Giro d’Italia 2024: todos contra o favorito Pogacar

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Giro d’Italia 2024: todos contra o favorito Pogacar

Corsa Rosa começa neste sábado com as atenções voltadas para o esloveno, que planeja a vitória dupla Giro-Tour, assim como o britânico Geraint Thomas

Pogacar na Tirreno-Adriático de 2022, no Monte Carpegna, a subida favorita de Pantani, lembrado pelos fãs

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O Giro d’Italia 2024 começa neste sábado (4 de maio) em Torino e termina no dia 26 em Roma. Na disputa da maglia rosa, a camisa de líder da classificação geral, o grande favorito é o esloveno Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), em sua estreia na prova. Nesta temporada, Pogacar, que acaba de vencer sua sexta clássica Monumento, a Liège-Bastogne-Liège, tem como objetivo a vitória dupla Giro-Tour de France, o que não acontece desde 1998, com Marco Pantani.

A honra da vitória dupla começou com o “campionissimo” Fausto Coppi em 1949. Não bastasse o feito, Coppi repetiu a vitória dupla em 1952. Depois, vieram o francês Jacques Anquetil e o belga Eddy Merckx. A conquista de Anquetil foi sofrida em 1964, após um duelo emocionante nas encostas do Puy de Dome contra Raymond Poulidor. Merckx, por sua vez, superou Coppi e faturou a vitória dupla em três ocasiões (1970, 1972, 1974) e é o único com o tri.

Na década seguinte aos feitos do “Canibal”, Bernard Hinault conquistou o double duas vezes, em 1982 e 1985, após o fracasso da primeira tentativa, em 1980, quando foi obrigado a abandonar o Tour na 12ª etapa após machucar o joelho.

Depois, veio o irlandês Stephen Roche que, em 1987, acrescentou ao double o título de campeão mundial – assim como havia feito Merckx em 1974, vale lembrar. Miguel Indurain também conseguiu a vitória dupla, em 1992 e 1993. Por fim, o pirata Marco Pantani tornou-se o último a entrar no clube das vitórias duplas, em 1998.

VITÓRIAS DUPLAS GIRO-TOUR
1949 e 1952: Fausto Coppi (ITA)
1964: Jacques Anquetil (FRA)
1970, 1972 e 1974: Eddy Merckx (BEL)
1982 e 1985: Bernard Hinault (FRA)
1987: Stephen Roche (IRL)
1992 e 1993: Miguel Indurain (ESP)
1998: Marco Pantani (ITA)

O maglia rosa Thomas na largada da etapa 12 do Giro de 2023

Nomes como Alberto Contador, vencedor do Giro em 2008 e 2015, do Tour de France em 2007 e 2009 e da Volta a Espanha em 2008, 2012 e 2014, e Chris Froome, campeão do Giro em 2018 e do Tour de France quatro vezes (2013, 2015, 2016 e 2017), além de bicampeão da Vuelta (2011 e 2017) tentaram, mas não conseguiram colocar seus nomes na lista das lendas que venceram ambas as corridas na mesma temporada.

Nesta temporada, além de Pogacar, o britânico Geraint Thomas (Ineos Grenadiers) também pretende buscar a vitória dupla Giro-Tour. O esloveno, ao ficar sabendo dos planos do britânico, respondeu pelas redes sociais: “A gente se vê em breve.”

Thomas, que no Giro de 2023 só foi eliminado do topo da classificação geral na penúltima etapa (relembre aqui), manteve a maglia rosa desde a etapa 10 até o penúltimo dia, quando sua vantagem de 26 segundos foi anulada no contrarrelógio por Primoz Roglic , então Jumbo-Visma. (Roglic, hoje na Bora-Hansgrohe, não estará na disputa).

A Ineos vai ao Giro com uma equipe forte e Thomas terá ao seu lado Thymen Arensman, 6º colocado na edição do ano passado, e um dos grandes favoritos da maglia bianca, a camisa branca de melhor jovem, além de Tobias Foss, que vem se destacando na temporada, e Filippo Ganna.

Caruso e Bardet no Giro de 2021

Entre os competidores de 2023 que terminaram entre os dez primeiros no ano passado e que voltam nesta edição estão Damiano Caruso (Bahrain Victorious), que encerrou em 4º, e Eddie Dunbar (Jayco-Alula), que foi o 7º. E, entre os que já mostraram que se prepararam muito bem estão o francês Romain Bardet (Team dsm-firmenich PostNL), vice na Liège-Bastogne-Liège, e o colombiano Daniel Martinez (Bora Hansgrohe), que vai liderar a equipe depois de uma forte preparação.

Na Movistar, as atenções estão voltadas para o colombiano Nairo Quintana, campeão do Giro em 2014. Mas Quintana, aos 34 anos, em seu retorno ao pelotão, já avisou que seu objetivo será vencer etapas, principalmente as de montanha.

START LIST

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OS CAMPEÕES

Maior número de vitórias na classificação geral: Fausto Coppi, Alfredo Binda, Eddy Merckx (cinco); Giovanni Brunero, Gino Bartali, Fiorenzo Magni, Felice Gimondi, Bernard Hinault (três)

Mais vitórias em etapas: Mario Cipollini (42), Alfredo Binda (41), Learco Guerra (31), Constance Girardengo (30), Eddy Merckx (25), Mark Cavendish (16)

Maior número de vitórias na classificação de montanha: Gino Bartali (sete); José Manuel Fuentes (quatro); Fausto Coppi, Franco Bitossi, Claudio Bortolotto, Claudio Chiappucci (três)

Maior número de vitórias na classificação por pontos: Francesco Moser, Giuseppe Saronni (quatro); Roger De Vlaeminck, Johan van der Velde, Mario Cipollini (três)

Mais titulares: Wladimir Panizza (18); Pierino Gavazzi, Domenico Pozzovivo (17)

Vencedor mais jovem: Fausto Coppi, 1940 (20 anos e 268 dias)

Vencedor mais velho: Fiorenzo Magni, 1955 (34 anos e 180 dias)

Menor margem de vitória: 11 segundos (Fiorenzo Magni, 1948)

Maior margem de vitória: 1:57:26 (Alfonso Calzolari, 1914)

Edição mais rápida: 2013 (40,113 km/h)

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