Chalaronne – Grand Colombier – 138 km
15/07 – Etapa 14: Annemase – Morzine – 152 km
16/07 – Etapa 15: Les Gets – Saint Gervais Mont Blanc – 180 km
17/07 – Descanso
18/07 – Etapa 16: Passy – Combloux – 22 km (CRI)
19/07 – Etapa 17: Saint Gervais Mont Blanc – Courchevel – 166 km
20/07 – Etapa 18: Moutiers – Bourg en Bresse – 186 km
21/07 – Etapa 19: Moirans en Montagne – Poligny – 173 km
22/07 – Etapa 20: Belfort – Le Markstein Fellering – 133 km
23/07 – Etapa 21: Saint Quentin en Yvelines – Paris – 115 km

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