Raiza e Galinski falam sobre a Copa do Mundo de MTB no Brasil

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Raiza e Galinski falam sobre a Copa do Mundo de MTB no Brasil

Atual vice-campeão brasileiro de cross country e pentacampeã brasileira da modalidade apontam favoritos e falam sobre suas expectativas

Ulan Galinski venceu a disputa do XCC no MTB Festival em Mairiporã

Por Marcos Adami – Bikemagazine
Fotos de divulgação

O Bikemagazine entrevistou com exclusividade o baiano Ulan Galinski (Caloi-Henrique Avancini Racing) e a pentacampeã brasileira da modalidade Raiza Goulão (Squadra-Oggi) sobre a realização das duas primeiras etapas da Copa do Mundo de MTB UCI no Brasil.

Raiza Goulão comemora o segundo lugar no short track no Pan-Americano de 2023

Raiza, campeã brasileira das temporadas 2015, 2016, 2017, 2020 e 2022, já disputou 39 etapas de Copa do Mundo (três na categoria sub-23 e 36 etapas na elite) e teve sua melhor colocação em Vallnord, em Andorra, em 2017, quando terminou no 14º lugar.

“A vantagem de competir em casa é a energia do público e também evita o desgaste de viagem. Correr em casa é um privilégio que nos dá mais qualidade nos treinos e menos viagens e menos períodos de adaptação”, avalia.

Galinski no MTB Festival – Foto de Tiago Borges @tiagoborgesfotografo

Galinski, por sua vez, já disputou 14 etapas da Copa do Mundo e tem como melhor resultado a 31ª colocação. Para ele, mais importante do que o fato de competir em casa é já ter corrido nos circuitos anteriormente, é estar aclimatado às condições do lugar. “Ter a torcida a nosso favor também é importante”, diz.

Pressão
Se correr em casa com o apoio da torcida é uma vantagem, há também o fator da responsabilidade de fazer uma boa apresentação. “Por ser atualmente o primeiro brasileiro no ranking mundial, sinto responsabilidade de buscar representar nossa nação da melhor forma possível”, diz Galinski, que planejou os treinos de forma a chegar de forma crescente em abril e maio nas corridas que serão decisivas para a conquista da vaga olímpica.

Raiza, por sua vez, não acredita em pressão externa para mais performance. Para ela, a chance de um resultado expressivo tem a ver com o número de atletas que vai alinhar nas provas do Brasil. “Nem sempre temos um start list repleto como na Europa. Quero me testar e ter o melhor resultado possível correndo em casa ao lado de pessoas queridas”, diz.

A atleta também periodizou sua temporada direcionado com o calendário e estratégia para somar pontos olímpicos para Paris-2024. “Dentro do meu planejamento, Mairiporã e Araxá serão as provas para eu começar a sentir o ritmo das atletas da Europa”.

Os melhores do mundo no Brasil
As etapas brasileiras da Copa Mundo abrem o calendário do ano olímpico e é natural a corrida pelos pontos de classificação das nações. Por este motivo ambas provas no Brasil terão forte adesão dos melhores atletas do mundo e o start list será de peso.

Parte dos atletas já estão no Brasil e disputaram o MTB Festival neste fim de semana em Mairiporã (SP), no mesmo local onde será realizada a etapa de abertura do circuito da Copa do Mundo, agora chamado de Whoop UCI Mountain Bike World Series.

Com um start list com pelo menos uma dúzia de candidatos e candidatas ao topo do pódio, não é fácil a tarefa de indicar os favoritos ao pódio.

“Analisando os resultados da pré-temporada europeia, eu colocaria o francês Victor Koretzky como grande favorito, seguido pelo seu compatriota Jordan Sarrou, além do romeno Vlad Dascalu e nunca podemos deixar de colocar o Nino como um dos grandes favoritos. No feminino acho que a disputa está bem aberta e não consigo especificar nenhum nome”, diz Galinski.

Raiza reconhece que a Copa do Mundo cada vez tem um leque maior de atletas em destaque e está variando bastante. “A Pauline Prevot sempre vem muito forte e a nova geração também. A Puck Pieterse está muito forte, mas não sei se elas virão. No masculino é sempre bom ver a luta de Nino contra a nova geração”, resume Raiza.

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