Cavendish adia aposentadoria por recorde do Tour de France

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Cavendish adia aposentadoria por recorde do Tour de France

Britânico confirmou que fica na Astana Qazaqstan em 2024 para buscar sua 35ª vitória do Tour; equipe reforça time para sprint

Mark Cavendish no Tour de France 2023 Foto: ASO

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O britânico Mark Cavendish anunciou que fica no pelotão mais uma temporada com a equipe Astana Qazaqstan. O objetivo é conquistar sua 35ª vitória em etapas do Tour de France e se tornar o maior recordista da prova. A confirmação veio depois que a equipe postou um “Ainda não acabou” nas redes sociais, com um vídeo mostrando clipes de Cavendish e do Tour de France.

Para apoiar seu objetivo, a equipe anunciou ainda a contratação do dinamarquês Michael Morkov para ser seu apoiador nos sprints e do treinador grego Vasilis Anastopoulos, ambos ex-Soudal-QuickStep e que trabalharam com Cavendish em seu retorno ao sucesso em 2021.

Cavendish, que havia anunciado sua aposentadoria durante o Giro d’Italia 2023 (leia mais aqui), disse que adiou os planos após falar com sua família. “Falei com as crianças e disse: ‘O que papai deve fazer?’ Eles disseram: ‘Continue’. Então, aqui estamos – só mais um ano, hein?.”

Cavendish caiu e fraturou a clavícula na 8ª etapa do Tour de France. A recuperação foi complexa, mas o britânico já está recuperado e retorna ao pelotão neste domingo (8 de outubro), na Volta da Turquia. “Quando anunciei minha aposentadoria estava ansioso para não ter que me levantar e treinar em qualquer condição climática, não ficar longe de casa, ficar com as crianças. Mas eu adoro correr, sei que poderia sair por cima. Obviamente, não foi o final que eu esperava, caindo no Tour de France, mas é o que é”, completou o velocista de 38 anos, que em 2024 fará sua 18ª temporada no pelotão profissional.

Cavendish comemora aniversário de 38 anos durante o Giro d’Italia 2023 Foto: LaPresse

Cavendish passou a integrar a equipe do Cazaquistão nesta temporada, com apoio do diretor Alexandr Vinokourov. Venceu a etapa final do Giro d’Italia em Roma e seguiu para o Tour em busca da vitória número 35. Na 7ª etapa, terminou em segundo, atrás de Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) em Bordeaux, e os fãs se animaram, mas, no dia seguinte, houve a queda e a fratura.

Vinokourov, no dia seguinte, disse que a equipe lhe ofereceria a chance de voltar. “Gostaríamos que Mark continuasse em 2024 e disputasse seu 15º Tour de France para vencer a 35ª etapa”, disse na época ao jornal L’Equipe. “Estamos prontos para oferecer essa chance a ele, mas cabe a ele decidir”.

“Não é segredo que o Tour de France e uma vitória na etapa eram os objetivos de Mark. E na etapa 7 ele esteve muito perto de quebrar seu recorde histórico. No entanto, uma forte queda um dia depois atravessou todos os planos. Acredito que um verdadeiro campeão não deveria encerrar sua carreira desta forma. Então, perguntei a Mark se, em alguns anos, ele se arrependeria de não ter tentado novamente e, por sua vez, sugeri que reconsiderasse sua decisão, para ficar por mais uma temporada, e ainda para tentar vencer uma etapa do Tour de France”, contou Vinokourov.

Vinokourov e Cavendish Foto: equipe Astana

“Nesta temporada a chegada de Mark foi bastante inesperada, mas, para o próximo ano, estamos nos preparando e fortalecendo a direção do sprint, fazendo mudanças. Não será fácil superar o recorde que ele compartilha com Eddy Merckx, seria uma conquista histórica, temos uma oportunidade e temos de aproveitar. Quanto aos planos após 2024, algumas discussões estão em andamento e a equipe está interessada em continuar a cooperação com Mark. Mas, claro, antes de tudo, nossos pensamentos estão sobre a próxima temporada”, completou.

Profissional desde 2007, Cavendish venceu o Campeonato Mundial de 2011 em Copenhague e a clássica monumento Milão-San Remo em 2009. Venceu etapas e a classificação por pontos em todos os três Grand Tours, e também faturou a camisa de líder. O britânico também se destacou na pista, incluindo três títulos mundiais em Madison e uma medalha de prata na Omnium nas Olimpíadas Rio 2016.

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