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EUA terão vagas máximas para Paris-2024 após Copa no Brasil

Estados Unidos estavam na 10ª colocação dos homens e na 4ª colocação das mulheres antes das etapas da Copa do Mundo no Brasil; agora, saltaram para 5º e 3º

Blevins na vitória do cross country em Mairiporã Foto: Michal Cerveny

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Quando se fala nos mestres do mountain bike cross country, automaticamente pensamos nos destaques europeus como o suíço Nino Schurter (Scott-SRAM MTB Racing Team) e Mathias Flückiger (Thömus Maxon). É fácil perceber que desde 2016 um suíço não fica fora do pódio da Copa do Mundo. A medalhista de ouro em Tóquio, a suíça Jolanda Neff (Trek Factory Racing-Pirelli) e sua compatriota Alessandra Keller (Thömus Maxon) são outros destaques da modalidade na Europa. O mesmo vale para a França por exemplo, que além da prodigiosa Pauline Ferrand-Prevot revelou recentemente a jovem Loana Lecomte (Canyon CLLCTV XCO).

Entretanto, as duas primeiras etapas da Whoop UCI Mountain Bike World Series no Brasil mostraram que o cross country dos Estados Unidos está ganhando cada vez mais importância. Na abertura da Copa do Mundo em Mairiporã (SP) o norte-americano Christopher Blevins (Specialized Factory Racing) fez uma bela exibição e faturou a primeira etapa na elite.

Os norte-americanos ainda brilharam com quatro colocações no top 10 na categoria feminina, com a segunda e a terceira colocações de Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team) e Haley Batten (Specialized Factory Racing) respectivamente. No masculino, Riley Amos (Trek Factory Racing-Pirelli) faturou o XCC e o XCO na sub-23.

O bom desempenho norte-americano prosseguiu no fim de semana seguinte em Araxá, com Haley Batten conquistando as provas de XCC e XCO e Riley Amos repetindo as vitórias de Mairiporã. Blevins, de 26 anos, teve alguns problemas em Araxá quando caiu logo no início do XCO da elite e mesmo assim ultrapassou 80 atletas para terminar na 22ª colocação.

Em anos recentes, os Estados Unidos tiveram alguns atletas que encantaram no cross country. Em 2018, Kate Courtney foi campeã mundial e ganhou destaque na Copa do Mundo em 2019. A imprensa norte-americana considera a participação nas etapas da Copa do Mundo deste ano no Brasil como a melhor exibição dos americanos desde os ano 1990, quando Ned Overend, John Tomac e Juli Furtado estavam os melhores do mundo no XCO.

Depois das duas etapas no Brasil, Haley Batten e Riley Amos estão no topo do ranking sub-23 do XCO da Copa do Mundo.

Haley Batten comemora sua vitória em Araxá Foto: Michal Cerveny

Impacto Olímpico
A importância do desempenho dos norte-americanos na Copa do Mundo vai muito além da própria Copa, já que em ano olímpico e às vésperas dos Jogos de Paris-2024, o evento é crucial na corrida dos pontos olímpicos.

Nos Jogos Olímpicos são no máximo duas vagas por Nação. Países ranqueados até a oitava colocação têm no máximo duas vagas e os países entre a 9ª e a 19ª colocação garantem uma vaga. A contagem do ranking olímpico termina no dia 26 de maio, data da terceira etapa da Copa do Mundo de MTB XCO, em Nové Mesto, na República Tcheca.

Antes do início da Copa do Mundo da temporada 2024, os Estados Unidos estavam na 10ª colocação dos homens e na 4ª colocação da corrida feminina pelos pontos. Depois das corridas no Brasil, os EUA saltaram para 5º e 3º, respectivamente, e asseguraram o número máximo de vagas para Paris.

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